| Adultos que ainda moram com os pais se sentem incomodados - 26/6/2012 |
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Entrevistados não tem ferramentas emocionais: "Formiguinha entre elefantes"
As pessoas envolvidas no estudo, em sua maioria, não se veem com estabilidade suficiente para morar sem auxílio dos pais. Dois deles, inclusive, moraram em outras casas, mas retornaram por conta desse fator.
De outro lado, em relação destaca-se a falta de ferramentas psicológicas, questão ligada à dinâmica de cada família. “Além de situações como a solidão ou outros fatores, os filhos não se sentem aptos a saírem do lar”, afirma Renata.
Em seu estudo, ela percebeu que há uma dificuldade em definir a vida adulta. A questão da independência, que não foi atingida por eles, parece ser central nessa definição e eles não conseguem se reconhecer plenamente como adultos. “Me sentia uma formiguinha perto de elefantes”, relatou uma das envolvidas na pesquisa. O estudo A pertença estendida de adultos na família de origem é a dissertação de mestrado da psicóloga e foi orientado pela professora Belinda Piltcher Haber Mandelbaum. Renata ressalta que a pesquisa não pretende encontrar uma causa geral para esses casos, nem julgar se a estadia prolongada na casa dos pais é algo saudável ou não. Famílias Em um dos casos, a cultura e a tradição familiar são relevantes. Por ser de descendência italiana, os costumes da família dizem que os filhos devem assumir a casa na ausência dos pais, e isso se tornou um empecilho para a saída de um dos que participaram do estudo. Em outro, existe uma inversão nos papéis em relação a maioria dos casos. A filha tem o papel de sustentar financeiramente a mãe. Além disso, existe a questão emocional: a pessoa se sentiria culpada em deixar a mãe morando sozinha. As situações de cada uma das pessoas avaliadas na pesquisa são variadas. Uma delas casou por cinco anos e permaneceu durante todo esse período na casa da família de origem. A psicóloga vê os homens analisados como os mais dependentes dos pais em diversos sentidos. O estudo foi idealizado após a pesquisadora, que dá aula na pós-graduação em Psicopedagogia, notar que vários de seus estudantes moravam com os pais. Quando a ideia de pesquisa foi aprovada, ela evidenciou alguns temas para a entrevista visando estabelecer um perfil das pessoas envolvidas no estudo para destacar os motivos e sentidos que eles apontavam sobre o permanecer na casa da família. Depois disso, sete entrevistas foram realizadas com pessoas que moravam na casa da família de origem. Por João Ortega, para a Agência USP de Notícias, 26/6/2012 Serviço de Apoio Institucional do IPUSP Av. Prof. Mello Moraes, 1721 - sala 26 - Cidade Universitária - São Paulo, SP Telefone: 3091-4178 Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.
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