05/04/2019 - 05/04/2019 às 13h -

Xamoi Sebastião Borges Karaí Tataendy

Danilo Silva Guimarães

O barreamento das casas é um saber comum a diversos povos originários. É fundamental, entre os Guarani Mbya, para a manutenção da Opy’i e das práticas espirituais. Proporcionará a convivência e as trocas entre anciãos e jovens Guarani e os demais componentes da comunidade universitária.

* Presenças confirmadas: Xamoi Sebastião Borges Karaí Tataendy: Ancião e líder espiritual do povo Guarani Mbyá, referencia em diversos níveis dentro e fora da cultura Guarani. Foi responsável pela construção de diversas casas de Reza em diversas aldeias, e também o responsável pela construção e idealização da Casa de Culturas Indígenas da USP. IMPERDÍVEL!

reg. 052-17 Construção da Casa de Cultura Indígena. IP – Instituto de Psicologia. 2017/02/14 Foto: Marcos Santos/USP Imagens

reg. 052-17 O Alunos da USP trabalham na construção da Casa de Cultura Indígena. IP – Instituto de Psicologia. 2017/02/14 Foto: Marcos Santos/USP Imagens

reg. 052-17 Thiago Shaffer Carvalho trabalha na construção da Casa de Cultura Indígena. IP – Instituto de Psicologia. 2017/02/14 Foto: Marcos Santos/USP Imagens

reg. 052-17 Construção da Casa de Cultura Indígena. IP – Instituto de Psicologia. 2017/02/14 Foto: Marcos Santos/USP Imagens

 

reg. 052-17 Construção da Casa de Cultura Indígena. IP – Instituto de Psicologia. 2017/02/14 Foto: Marcos Santos/USP Imagens

 

QUEM SOMOS? 🏹🌱
Somos um movimento indígena composto por indígenas de diversos povos e apoiadores, estudantes da graduação e pós-graduação, bem como indígenas que não integram a comunidade universitária, mas se somam às pautas de ingresso diferenciado.
Desde a greve de 2016 nosso movimento tem pautado a adesão de cotas e vestibular indígena como forma de acesso à USP. Assim promovemos encontros, debates e atividades coletivas e multidisciplinares, valorizando nossas cosmovisões, saberes e práticas ancestrais. Nossas atividades se concentram sobretudo na Casa de Culturas Indígenas – construída em conjunto com as comunidades indígenas Guarani do Jaraguá – estando ela localizada no Instituto de Psicologia da USP.
A USP é uma Universidade sem nenhuma política de afirmação que seja suficientemente representativa para Povos Indígenas, que garanta acesso aos cursos de graduação e pós graduação, tampouco tem estrutura para acolher a pluralidade de etnias ou povos em suas especificidades culturais, linguísticas, psicológicas e sociais de maneira a garantir para essas pessoas condições básicas de permanecer na universidade. Sabemos que o departamento de Antropologia tem tomado iniciativas para garantir cotas étnico-raciais para indígenas, bem como atividades de formação e debates referentes à educação escolar indígena junto aos povos tradicionais da terra. Nós apoiamos essas ações e reivindicamos das instâncias responsáveis que aprovem as cotas étnico-raciais para os demais Departamentos e Unidades e que adotem a mesma política de acesso e também da implementação da licenciatura indígena à Universidade, considerando as especificidades de cada povo.
Nós, Povos Indígenas, organizados politicamente, lutamos para fazer valer nossos direitos, cobrando dos governos a constituição de um Estado diferente, que possibilite a igualdade de condições de vida para todas e todos. Para isso, contamos atualmente com convênios internacionais e leis nacionais para garantir nossos direitos. Os mais significativos são a Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT) ratificada pelo Brasil em 2004, a Declaração das Nações Unidas (ONU) sobre os Direitos dos Povos Indígenas, adotada em setembro de 2007 pela Assembleia Geral da ONU, e a Constituição Federal de 1988, que asseguram os direitos coletivos dos povos indígenas.
Se trata, pois, de garantir a capacidade interna das comunidades indígenas para gerir seus territórios, suas coletividades étnicas e suas demandas básicas por políticas públicas de saúde, educação, auto sustentação, transporte, comunicação. Mas, também se trata de nos dar condições de cidadania plena e diferenciada para dialogar com o Estado e com a sociedade nacional no que tange a interesses comuns e nacionais, como, por exemplo, a contribuição econômica, científica, artística e intelectual dos territórios e pessoas indígenas, a conservação e proteção ambiental, a relevância da diversidade cultural, étnica, linguística e da sociobiodiversidade originária
Em meio a política de apagamento indígena, pensada, organizada e praticada pelo Estado, somamos força para combater todas as formas de etnocídio cometidas nessa Universidade que ocorrem contra toda a comunidade indígena. Lembrando também da obrigatoriedade de incluir no programa de ensino desta universidade a Lei 11. 645/2008.

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CONTRIBUIÇÕES POSSÍVEIS PARA OS PARTICIPANTES:
– Frutas 🍌🍎🍊🍍🍉
– Sucos, refrigerantes, chás🥤
– Batatas, mandioca, milho, pinhão, peixe, mel, etc
– Erva mate e fumo de corda 🍵
– Cangas e panos para forrar o chão
– Instrumentos musicais 🎻
– Arte é bem vinda!
– Doações em $ para incentivar a nossa ida ao Acampamento Terra Livre 2019!

AGUYJEVETE!