Literatura e Psicanálise: o trauma na obra de Paul Auster

Baseando-se na leitura das obras A invenção da solidão, O livro das ilusões e Noite do oráculo, Luís Henrique do Amaral e Silva buscou entender, em sua pesquisa de doutorado, a dimensão do traumático na literatura contemporânea, mais especificamente na do autor em questão: Paul Auster.

LITERATURA E PSICANÁLISE: O TRAUMA NA OBRA DE PAUL AUSTER
Por Ana Carla Bermúdez

Edição e revisão por Islaine Maciel e Maria Isabel da Silva Leme

 

AusterSupondo ser possível a investigação das modalidades de subjetivação de certo período histórico a partir de objetos estéticos culturais, ou que algumas obras podem servir como testemunho dos sofrimentos de uma época, foram abrindo-se pontos de contato e comunicação entre as obras, bem como com outras dimensões da história — especialmente no que se refere a aspectos traumáticos. Dessa maneira, por meio de ensaios sobre os livros, Silva constatou a hipótese de que eles demonstram aspectos importantes do que veio a ser conhecido, na psicanálise, como “compulsão à repetição”. Além disso, em A invenção da solidão, de caráter autobiográfico, pôde ser observada a transmissão de aspectos indigestos e traumáticos transgeracionais.

Para o pesquisador, os livros, a escrita, a literatura e a cultura de maneira geral, em Auster, são como modalidades de testemunho que suportam dizeres impossíveis e que religam gerações e catástrofes - o que não é isento de conflito e culpa. Assim, enquanto objetos transformacionais, os livros tornam possíveis difíceis travessias, oferecendo uma forma de se enfrentar tais passagens rumo ao incerto

 

Pesquisa de  Luís Henrique do Amaral e Silva – clique aqui.