Homenagem a César Ades Imprimir E-mail
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Nonme completo: PROFESSOR CÉSAR ADES

 

É uma grande honra participar dessa feliz iniciativa do Instituto Brasileiro de Neuropsicologia e Comportamento: homenagear uma pessoa muito especial que tanto contribuiu com a ciência brasileira.

 

Considerei que poderia dividir o conteúdo da apresentação em três grandes vertentes, ainda que elas se confundam a todo momento:

 

César Construtor de Conhecimento

César Professor

César Contador de Histórias 

 

A primeira vertente - a de construtor de conhecimento – tem alta probabilidade de ser a mais oficialmente conhecida, aquela que tem vinculação direta com a proeminência acadêmica do homenageado reconhecida nacional e internacionalmente, aquela a partir da qual seu nome está em definitivo enredado na teia da História da Psicologia, é aquela a partir da qual seu nome é verbete indispensável em qualquer publicação que destaque os principais realizadores da universidade em que sempre atuou – a Universidade de São Paulo.

 

Penso poder mencionar um fato atual para estabelecer ligações com fatos pretéritos relevantes para a compreensão da trajetória do César Ades construtor de conhecimento.  Na USP atual, César desempenha função na qual a presença de um pesquisador oriundo da Psicologia é inédita: ele dirige o Instituto de Estudos Avançados.

 

Trata-se de instituição sobre a qual se poderia dizer que a razão de ser é lidar com a interconexão dos saberes e dos tempos próprios de cada disciplina, com foco nas interfaces entre a ciência e a vida dos grupos humanos em seus diferentes ambientes, buscando nos elos com o passado e nos diagnósticos do presente as inovações adaptativas para o futuro que está cada vez “menos avançado”. A instituição tem papel central na promoção do intercâmbio entre instituições brasileiras e delas com instituições de outros países. A revista que o instituto edita, em seus últimos números, abordou no formato de dossiês com múltiplas contribuições, temas como: Água; Evolução Darwiniana e Ciências Sociais; Epidemias; Temas indígenas; Crise internacional; Cidade e exclusão; Crise do Congresso; Teorias sócio-ambientais; Humanidades, literatura, música. Está tal diversidade além da capacidade de qualquer pessoa? Não creio, em se tratando de César. Ao contrário, ele parece estar como habitualmente está: feliz, explorando e se nutrindo (talvez ele próprio dissesse: como pinto no lixo!).

 

O também professor da USP Fernando José Leite Ribeiro (uma das pessoas consultadas para a homenagem que forneceu excelentes contribuições), quando circulou a notícia da nomeação do homenageado para a direção do Instituto de Estudos Avançados, em novembro de 2007, o cumprimentou, aproveitando o próprio texto que registrava que César Ades era natural de Alexandria*, ressaltando que para ele o significado maior dessa cidade não era o Farol, mas sim a Biblioteca: “Nascido em Alexandria, sob o signo da Biblioteca, sob a égide do Conhecimento, nascido para estudar e fazer estudar” (e a menção a fazer estudar, de certa forma, permite resgatar, metaforicamente, o própria idéia de farol).

 

A associação Biblioteca – César Ades é imediatamente compreensível por todos que viveram o cotidiano da USP naquela época. A biblioteca podia ser descrita como um dos nichos ecológicos ao qual o César desde sempre esteve plenamente adaptado. A grande teia de conhecimentos que ele teceu tem em seu centro a biblioteca, inaugurando uma imaginária espécie de rato-de-biblioteca orbitelo. Hoje em dia talvez seja diferente, pois a própria idéia da grande teia, embutida na sigla www, tudo encampa.

 

Conduzido pelas recordações do mesmo Fernando citado acima, fazemos um retro-salto de quase cinco décadas, que nos leva aos anos iniciais da década de 1960, ao laboratório do porão do prédio da Alameda Glete, na região central de São Paulo, no qual César observava o comportamento exploratório de ratos em campo aberto. É interessante pensar que o estudo do comportamento exploratório já era claro sinal do típico comportamento do próprio observador César (sempre reconfirmado ao longo de sua vida), caracterizando algo como uma meta-investigação.

 

Ainda uma vez é Fernando Leite Ribeiro quem brinca com o fato de que após os ratos da Alameda Glete vieram as aranhas prateadas e suas teias viscosas, já no prédio que abrigou por muitos anos a Psicologia Experimental da USP: o B-10. Diz Fernando: “Vejo aí um valor simbólico. Quem sabe o estudo do comportamento exploratório serviu como antídoto preventivo contra o enredo que viria a seguir, impedindo-o de ficar para sempre preso nas teias e impelindo-o a explorar outros animais e outros problemas. Ficasse nas teias, sua carreira iria de descoberta em descoberta sobre a argíope e seria igualmente admirável. Mas seu instinto exploratório, combinado com sua erudição levaram-no ao que se vê hoje em seu currículo: um desfile de animais e problemas, cada um a receber o mesmo empenho que lhe foi exigido pela argíope”.

De fato, a lista de animais envolvidos em suas pesquisa e nas pesquisas que orientou é tão diversa que vale apresentá-la (são quase 60 espécies):

abelha (Apis melifera), dezesseis espécies de aranha (Amaurobius ferox) (Anelosimus jabaquara) (Argiope argentata) (Anyphaenoides clavipes) (Coelotes terrestris) (Kukulkania hibernalis) (Loxoceles gaucho) (Loxoceles intermédia) (Lycosa erythrognatha) (Nephila clavipes) (Nephilengys cruentata) (Phidippus johnsoni) (Phoneutria nigriventer) (Scytodes globula) (Theridion bergi levi) (Thomisus spectabilis), três espécies de bugio (Alouatta belzebul) (Alouatta caraya) (Alouatta fusca clamitans), cachorro doméstico (canis familiaris), cachorro do mato (Cerdocyon thous), cachorro vinagre (Speothos venaticus), cágado (Hydromedusa tectifera), calimico (Calimico goeldi), duas espécies de camundongo (Calomys callosus) (Mus musculus), chimpanzé (Pan troglodytes), cobaia (Cavia porcelus), formiga gigante (Dinoponera gigantea), gato (Felis Catus), gorila (Gorilla gorilla gorilla), hamster dourado (Mesocricetus auratus), lobo guará (Chrysocyon brachyurus), louva-a-deus (Mantis religiosa), macaco aranha (Ateles paniscus), macaco barrigudo (Lagothrix lagotrica), macaco-de-rabo-curto (Macaca arctoides), mico leão de cara dourada (Leonpithecus chrysomelas), mico leão preto (Leonpithecus chrysopygus), mosca (Musca domestica), mosca da fruta (Drosophila melanogaster), duas espécies de muriqui (Brachyteles arachnoides) (Brachyteles hypoxanthus), duas espécies de preá (Cavia aperea) (Cavia intermedia), pombo (Columba livia), pseudoescorpião (Maxchernes iporangae), ratão do banhado (Myocastor coypus), rato albino (Rattus norvegicus), sagüi de tufo branco (Callithrix jacchus), sapo cururu (Bufo ictericus), sauá (Callicebus nigrifrons), tiziu (Valatinia jacarina), tucano (Ramphastos toco), urubu de cabeça preta (Coragyps atratus), vespa (Urocerus gigas). Até mesmo exemplares de homo sapiens sapiens foram utilizados em seus estudos.

 

Vera Sílvia Raad Bussab, professora da USP que foi aluna de César Ades, também colaborou com informações preciosas sobre a convivência de muitos anos. Destacando o cientista observador cuidadoso, ela escreveu: “Não é por acaso que o acompanham, por uma vida, cadernetas de anotações e máquinas fotográficas: não quer perder o registro de tudo aquilo que é capaz de perceber, de maneira tão criativa e generosa. Está sempre pronto, como um sábio, a aprender e a enxergar. Entusiasmo, tino para perceber a relevância, orientação humanista plena, coragem para sonhar e lutar pelos objetivos são seus ingredientes essenciais, cujos reflexos podem ser vistos em todas as integrações que fez: participou de modo essencial da criação de uma Psicoetologia, que realmente assimilava a perspectiva evolucionista na medida, sem perder o foco nos processos psicológicos”.

 

A Professora Ana Maria Almeida Carvalho (mais uma colaboradora que relatou deliciosas lembranças) , também colega de Departamento de César, tem a mesma percepção: “E a sua curiosidade, então?  Minha impressão é que ele parava pra observar qualquer bichinho ou outra coisa que despertasse sua atenção – e, se possível, até fotografar. Em muitos aspectos, César me lembra nosso orientador, Walter – um pouco mais sério, mas igualmente apaixonado e inquieto”. Como também tive o privilégio de ser aluno do Doutor Walter Hugo de Andrade Cunha, posso destacar outro aspecto das semelhanças César-Walter: duas inesgotáveis usinas de idéias em sala de aula – lição equivale a ebulição.  

 

Ana Carvalho acrescenta um excelente retrato do pesquisador: “Acho que César associa uma inteligência e uma memória privilegiadas, uma cultura psicológica (e também filosófica) ampla, que abarca praticamente todas as áreas dessa nossa ciência tão compartimentalizada, e as qualidades mais essenciais para um cientista: curiosidade permanente, humildade em relação ao pouco que sabemos, criatividade como experimentador, acuidade como observador, disponibilidade para compartilhar e uma enorme capacidade para articular relações, tirar implicações, provocar novas questões”.

 

José Lino de Oliveira Bueno, o primeiro pesquisador a concluir Tese de Doutorado sob orientação de César, e que hoje é professor na Universidade de São Paulo em Ribeirão Preto, também destacou a introdução da abordagem psicoetológica. Sob a inspiração do mestre Walter Hugo de Andrade Cunha (como destacam todos os que colaboraram com o presente texto), César participou de um modo essencial da criação dessa Psicoetologia que, realmente, assimilava a perspectiva evolucionista na medida, sem perder o foco nos processos psicológicos.

 

José Lino Bueno lembrou ainda que César introduziu de maneira crítica a questão do estudo da motivação no Brasil, tendo produzido artigos na década de 60-70 que são antológicos e seminais em relação a grande parte do que se produziu a seguir.

 

Acrescento o fato de que ao longo de sua trajetória de construtor de conhecimento, César nunca deixou de reservar parte de seu tempo para produzir e publicar reflexões e proposições metodológicas, sempre em sintonia com sua convicção de que é possível e desejável um enfoque que integre diferentes perspectivas e mesmo diferentes disciplinas (isso o caracterizou, inclusive, em um determinado momento em que a psicologia brasileira vivia um conflito de abordagens de difícil tratamento, como lembrou José Lino Bueno).

 

O rol de questões sobre as quais César se debruçou, seja a partir dos inúmeros animais já citados, seja a partir de dados diretamente relacionados aos humanos, é impressionante. Arrisco dizer que o interesse pelos processos implicados na memória e no lidar com o tempo, em articulação com aspectos evolutivos, motivacionais, afetivos e sociais está presente em toda a vida acadêmica do homenageado.

 

Ao estudar o comportamento de aranhas, por exemplo, César investiga a memória da teia, dando um sentido quase literal à expressão metafórica teia da memória. Não deixa de ser curioso o fato de Ana Carvalho ter ressaltado que “outra coisa que admiro nele (e, pra ser franca, devo invejar, porque me falta totalmente) é uma memória incrível: apesar da quantidade de coisas que ele lia o tempo todo, um verdadeiro rato de biblioteca (era onde era fácil encontrá-lo se não estava no B-10), ele parecia nunca esquecer um nome, uma data, uma referência relevante para o que estava sendo discutido”.

 

Em pontos anteriores da homenagem foi mencionado o nome do orientador do Doutorado de César Ades. Esse é um item do currículo de César de enorme peso: ter sido orientado por dois dos mais importantes pesquisadores brasileiros da área. Na conclusão de sua Graduação e no Mestrado ele trabalhou sob orientação da Professora Dora Selma Fix Ventura. No Doutorado seu orientador foi o Professor Walter Hugo de Andrade Cunha. A menção aos seus orientadores serve aqui como deixa para passarmos à vertente César Professor.

 

Em um texto escrito há 30 anos, intitulado “Treino em pesquisa, treino em compreensão”, César explicita uma de suas marcas: o cuidado e o entusiasmo com os alunos. Diz ele: “Seria um aluno de Graduação em Psicologia capaz de contribuir com idéias acerca de aspectos de procedimento ou acerca das questões a serem estudadas em seu trabalho prático? A resposta parece-me que deve ser afirmativa, levados em conta limites a serem fixados em cada contexto concreto. (...) Dada uma discussão, com o aluno, do possível, do pouco possível e do impossível, e dado o empurrão inicial, suas sugestões revelam-se freqüentemente interessantes e perfeitamente pertinentes do ponto de vista do assunto proposto. Feitas como que de improviso, possuem às vezes a originalidade de um pensamento ainda não amarrado ao saber codificado dos manuais”.

 

Isso dá uma idéia do César Professor. Os depoimentos que se seguem não deixam espaço para qualquer dúvida:

 

Ana Maria Carvalho: “Ele foi uma verdadeira revelação do que pode ser um professor. Digo sem nenhuma dúvida que, entre os vários professores excelentes que tive a sorte de ter durante a vida, ele foi o mais instigante, o mais motivador – e o mais divertido! Cesar é um professor que transmite paixão pelo conhecimento, provoca curiosidade e dá um enorme espaço para os alunos”.

 

Essa paixão, esse entusiasmo, é transferido para todas as situações. Vera Bussab comenta que é até difícil lembrar de pronto momentos especiais na convivência tão especial que tem com ele porque a todo momento ele é incentivador e consegue, mesmo no decorrer de uma longa convivência, transformar todos os momentos em momentos especiais.

 

Fernando Ribeiro também focaliza essa mesma característica nas aulas, formais e informais, nas palestras. Diz ele: “Quem o vê hoje, e encanta-se com seu entusiasmo, conhece o mesmo César Ades de 40 anos atrás. E foi esse entusiasmo que escolhi, a fim de destacar uma de suas virtudes, ao cumprimentá-lo, na ocasião de sua indicação para o Instituto de Estudos Avançados, quando disse a ele: Fui percorrendo suas marcas, a inteligência, a erudição, o caráter... mas como me impus uma escolha, fiquei com o entusiasmo, sem o qual a inteligência não se acende, a erudição não se atinge, o caráter não se transmite. Sim, porque César Ades é, e sempre foi, um professor. Sua extroversão e a expressividade com que se comunica constituem sua face visível”.

 

Eu mesmo já havia escrito que a orientação proporcionada por ele era descortinadora e a cada novo contato que tenho a oportunidade de ter com ele percebo que ele continua a ser um ampliador de horizontes. Não é por outra razão que ele está dirigindo o Instituto de Estudos Avançados, onde é essencial ampliar horizontes.

 

A capacidade de comunicação do homenageado, aliada à sua experiência com uma vasta diversidade de situações, pessoas e bichos nos conduz à terceira vertente - a do César contador de Histórias.  O César contador de histórias está também embutido no César acadêmico. Quem mais poderia escrever um texto tão singelamente intitulado “Por que os cachorros abanam o rabo?” e em seguida passar a outro texto tão hermeticamente intitulado “Freud, as enguias e a ruptura epistemológica”?

 

Não há de ser por mero acaso que o próprio nome César Ades, quando pronunciado rapidamente tem semelhança fônica com Sherazade. É como se ele fosse o narrador das histórias das mil e uma aulas.

 

Não há qualquer comentário de alguém a partir do qual ele tenha dificuldade de dar seqüência com histórias relacionadas, sejam elas apoiadas em conhecimento científico ou casos recolhidos aqui e ali, sejam elas instigadoras de discussão ou disparadoras de riso. Isso o torna excelente companhia. Ana Maria Carvalho lembra que até em torno de uma mesa de bar, ele é sempre animado e divertido, mesmo sem tomar um único chopp!

Uma das facetas do César contador de histórias está presente nos textos produzidos para crianças (das quais ele, certamente, seria excelente professor), publicados em Ciência Hoje das Crianças: O namoro dos bichos, Os bichos também brincam, O sono dos bichos, Bicho sabido. Tanto Ana Carvalho como Vera Bussab ressaltam uma curiosa característica desse contador de histórias: sua capacidade de interagir de forma diferenciada com crianças e com elas fazer amizade (assunto sobre o qual ele próprio já escreveu), em uma perspectiva na qual “é o adulto que, por assim dizer, se faz criança para melhor compreender o que é ser criança. Não é um retorno ao que o adulto foi um dia mas uma forma de ele estabelecer um contato social diferente e, através dele, aprender como se aprende sempre através da interação” (são palavras do próprio César).

 

Em uma resenha, César escreveu um maravilhoso trecho em que o tema da memória está presente, trecho esse no qual o autor (inadvertidamente?) parece estar falando dele próprio. Diz ele: “A toda hora, somos capazes de recuperar aspectos de nosso passado: é como se nos contássemos histórias a nós-mesmos, alguns chegam a registrá-las em forma de diário. Mas o relato primordial é o que pode ser feito a outras pessoas: através dele, o que vivemos e que é bem nosso ganha uma dimensão social, obtém testemunhas (mesmo que a posteriori), faz com que os outros ampliem sua experiência, através das nossas palavras. Há troca e cumplicidade. Viver para Contar (a vida), o título das memórias de Gabriel Garcia Marquez, serve para todos nós. Viver algo notável gera a necessidade de contar: Você sabe o que eu vi? Você sabe o que me aconteceu ? E tudo o que nos acontece é notável porque nos concerne. É interessante notar que estudiosos supõem ter a linguagem se originado, em nossa espécie, a partir da representação de situações sociais; talvez se possa dizer, parafraseando Garcia Marquez, que se nos lembramos é para poder contar”.

 

Tenho a impressão que as mais extraordinárias histórias que o César viveu e poderia contar ainda estão em projeto, embora já devam estar semi-organizadas nas suas cadernetas de anotação (das quais Vera Bussab lembrou-se com tanta propriedade - e ela suspeita que existem em grande número), nas suas fotografias e na sua teia de memórias pessoais. Sei que é totalmente impróprio chegar ao final de uma homenagem fazendo cobranças, mas creio que todos aguardamos com entusiasmo o aparecimento de mais essa contribuição do Professor César Ades. Quem sabe se em tal trabalho ele responde em caráter definitivo uma questão que foi usada, há muitos anos, como título de uma de suas apresentações: É a teoria necessária em Psicologia?

 

* Em função do texto oficial da USP sobre a cidade natal de César, eu e Fernando fomos levados a erro, só constatado após a homenagem. Deve ficar registrado que César Ades é cairota. A associação feita por Fernando envolvendo a Biblioteca e o Farol de Alexandria é tão criativa e apropriada, que deve ter contribuído um pouco mais para a consolidação do equívoco. Decidi manter o texto tal como foi usado na homenagem, fazendo a presente retificação. 



Texto base utilizado por ocasião da homenagem prestada ao professor César Ades durante o I Encontro do Instituto Brasileiro de Neuropsicologia e Comportamento, no dia 23/09/2010. O texto incorpora contribuições absolutamente especiais de quatro outros admiradores do homenageado (mencionados acima), o que faz dele uma peça de autoria múltipla.

Desolador post-scriptum (em 15/03/2012): A homenagem feita com a presença sempre inspiradora e divertida de César Ades, torna-se agora um registro de lembranças. Acrescentar tal informação ao texto foi, de fato, a única coisa difícil de escrever.



Paulo Rogério Meira Menandro
(Com a inestimável colaboração de Ana Maria Almeida Carvalho, Fernando José Leite Ribeiro, José Lino de Oliveira Bueno e Vera Sílvia Raad Bussab)
 


Instituto de Psicologia da USP

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