A psicanálise como ciência | Blog da Boitempo, 31/5/2017 Imprimir E-mail
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Recebi um grande número de comentários sobre minha última coluna, acerca do discurso da “pós-verdade” e seu uso da ideia de pseudociência. Muitos desses leitores concordavam com crítica feita ao jornalismo científico mal feito e à ingenuidade com a qual se usa a ideia de ciência como instrumento de autoridade e silenciamento no Brasil. Para aqueles que pediam detalhes sobre o problema da cientificidade da psicanálise, aqui vai uma coluna que compila dados e autores em favor do reposicionamento da psicanálise tanto no campo da ciência, quanto da crítica da ideologia.

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A psicanálise tem encontrado no Brasil dos dez últimos anos um reposicionamento social surpreendente. Tida como uma prática feita pelas elites para as elites1, tendo sua eficácia terapêutica colocada sob suspeita diante dos psicofármacos e com sua fundamentação científica posta sob questão pelas neurociências, tudo indicava que desta vez, finalmente, Freud seria enterrado e com ele suas viúvas e carpideiras. Mas aparentemente as coisas não saíram assim como tinham sido planejadas. Trazido inconsciente pelas mãos de paramédicos, como Lacan e Winnicott, submetido a doses de desfibrilação foucaultiana, feminista e pós-colonialista, reanimado por gente como o Dr. Victor Žižek Frankestein, a psicanálise retornou como um zumbi canibal disposto a comer o cérebro dos neurocientistas.

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Primeiro vieram os achados das pesquisas mais sérias mostrando que, como psicoterapia, a psicanálise apresenta resultados superiores à média geral de suas concorrentes para a maioria dos diagnósticos2 – inclusive para autismo e psicoses3. O mito da supremacia das Terapias Cognitivo Comportamentais (TCCs), particularmente no tratamento da depressão, começava a ser abalado4. Ficava cada vez mais claro que a sua eficácia e eficiência dependiam do fato de que elas se preocupavam, bem mais do que a psicanálise, em aparelhar seus resultados em termos metodológicos e traduzir seus conceitos em formato operacional. Ou seja, confundia-se a dificuldade de mensuração com a ausência de efetividade e inferia-se disso sua pseudo-cientificidade5.

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Soma-se ao declínio de confiança na tecnologia terapêutica perfeita o fato de que os resultados comparativos começaram a se mostrar cada vez mais erráticos6. Variáveis diversas como a experiência clínica, o tempo de formação, o tipo de orientação teórica e a modalidade diagnóstica geravam combinatórias tão grandes que não se conseguia chegar a um consenso razoável sobre o que, exatamente, se estava comparando – isso sem contar que os resultados obtidos eram favoráveis à própria psicanálise em comparação com psicoterapias em geral,7 o que por si só mostra a extensão problemática destas categorias. Separadamente, todos esses fatores são insuficientes para traçar um perfil terapêutico adequado. Ademais, pesquisas recentes que comparam o efeito placebo8 tanto com medicamentos9 quanto com psicoterapias, chegaram a resultados surpreendentemente próximos. No cômputo geral, a vantagem parece estar do lado de tratamentos mais longos sobre os mais curtos – o que não deixa de ser óbvio, uma vez que o fator mais consistentemente encontrado tem sido a “qualidade da relação entre paciente e terapeuta” (para o qual o fator tempo fornece uma medida indireta).

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Nos últimos anos verificou-se um desânimo com os efeitos de longo prazo do uso das “novas medicações”10 dos anos 1990. Pacientes tornam-se crônicos em escala de massa. Crianças iniciam suas carreiras psiquiátricas à base da ampliação diagnóstica de categorias como autismo e déficit de atenção. Adolescentes tornam-se hiperativos tratados com metilfenidato (ritalina). Uma epidemia de suicídios acomete os jovens adultos. Velhos adultos ingressam na depressão ansiosa e resistente à medicação. Enquanto isso, a terceira idade aproveita os benefícios das medicações que restauram a potência sexual. Ao mesmo tempo, surge um dado espantoso: a eficácia genérica das medicações psiquiátricas diminui conforme o tempo. Ou seja, tais remédios envelhecem. As grandes esperanças, apresentadas como drogas da felicidade, como a paroxetina e a fluoxetina, não apresentam a mesma eficácia hoje. As novíssimas medicações concentram-se em reduzir efeitos colaterais e os antigos clássicos dos anos 1960, como o haloperidol e os anticonvulsivantes, são redescobertos, junto com a eletroconvulsoterapia (rebatizada de estimulação transcraniana) agora modalizadas em novas doses, para novos quadros. A busca da felicidade virou a fuga do desprazer. A esperança de cura tornou-se o consolo de possuir quatro ou cinco diagnósticos e ter que administrar, burocraticamente, a própria alma para sempre – o que ironicamente ressoa fortemente com a antiga crítica de que a psicanálise demora muito.

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É importante frisar que a força desses achados também decorre do fato de que eles foram produzidos por pesquisadores independentes, ou seja, não psicanalistas. Apesar disso, entretanto, nada disso justifica nem subsidia o método psicanalítico de pesquisa. Ademais, até aqui a psicanálise tem sido abordada como uma prática de tratamento do sofrimento, o que a coloca no domínio amplo das tecnologias de cura, na qual se insere como um instrumento do alívio comparável como a medicação. Freud, no entanto, definia a psicanálise de três maneiras: (1) um método de tratamento, (2) um método de investigação e (3) uma teoria que reúne e colige os resultados clínicos e conceituais assim obtidos.

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Passando portanto para o segundo vetor, enunciado por Freud, da psicanálise – o “método de investigação” – encontramos um conjunto de provas extra-clínicas que desmontam os argumentos de Cioffi e Grünbaum sobre o tipo de argumentação envolvida no discurso psicanalítico e a falta de plausibilidade de seus conceitos de referência11. Chegou a hora de discutir que tipo de ciência é a psicanálise, que tipo de fundamentação ela exige e quais os critérios de externalidade que sua teoria da prova pode apresentar, tanto como método clínico quanto como análise de discurso12. Assim, a variedade de formas assumidas pela psicanálise poderá então ser melhor reconhecida de modo a contemplar a própria conflitiva epistemológica no interior do campo psicanalítico.

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As variedades do método psicanalítico envolvem um grande número de incidências, tal a variedade de fatos e ocorrências que ela pretende abordar. Por isso, os argumentos sobre sua inconsistência metodológica recentemente dividem-se em argumentos clínicos extra-clínicos, que retomam uma longa e interessante tradição de crítica psicanalítica da ciência. Isso não quer dizer que ela entenda a ciência como uma farsa ideológica, mas que ela coloca em questão certos pressupostos para construir uma ciência ainda mais universalista, materialista e racional do que se obtém com as tradicionais reduções metodológicas ao comportamento, operacionalidade metodológica e aos recursos mais comuns para o controle e objetivação de fenômenos13. Muitos psicanalistas levantam uma crítica genérica da ciência, decorrente de certas considerações de Lacan. Assinalar uma incompatibilidade constitutiva entre estes dois campos, apoiando-se em objeções ao funcionamento universitário ou à concepção moderna de conhecimento, só faz sentido à luz de uma crítica da metafísica científica, movimento na qual o psicanalista francês se engajou desde o início. Ou seja, interessa saber o que há de falsa ciência, ou de ideologia, na ciência instituída e normal. Assim, a psicanálise coloca-se em série com um conjunto de considerações eminentemente epistemológicas, e que portanto não são exteriores à ciência. Elas afirmam que a psicanálise não pode corresponder a todos os critérios assim declarados e que deve permanecer como um caso anômalo que não pode nem bem ser completamente incluído na ciência convencional, nem excluído dela.

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Outra coisa são os argumentos de natureza mercantil que atravessam o interesse tecnológico do fazer científico. Por exemplo, quando observamos que o negócio da medicação psiquiátrica passou de 80 milhões por ano em 1987 para 40 bilhões por ano em 201514, compreende-se que há uma forte pressão de interesse para legitimar certos métodos comprobatórios em detrimento de outros. Quando 72% dos envolvidos na reformulação do Manual Estatístico de Transtornos Mentais em 2013 possuíam vínculos declarados com a indústria farmacêutica, intui-se a possibilidade que entre a ciência ela mesma e o uso ideológico do discurso científico exista uma zona cinzenta, profundamente interessada em desqualificar outros métodos de tratamento.

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Mas isso por si só não garante nem avança em nada o problema da cientificidade da psicanálise. Não nos tornamos nem mais nem menos científicos porque uma parte da psiquiatria também não responde aos critérios de isenção que gostaríamos, e de um saber desinteressado. Todavia, quando institutos de pesquisa estadunidenses investem 1 bilhão de Dólares por ano em pesquisas de saúde mental e apenas 10% deste montante destina-se a pesquisas não-biológicas, temos que discutir melhor se esta deve ser também a política científica brasileira na matéria. Eventualmente a desativação e suspeita levantada contra as práticas de tratamento pela palavra justificam a redução de custos e investimentos em saúde mental, restando a medicação farta e sempre disponível nos Centros de Atenção Psicossociais, ao custo de cortes na formação dos agentes de cuidado e atenção.

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Chegamos assim à terceira objeção, a saber, de que a psicanálise não conseguiria se justificar, conceitual e teoricamente como uma ciência. Depois de vários trabalhos que mostravam ou sugeriam como as neurociências, longe de desmentir a psicanálise, pareciam fornecer a esta uma fundamentação neurológica, desde o trabalho seminal de Freud em seu Projeto de psicologia científica para neurólogos no longínquo ano de 1895, até o recente esforço para constituir uma neuropsicanálise, há uma exposição contínua ao escrutínio científico. Há os que advogam que seu fundamento está nas ciências da linguagem15 e na lógica, alguns para os quais ela pode ser corroborada pela biologia evolutiva16, pelas neurociências17 e pela psicologia do desenvolvimento18, outros que chamam a atenção para o fato de que ela depende de uma psicopatologia19, sem falar em modelos derivados da antropologia20, da filosofia da história21 e até mesmo da hermenêutica literária ou jurídica22. Novamente, a dificuldade de formar uma definição unificada do que vem a ser a psicanálise, sua diversidade de escolas e modalidades de projetos clínicos, representa um obstáculo para apreciar e estabelecer critérios de cientificidade. Todavia querer ver nisso um sinal de perturbação da “ordem”, da “unidade” e do “consenso” que existiriam “na ciência” em geral e seu monismo metodológico, é um claro movimento ideológico que exemplifica o funcionamento da “pós-verdade”.

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Há vários critérios mais óbvios que a psicanálise responde perfeitamente bem, na medida em que são normativos: ela está presente em universidades, forma linhas de pesquisa e comporta-se em todos aspectos como uma comunidade cientifica como qualquer outra, com suas revistas, seus comitês de área, seus diretórios de pesquisa (na filosofia, na educação, na psicologia etc.), sem falar em uma tradição de autores que se reformulam e se criticam em busca de evidências e conjecturas explicativas a partir de paradigmas, ou seja, tudo aquilo que, em acordo com o que o teórico da ciência chamado Thomas S. Kuhn chamaria de “comunidade de cientistas”23. Mas, atenção: isso não quer dizer que pesquisadores em psicanálise sejam eles mesmos psicanalistas e nem que a universidade e a pesquisa substituam a formação do psicanalista que passa pela análise pessoal, supervisão e estudo teórico.

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Aqui encontramos o que me parece ser o juízo mais razoável para a questão: como método de tratamento, a psicanálise apresenta resultados, como método de pesquisa, ela se inscreve no circuito universitário, e como teoria, ela é discutida como um caso controverso, quiçá em parte científica em parte não. Ocorre que esse tipo de análise deveria incidir em todos os campos da ciência, da economia à física e da geografia à geologia. Fazer ciência é sempre descobrir conceitos, redescobrir articulações hipotéticas equivocadas, reformular teses e reagrupar evidências. Talvez existam partes mais filosóficas e outras mais científicas de fundamentação da psicanálise. Se a entendemos como um conjunto de procedimentos de fala e escuta orientados por uma ética e por uma experimentação não controlada, diremos: “isso não é uma ciência”. Quando olharmos para as decisões de um médico em seu exercício clínico veremos que ele se apoia em evidências, mas que seu fazer ele mesmo não é o de um cientista. Ele está tentando curar pessoas, não provar teses. Por isso, esse fazer que varia muito conforme cada um e já foi aproximado de uma arte. Quando tomamos a psicanálise como uma ciência da linguagem habitada pelo sujeito (como queria Lacan), ou seja, um saber que se apoia em ciências como a linguística ou a antropologia, em saberes como a psicopatologia e a história, e até mesmo a etologia ou a psicologia do desenvolvimento, podemos dizer que sua cientificidade está sendo colocada à prova, o que a torna, por isso mesmo, parte do debate das ciências. Ainda que não consigamos estabelecer se ela é uma ciência como a física ou a biologia, ou em vez disso algo como a economia ou a lógica, o certo é que sua pretensão é comparável com a teoria da evolução das espécies de Darwin ou com o materialismo histórico de Marx, tal a abrangência de fenômenos que ela tenta reunir e explicar e tal a extensão de evidências que ela requer em sua teoria da prova.

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Quero chamar atenção aqui para o fato de que é justamente a impossibilidade prática e teórica de delimitar precisamente onde começa a linha divisória entre o que sabemos de um ponto de vista neutro (e é transmitido em linguagem pública, conforme uma racionalidade de aspiração universal), e onde se infiltram crenças, interesses e orientações políticas, que a psicanálise representa um caso interessante para o confronto com as tendências de “pós-verdade”, que se tornaram agudas nos últimos tempos. Abrangência de fenômenos não quer dizer visão de mundo ou sistema de crenças metafísicas. Da mesma forma: valores não definem a forma com eles serão abordados. A relação com os valores presume crítica, assim como a relação com o fazer presume método.

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O novo irracionalismo brasileiro – com sua disposição predatória contra professores, estudantes, artistas, aposentados e demais “parasitas” que não sabem o “valor do trabalho” e que não aceitam as “verdades óbvias” – presume uma geografia simples e bem dividida entre ciência e religião, ordem e baderna, fatos e opiniões. A “pós-verdade” não é, portanto, o regime das opiniões desenfreadas e do relativismo niilista, tal como se anunciava no pós-modernismo liberal. Sua estrutura cognitiva, propriamente regressiva, depende do mito da unidade da ciência, da força de sua autoridade normativa, justamente para que ela possa se aliar com as piores formas de metafísica. Por isso, Lacan dizia que, quando a ciência se aliar com a religião, aí sim, encontraremos o pior.

Por Christian Ingo Lenz Dunker

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NOTAS

1 Um contra exemplo brutal contra esta perspectiva é a recente iniciativa de instalar uma Clínica Pública de Psicanálise na Vila Itororó. http://vilaitororo.org.br/clinica-publica-de-psicanalise-plantao/
2 Falk Leichsenring, DSc; Sven Rabung. Effectiveness of Long-term Psychodynamic Psychotherapy A Meta-analysis. JAMA. 2008;300(13):1551-1565.
3 Cantin, Lucie. An Effective Treatment of Psychosis with Psychoanalysis in Quebec City, since, 1982. Annual Rewiew of Critical Psychology. 1999
4 Dorothea Huber; Johannes Zimmermann; Gerhard Henrich; Guenther Klug (2012) Comparison of cognitive-behaviour therapy with psychoanalytic and psychodynamic therapy for depressed patients – A three-year follow-up study. Z Psychosom Med Psychother 58/2012, 299–316.
5 Shevrin, Howard. “Is Psychoanalysis One Science, Two Sciences, or No Science at All? A Discourse among Friendly Antagonists”, Journal of the American Psychoanalytic Association, Vol 43, Issue 4, 1995
6 Doidge N. Empirical evidence for the efficacy of psychoanalytic psychotherapies and psychoanalysis: an overview. Psychoanal Inq1997;102-150.
7 Sandell, R.; Blomberg, J.; Lazar et ali (2002) Diferenças de resutados a longo prazo entre pacientes de psicanálise e psicoterapia (uma revisão das descobertas do projeto Estocolmo de resultados de psicanálise e psicoterapia). In Livro Anual de Psicanálise (2002) XVI, 259-280.
8 Howick, Jeremy. Friedemann, Claire. Tsakok, Maria. Et. Ali. (2013) Are Treatments More Effective than Placebos? A Systematic Review and Meta-Analysis. PLos One, May 15, 2013.
9 Kirsch I. Antidepressants and the Placebo Effect. Zeitschrift Fur Psychologie. 2014;222(3):128-134. doi:10.1027/2151-2604/a000176.
10 B Jonsson, P E Bebbington. “What price depression? The cost of depression and the cost-effectiveness of pharmacological treatment. The British Journal of Psychiatry, May 1994, 164 (5) 665-673.
11 Howard Shevrin, Michael Snodgrass, Linda A. W. Brakel, Ramesh Kushwaha, Natalia L. Kalaida and Ariane Bazan Subliminal unconscious conflict alpha power inhibits supraliminal conscious symptom experience. Front Hum Neurosci. 2013; 7: 544.
12 Dunker, C.I.L., Paulon, C. e Milán-Ramos, J.G. Análise Psicanalítica de Discurso. São Paulo: Estação das Letras e Cores. 2016.
13 Beer, P. Questões e tensões entre psicanálise e ciência: considerações sobre validação. Dissertação de Mestrado, Instituto de Psicologia da USP, 2015.
14 Veras, Marcelo, A Loucura entre Nós. Rio de Janeiro: Contracapa. 2014.
15 Lacan, Jacques. “Ciência e verdade”. Em: Escritos. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1998.
16 Mezan, Renato. “Que tipo de ciência é a psicanálise”. Em Patto, M.H e Frayze Pereira, J.A. Pensamento Cruel: humanidade e ciências humanas: há lugar para a psicologia? São Paulo, Casa do Psicólogo, 2007.
17 Kaplan-Solms, K y Solms, M. Estudios Clínicos em Neuropsicanálisis. México: Fundo de Cultura Econômica. 2000.
18 Ansermet, François e Magistretti Pierre Julius. Biology of Freedom: Neural Plasticity, Experience, and the Unconscious. 2007.
19 Carlo Vigano (2010) Evaluation and clinical evidence in mental health. Rev. latinoam. psicopatol. fundam. online. 2010, vol.13, n.3, pp.469-481.
20 Dunker, Christian I. L. Mal-estar, sofrimento e sintoma: uma psicopatologia do Brasil entre muros. São Paulo, Boitempo, 2015.
21 Žižek, Slavoj. Menos que nada: Hegel e a sombra do materialismo dialético. São Paulo, Boitempo, 2012.
22 Spence, D. A metáfora freudiana. Rio de Janeiro, Imago, 1998.
23 Andrade, L.F.G. Lacan: um novo Freud? O Paradigma lacaniano e seu alcance clínico. São Paulo, Annablume, 2016.

 


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