Professor do IPUSP organiza dossiê "Psicanálise e Cultura" na Revista Estudos Avançados | Jornal da USP, 4/1/2018 Imprimir E-mail
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Revista “Estudos Avançados” da USP reúne três dossiês em sua nova edição

 

"A psicanálise não está isenta da história do marketing, pelo contrário, participa ativamente dessa praticamente desde seu nascimento…"


revista ieaA edição número 91 da Revista Estudos Avançados da Universidade de São Paulo reúne dentre três dossiês o Psicanálise e Cultura, que foi organizado pelo Prof. Nelson da Silva Júnior, professor do Instituto de Psicologia da USP. O seu artigo abre o dossiê. “O objetivo é demonstrar que a chave conceitual do diagnóstico freudiano do mal-estar na cultura é incapaz de apreender a alteração do lugar e do funcionamento social da ciência na cultura.”

O professor apresenta considerações importantes para as reflexões da contemporaneidade. Como ele próprio justifica, propicia um breve desvio para a compreensão do principal motor da economia do século 20, mostrando como o marketing e suas estratégias de produção de consumo contribuiu para a criação de uma nova diagnóstica psiquiátrica. “A psicanálise não está isenta da história do marketing, pelo contrário, participa ativamente dessa praticamente desde seu nascimento.”

A edição conta com os artigos de Christian Ingo Lenz Dunker, Vladimir Safatle e Pedro Ambra. Segundo o editor da revista, Alfredo Bosi, “o dossiê ilustra a amplitude das interações entre a psicanálise e a cultura, confirmando a fecundidade dos métodos psicanalíticos aplicados às ciências humanas e à literatura.”

Na mesma publicação há mais dois dossiês: o Centenário da Revolução Russa e o Urbanismo, Sociedade e Cultura.

Centenário da Revolução Russa tem a organização de Bruno Gomide, professor de Literatura Russa da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo. “Seja qual for a leitura que se faça dele, é forçoso reconhecer que o processo revolucionário russo ditou o ritmo de nosso tempo”, observa. “Ao longo dos últimos cem anos, não houve região ou indivíduo que não tivesse a vida atingida pela nuvem de sonho e pólvora formada naquele nordeste europeu em uma Rússia que vivia então sua Era de Prata fervilhante de propostas de metamorfose estética e política.”

O dossiê reúne um conjunto de reflexões de pesquisadores da América Latina e da Europa que trabalham o tema a partir de uma bibliografia atualizada. A expectativa de Gomide é a contribuição para um amplo debate não só sobre o centenário 1917-2017, mas os seus “desdobramentos infinitos”.
Os ensaios que abrem o debate são voltados para a análise da cultura, das ideias e das artes. E os textos que seguem versam sobre a história política e social da Revolução Russa. Participam os especialistas: Galin Tihanov, Evgeny Dpobrenko, Andrea Gullotta, Martin Baña, Daniel Aurão Reis e Lincoln Secco.

Centenário da Revolução Russa tem a organização de Bruno Gomide, professor de Literatura Russa da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo. “Seja qual for a leitura que se faça dele, é forçoso reconhecer que o processo revolucionário russo ditou o ritmo de nosso tempo”, observa. “Ao longo dos últimos cem anos, não houve região ou indivíduo que não tivesse a vida atingida pela nuvem de sonho e pólvora formada naquele nordeste europeu em uma Rússia que vivia então sua Era de Prata fervilhante de propostas de metamorfose estética e política.”

O dossiê reúne um conjunto de reflexões de pesquisadores da América Latina e da Europa que trabalham o tema a partir de uma bibliografia atualizada. A expectativa de Gomide é a contribuição para um amplo debate não só sobre o centenário 1917-2017, mas os seus “desdobramentos infinitos”.
Os ensaios que abrem o debate são voltados para a análise da cultura, das ideias e das artes. E os textos que seguem versam sobre a história política e social da Revolução Russa. Participam os especialistas: Galin Tihanov, Evgeny Dpobrenko, Andrea Gullotta, Martin Baña, Daniel Aurão Reis e Lincoln Secco.

Em um panorama geral, o que parece mais evidente, seja na rua do século 19, seja no prédio e residência do século 20, é que o espaço coletivo é muitas vezes deixado em segundo plano…

O dossiê Urbanismo, Sociedade e Cultura reflete sobre o viés histórico e social, o crescimento e a formação das cidades no Brasil. É organizado pelo arquiteto Ricardo Ohtake, titular da cátedra Olavo Setúbal de Arte, Cultura e Ciência do Instituto de Estudos Avançados da USP. Os artigos refletem e questionam sobre a articulação de diferentes campos de conhecimento para responder aos desafios contemporâneos das cidades brasileiras.

“Em um panorama geral, o que parece mais evidente, seja na rua do século 19, seja no prédio e residência do século 20, é que o espaço coletivo é muitas vezes deixado em segundo plano ou menos resolvido”, analisa Ohtake. “O espaço físico da cidade é uma base onde os habitantes dela vão desenvolver todo o seu potencial humano; existe nesse potencial o que individualmente cada um pode realizar, mas a própria existência da cidade traz todos a terem uma vida em comum, o que a torna extremamente interessante.”

Ohtake ressalta que a filosofia, as ciências, as técnicas e a divisão por classes, raças ou culturas acolhem diferentes entendimentos do mundo. “No entanto, os entendimentos são mais ou menos poderosos, criando hoje em dia não mais situação e oposição, mas incluídos e excluídos, que ficam claramente observados nas cidades brasileiras.”

Os ensaios deste dossiê abordam quatro eixos temáticos: a construção da cidade; a dimensão histórica da ação humana na cidade; a cidade como síntese do conhecimento; e o futuro da cidade brasileira. Contam com a análise e pesquisa dos estudiosos Daniel Corsi, Lilia Moritz Schwarcz, Priscyla Gomes e Nelson Brissac Peixoto.

Revista Estudos Avançados 91, 306 páginas, R$ 30,00. O preço da assinatura anual com três edições é de R$ 80,00. Mais informações estão no site www.iea.usp.br/revista. Ou pelo telefone (11) 3091-1675, com Edilma Martins.

Conteúdo: Jornal da USP | Por 

 


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