Colóquio Franco-Brasileiro Universidade de Rouen e Instituto de Psicologia - 8 e 9/8/2012 Imprimir E-mail
Notícias - Eventos


Dias 8 e 9 de agosto de  2012

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PROGRAMAÇÃO                                                                                                            

8 de agosto – Manhã – Quarta-feira

Local: Sala 20 do Bloco F - Instituto de Psicologia


8h30
Abertura
Prof. Titular Gilberto Safra  - Chefe do Depto de Psicologia Clínica
Pesquisa e intervenção em crianças com distúrbios globais  de desenvolvimento

Coordenação: Profa. Dra. Maria Lívia Tourinho Moretto – Depto Psicologia Clinica -IPUSP


8h40
Relações da criança deficiente com os irmãos no ambiente familiar (tradução sucessiva)
Régine Scelles Professeur - Universidade de Rouen- França. Doutorado Universidade Paris 5


10h
Sobre as bordas no laço mãe-bebê e a clínica psicanalítica com as psicoses
Silvana Rabello -  Profa.Dra. da Pontifícia Universidade Católica – SP


10h40
Intervalo- Coffee-break


11h
Prevenção e  promoção em saúde mental: uma proposta de intervenção com educadores de creche a partir da psicanálise (Projeto FAPESP)
Maria Cristina Kupfer - Profa. Titular do Depto de Psicologia da Aprendizagem, do Desenvolvimento e da Personalidade – IPUSP


11h40
Debate/ Questões do público


12h40
Encerramento

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09 de agosto – Tarde – Quinta-feira

Local: Sala 20 do Bloco Didático – Instituto de Psicologia


Atuação do psicólogo em instituição de saúde mental:  diagnóstico, intervenções e outras demandas
Coordenação: Profa. Dra. Eliana Herzberg – Depto Psicologia Clinica -IPUSP

14h
Diagnóstico diferencial na adolescência: estudo de caso em ambiente hospitalar de Paris, França
Teresa Rebelo - Psicóloga,  Maîtres-des-Conférences em Psicopatologia na Universidade de Rouen – França. Doutorado Universidade Paris 5


14h:40
O psicólogo numa instituição psiquiátrica de ensino : o desafio frente a diferentes  funções
Flavia Serebrenic Jungerman - Psicóloga, Mestre  na Universidade de Londres e Doutorado na Unifesp-SP. Coordenadora  da Psicologia no Grupo de Estudos em Alcool e outras Drogas (GREA) -Instituto de Psiquiatria -HC-FMUSP


15h20
Intervalo- Coffee-break


15h:40
O psicólogo no dispositivo de saúde mental CAPSi : possibilidades e limites de atuação em equipe multidisciplinar
Alexandre Sandri  - Psicólogo, Psicanalista, Especialista em Psicologia do Desenvolvimento pela Unicamp, Mestre em Psicologia Clínica -USP, 

Coordenador do CAPSi de Jundiaí


16h20
Debate/ Questões do público


17h
Encerramento


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Organização do evento: Profa. Titular Maria Abigail de Souza

Mais informações:

Telefone: 3091-4173

E-mail: Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.


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* Evento gratuito

* Serão fornecidos certificados aos participantes

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RESUMOS DO DIA 8

Sustentação dos laços fraternais considerando o impacto da deficiência sobre a construção deste laço e da vida de cada uma das crianças da família
Régine Scelles -  Universidade de Rouen

A deficiência afeta a pessoa portadora e todos os membros de sua família. Os trabalhos sobre  o casal parental de uma criança deficiente são numerosos, mas não é o caso daqueles que dizem respeito ao grupo fraterno. Portanto, os clínicos e os pais sabem que, por um lado,  ter um irmão ou irmã deficiente não é indiferente para as crianças, mas que, por outro lado, alguns sofrem bem mais que outros. Além disso, nem todos são afetados da mesma maneira nas diferentes etapas da vida: a entrada na escola; o início da vida amorosa; a adolescência; a escolha do parceiro; o primeiro filho. Alguns parecem atravessar sem problemas a infância e vão mal na adolescência; outros, após uma infância perturbada, conseguem se construir bem melhor como um adulto autônomo. Muitos dos sintomas apresentados pelas crianças poderiam não ocorrer se elas tivessem encontrado alguém com quem falar, alguém que se interessasse pela maneira com que a deficiência lhes afetou, cada um à sua maneira, em diferentes momentos da vida, nas dificuldades a comunicar e a se compreenderem entre eles. Trata-se de construir as condições para que cada criança pudesse transformar o sofrimento, fonte de vergonha e culpabilidade, em emoções que possam ser evocadas no quadro de uma relação familiar. Trata-se menos de discutir sobre o que se sabe da deficiência  do que de falar de seus sentimentos e daquilo que se crê ou quer saber.Quando os pais chegam a estabelecer este diálogo com todas as suas crianças, incluindo aquele que é deficiente, então, eles mesmos terão a experiência do poder transformador e liberador da palavra. Dividir com as crianças suas dúvidas, suas revoltas, abre espaço para que irmãos e irmãs possam  se falar de tudo. Longe de enfraquecer sua imagem de pais, isto a reforça. O grupo formado por irmãos e irmãs, o laço que se estabelece entre eles, pode, evidentemente, ser um recurso precioso para a criança deficiente, seus irmãos e irmãs. Convém ter cautela e reconhecer os aspectos positivos desta situação, sem, contudo, ignorar os sofrimentos que ela pode gerar.


Sobre as bordas no laço mãe-bebê e a clínica psicanalítica com as psicoses
Silvana Rabello – PUC - SP

Na clínica dedicada ao campo das psicoses no adulto e na criança, um determinado laço peculiar é encontrado entre mães e filhos, que se define pela ausência das bordas necessárias para que sejam configuradas as dimensões da alteridade, fundamental à subjetividade. O fracasso na construção da alteridade caracteriza o sofrimento psicótico e nos interroga sobre como se constituem os objetos psíquicos e as relações objetais. Assim, esta comunicação pretende reunir algumas experiências clínicas que tragam elementos significativos à reflexão sobre este fenômeno - a intensa força que sustenta a indiscriminação entre “eu” e “outro” em alguns laços mãe e filho, revelando um fenômeno que determina o fracasso de boa parte das intervenções. É urgente a maior precisão e clareza neste campo clínico, como também na compreensão dos aspectos metapsicológicos envolvidos.



Prevenção e  promoção em saúde mental: uma proposta de intervenção com educadores de creche a partir da psicanálise
Maria Cristina Kupfer  Universidade de São Paulo

Sabe-se que os cuidados dirigidos às crianças na primeira infância podem diminuir significativamente a incidência de transtornos mentais tanto na infância como na idade adulta. Considerando que os profissionais de educação infantil estão ao lado dos familiares nos cuidados e na educação das crianças pequenas, assumindo também uma função formativa, entende-se que esses profissionais precisam estar preparados para acompanhar o desenvolvimento psíquico das crianças sob seus cuidados, de modo a contribuir para a promoção, desde a primeira infância, de saúde mental, concebida a partir da teoria psicanalítica. O presente projeto terá como objetivo avaliar o uso da metodologia IRDI como instrumento de promoção de saúde mental de crianças em instituições de educação infantil. A metodologia IRDI é constituída por: 1) formação teórica sobre a constituição psíquica, dirigida aos professores de creches; b) acompanhamento em serviço dos professores; c) aplicação de 31 indicadores clínicos de desenvolvimento infantil para a avaliação e o acompanhamento das crianças de zero a dezoito meses que estão sob os cuidados dos professores formados e acompanhados pela metodologia IRDI. O presente estudo será realizado em duas etapas, sendo que apenas a primeira é objeto desta solicitação de auxílio à pesquisa. Na primeira etapa, serão formados e acompanhados, por um ano, 45 professores e respectivas 315 crianças matriculadas em berçários 1 de creches da Secretaria Municipal de Educação de São Paulo, de Diadema, nas creches da Universidade de São Paulo e de Curitiba. Será feita a avaliação de retenção imediata e, após um ano, a avaliação de retenção tardia.Nesta etapa, pretende-se avaliar o valor da metodologia IRDI como instrumento de preparação de professores para o acompanhamento do desenvolvimento psíquico de crianças de zero a dezoito meses.Na segunda etapa da pesquisa, 630 crianças (315 acompanhadas na primeira fase, constituindo o grupo caso e 315 crianças selecionadas para constituir um grupo controle) serão avaliadas aos três anos de idade por psicanalistas quanto à frequência de surgimento de risco psíquico para o desenvolvimento apontado pelo instrumento AP3 – Avaliação Psicanalítica aos três anos. A metodologia IRDI terá seu valor de auxiliar na promoção de saúde mental confirmado caso a frequência de surgimento de risco psíquico verificada por meio da AP3 nas crianças do grupo caso seja significativamente inferior ao das crianças do grupo controle.


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RESUMOS DO DIA 9


Diagnóstico diferencial na adolescência: estudo de caso em um ambiente hospitalar de Paris, França
Teresa Rebelo - Universidade de Rouen

Em psicopatologia clínica, o diagnóstico de adolescentes que apresentam um quadro clínico heterogêneo instaura um momento delicado, que irá influenciar o tipo de tratamento que será preconizado. Trata-se do diagnóstico diferencial que vai além dos sintomas, do comportamento e da demanda. Ele possibilita não só a compreensão do funcionamento psíquico do individuo, mas principalmente a construção de um projeto terapêutico adequado e personalizado. Através de Adriano, um adolescente de 17 anos, apresentarei um caso em que a metodologia projetiva (Rorschach e TAT) permitiu que o diagnóstico diferencial entre patologia narcísica e uma descompensaçao psicótica da adolescência, pudesse ser feito. O questionamento da equipe pluridisciplinar do Hospital Dia para adolescentes do Cerep Montsouris, em Paris, França, abriu a perspectiva de investigação relativa ao tipo de funcionamento psíquico e ao tipo de projeto terapêutico adequado.


O psicólogo numa instituição psiquiátrica de ensino : o desafio frente a diferentes  funções
Flavia Serebrenic Jungerman -  Hospital das Clínicas-FMUSP

Atuar como psicólogo numa instituição psiquiátrica de ensino traz vários desafios, entre eles a necessidade de desempenhar várias funções que englobam a clínica/assistência, a pesquisa e também o ensino. Soma-se a estas demandas, o empenho de trabalhar em equipe multidisciplinar, constituída de diferentes profissionais com visões distintas, muitas vezes complementares, mas também dissonantes. Por fim, cabe frisar a tarefa de ser psicólogo numa instituição eminentemente psiquiátrica e a constante busca do nosso lugar como participante ativo.

O psicólogo no dispositivo de saúde mental CAPSi : possibilidades e  limites de atuação em equipe multidisciplinar
Alexandre Sandri - Coordenador do CAPSi de Jundiaí

Os CAPS Infanto-Juvenis vêm se constituindo como o principal dispositivo de cuidado dirigido a crianças e adolescentes em sofrimento psíquico. O modelo da atenção psicossocial, que sustenta tais dispositivos, convoca o psicólogo a atuar a partir de enquadres diferenciados, tomando como pontos de partida as noções de multidisciplinaridade, intersetorialidade e território, resultando no que os teóricos do campo da saúde mental vêm denominando clínica ampliada. A partir destes e de outros conceitos do campo, buscaremos refletir sobre as possibilidades e impasses da atuação do psicólogo inserido em uma equipe de saúde mental.



 


Instituto de Psicologia da USP

Av. Prof. Mello Moraes 1721
CEP 05508-030
Cidade Universitária - São Paulo - SP

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