CARTA ABERTA DE ESTUDANTES, DOCENTES E FUNCIONÁRIOS TÉCNICOS-ADMINISTRATIVOS DO IPUSP | 22/8/2014 Imprimir E-mail
Institucional - Comunicados da Diretoria

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Nós, estudantes, docentes e funcionários técnico-administrativos do Instituto de Psicologia, em reunião convocada pela direção do IPUSP em 19/8/2014 e na Assembleia das três categorias do dia 21/8/2014, posicionamo-nos contrariamente às propostas de desvinculação dos hospitais universitários da USP e da implantação do plano de demissão voluntária (PDV) apresentadas pela reitoria aos dirigentes de unidades na reunião do dia 15/8/2014.

A greve em curso na Universidade desde o dia 27/5/2014 questiona o discurso de crise financeira apresentado pela atual Reitoria. Essa suposta crise também é utilizada pela atual gestão como justificativa para cortes no financiamento da universidade (os salários, as bolsas, o investimento nas pesquisas, entre outros), através de medidas autoritárias, não respeitando sequer seus próprios organismos de decisão, quem dirá o diálogo com as propostas da comunidade universitária.


O projeto de Universidade que o Governo do Estado de São Paulo - representado pela atual reitoria - se propõe a consolidar dá continuidade ao desmonte progressivo que vem ocorrendo nos serviços públicos a partir do sucateamento de recursos infraestruturais e da desqualificação dos servidores públicos, cujo pontapé inicial é o arrocho salarial. Essas duas propostas são fundamentadas pela falta de recursos como decorrência do que entendem como inoperância das instituições públicas. Os números apresentados pela Reitoria para justificar a crise - aparentemente frutos de racionalidade técnica - estão organizados e analisados segundo uma posição política ideológica em curso nos últimos anos, antagônica ao projeto que fez da USP a instituição respeitada e de reconhecimento mundial. Ao tomarmos ciência dos números apresentados pela ADUSP e de uma análise deles, oposta aos argumentos da reitoria, fica evidente que estamos diante de uma luta política, feita de forma desigual pelo uso do poder autoritário, que coloca frente a frente projetos antagônicos de Universidade, de Estado e de sociedade. 

Entendemos que a desvinculação do Hospital Universitário (HU) e do Hospital de Reabilitação Anomalias Craniofaciais (HRAC), a partir da transferência de gestão para a Secretaria Estadual de Saúde, é um dos passos para consolidar esse projeto que visa desmontar a USP, nesse caso repassando partes para serem geridas por fundações. Isso já ocorreu com os serviços públicos de saúde e com o Hospital das Clínicas de São Paulo. Este criou uma dupla porta de entrada que reserva vagas e agiliza o atendimento para assinantes de convênios privados, ferindo os princípios constitucionais expressos na Lei 8080, que implementou o Sistema Único de Saúde no pais. No caso do HRAC, é lamentável que um hospital com tamanho grau de especialidade, referência mundial em sua área, seja desvinculado da universidade e repassado à gestão das Organizações Sociais.


Em relação ao PDV, a universidade hoje tem carência de funcionários em diversos setores, como acontece no IP, situação essa que tem impulsionado debates e ações em nossa unidade e no movimento geral. Diante de tal situação, é inaceitável a proposta da reitoria de implementar um plano de demissões que tem como meta cortar quase 1/5 dos funcionários da universidade, além de reduzir a jornada de trabalho de uma parcela dos que restarem, sem qualquer plano de reposição. Já temos diversos setores trabalhando com sobrecarga e índices altíssimos de adoecimento ocupacional em unidades como a SAS. Essas medidas da reitoria sinalizam uma piora ainda maior nas condições de trabalho da universidade, podendo levar ao desmonte de setores inteiros.

O Instituto de Psicologia se mantém firme em defesa de uma USP pública e de qualidade, com alicerces numa ampla democracia interna. Por isso, nos posicionamos contrariamente à postura autoritária da atual reitoria, como bem exemplificam o corte ilegal de salário dos trabalhadores em greve e a violenta repressão policial movida contra a manifestação legítima do dia 20/8, bem como a esse pacote de medidas que visam beneficiar privadamente pequenos grupos na medida em que precarizam e desmontam nossa universidade e os serviços públicos que ela oferece à população.

Se estamos diante de uma “crise da universidade”, como afirma o atual reitor, em medidas democráticas podem estar a solução.

Pela abertura imediata de negociação!

Pela democratização da estrutura de poder da USP!

 


Instituto de Psicologia da USP

Av. Prof. Mello Moraes 1721
CEP 05508-030
Cidade Universitária - São Paulo - SP

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