| Laboratório de Estudos da Criança (LACRI) |
|
|
| Pesquisa - Laboratório de Estudos da Criança (LACRI) | |||
![]() Visite nosso Website: http://www.ip.usp.br/laboratorios/lacri/menulacri.php O que é Valeu a pena? Conversando com o público Objetivo Desenvolver estudos e pesquisas de natureza transdisciplinar sobre a problemática da Infância em geral e, em especial, sobre a Infância em dificuldade no contexto da sociedade brasileira (infância pobre, infância vitimizada, infância infratora...). O maior esforço investigativo do Lacri concentra-se atualmente em construir as bases de uma Teoria Histórico-Crítica da Violência Doméstica contra a Criança e o Adolescente que, privilegiando o locus da Psicologia Sócio-Histórica na compreensão e explicação do fenômeno, seja capaz de subsidiar programas mais eficazes de prevenção do problema. À luz desse referencial teórico, o Lacri vem desenvolvendo dois amplos programas, relativos à Infância e Violência Doméstica no Brasil: A. Programa de Capacitação de Profissionais através do Telecurso de Especialização em Violência Doméstica contra Crianças e Adolescentes (Telelacri), cujo modelo combina Ensino à Distância com Ensino Presencial, bem como Estudo e Pesquisa com Intercâmbio Científico e Conscientização Comunitária. (Funcionou de 1994 a 2007) B. Programa de Investigação sobre o Estado do Conhecimento na Área, envolvendo pesquisas bibliográficas e empíricas sobre temas como violência doméstica fatal, memória e violência doméstica, socialização e violência doméstica etc. Carta de Princípios do LACRI 1. Todo e qualquer fenômeno social (e a Violência Doméstica contra Crianças e Adolescentes é um deles) é produzido, reproduzido e transformado pela ação dos homens. É, portanto, sempre e necessariamente HISTÓRICO, ao contrário dos fenômenos naturais. A principal diferença entre a natureza e a história é que fizemos a segunda e não a primeira (Vico, citado por Marx, em O Capital). 2. A construção do conhecimento é também um processo HISTÓRICO que não pode jamais prescindir da LIBERDADE de CRÍTICA, DEBATE e CONFRONTAÇÃO PERMANENTE DE PONTOS DE VISTA. A liberdade de CONCORDAR ou DISCORDAR É UM DIREITO A SER PRESERVADO. NINGUÉM TEM, PORÉM, O DIREITO DE IGNORAR OU DESPREZAR PONTOS DE VISTA DIVERGENTES. A ausência desse debate, o enfraquecimento ou interdição da crítica conduzem, de forma inexorável, à esterilização do pensamento científico, ao dogmatismo, ao obscurantismo e/ou à unidimensionalidade. 3. Na área da INFÂNCIA e VIOLÊNCIA DOMÉSTICA, é fundamental não apenas intervir - quando e se a VIOLÊNCIA já ocorreu - mas, sobretudo, procurar IMPEDIR sua ocorrência. É preciso chegar antes que uma criança ou adolescente se torne um DOSSIÊ MÉDICO, UM CASO PSIQUIÁTRICO, UM PROCESSO JUDICIAL, UMA OCORRÊNCIA POLICIAL, UMA NOTÍCIA DE JORNAL. 4. Por isso mesmo, a CAPACITAÇÃO PROFISSIONAL - QUE OBJETIVA PREPARAR CORAJOSOS DEFENSORES DA CRIANÇA, COMPETENTES, COMPROMETIDOS, ETICAMENTE RESPONSÁVEIS E LIVRES DE RETICÊNCIAS PSICOLÓGICAS - É UMA DAS MELHORES ESTRATÉGIAS DE PREVENÇÃO. 5. FORMAR PROFISSIONAIS COMPETENTES NO COMBATE À VIOLÊNCIA DOMÉSTICA CONTRA CRIANÇAS E ADOLESCENTES exige ÁRDUA DISCIPLINA DE ESTUDO E TRABALHO, PARA SABER O QUE É CIENTIFICAMENTE CORRETO SOBRE O FENÔMENO. 6. FORMAR PROFISSIONAIS COMPROMETIDOS SIGNIFICA DIZER UM SÓLIDO NÃO AO “PRINCÍPIO DO BARÃO DE MÜNCHHAUSEN”, e o reconhecimento de que qualquer programa na área da Infância e Violência Doméstica trará sempre a marca da visão de mundo dos que o elaboraram. Nunca será - e nem poderá ser - asséptico, higiênico, desideologizado... Significa, também, reconhecer a necessidade de que - para ser válida - qualquer iniciativa na área deve ser politicamente correta, ou seja, resultar em combate à miséria política e ampliação da margem de liberdade dos “fracos” da sociedade (mulheres, crianças...). 7. FORMAR PROFISSIONAIS LIVRES DE “RETICÊNCIAS PSICOLÓGICAS” implica na transformação pessoal de cada um. Essa transformação só será possível se envolver o domínio dos saberes (conhecimento emocional) e das atitudes. 8. FORMAR PROFISSIONAIS ETICAMENTE RESPONSÁVEIS SIGNIFICA DIZER UM SOLENE NÃO À CULTURA DE TRANSGRESSÃO, FILHA DILETA DA ÉTICA DO BEM ESTAR (Individualista) E DA RAZÃO CÍNICA (Narcísica), de que fala Jurandir Freire. 9. Para atingir esse objetivo, os Cursos que são oferecidos pelo LACRI estruturam-se de modo a funcionar como Laboratórios destinados a possibilitar MUITOS DIÁLOGOS, através de MUITAS LINGUAGENS. Diálogo com o diferente, o indiferente, o oposto, o inominado, consigo mesmo enfim! 10. Todas as iniciativas LACRI pretendem sempre pré-constituírem-se em testemunhos vivos de FIDELIDADE: FIDELIDADE DE PENSAMENTO, FIDELIDADE DE SENTIMENTO, FIDELIDADE A PRINCÍPIOS ÉTICOS INALIENÁVEIS E A VALORES HUMANOS UNIVERSAIS COMO, POR EXEMPLO: A NÃO VIOLÊNCIA. Já escreveu Sponville, no Pequeno Tratado das Grandes Virtudes, que “O homem só é espírito pela memória; só é humano pela fidelidade; ela é aquilo por que e para que há valores e virtudes. Que seria da justiça sem a fidelidade dos justos? A paz, sem a fidelidade dos pacíficos? A liberdade, sem a fidelidade dos espíritos? E de que valeria a própria verdade, sem a fidelidade dos verídicos?” Por que um Laboratório de Estudos da Criança? Dentro da concepção de uma Universidade crítica, competente e comprometida com a solução dos problemas da sociedade brasileira, a idéia de um Laboratório de Estudos da Criança impõe-se em função de três ordens de consideração: 1. A Criança como objeto de “amor desvalorizado” A representação e a condição social da criança ao longo dos séculos e ainda hoje tem sido a de um ser menor de idade, inferior, partícipe de um padrão assimétrico de relações sociais adultocêntricas. Resgatá-la dessa condição histórica de subalternidade e passar a concebê-la como cidadã – sujeito de direito e deveres – é o desafio de hoje. 2. A Criança brasileira enquanto “ser de alto risco” A criança brasileira integra o que poderíamos chamar de população de alto risco na medida que vê violados cotidianamente seu direito à vida, á saúde e ao bem estar físico e psicológico. 3. O Laboratório como espaço acadêmico a serviço de uma idéia de Universidade, onde pesquisa, ensino, extensão estejam indissoluvelmente ligados. Portanto um espaço de discussão e produção de idéias e propostas. Para que um Laboratório de Estudos da Criança? • Para desenvolver estudos, pesquisas e alternativas de ação social sobre a infância em geral e a problemática da criança brasileira em especial. • Criar mecanismos adequados para que estudos multidisciplinares realizados numa perspectiva crítica possam desenvolver-se sobre esta questão. • Contribuir para que a problemática da infância e da criança brasileira em especial ganhe foros de cidadania científica e se torne objeto de políticas públicas eficazes. |










