{"id":11944,"date":"2016-10-21T12:49:49","date_gmt":"2016-10-21T15:49:49","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ip.usp.br\/site\/?page_id=11944"},"modified":"2026-02-04T16:56:38","modified_gmt":"2026-02-04T19:56:38","slug":"historico-16","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/www.ip.usp.br\/site\/historico-16\/","title":{"rendered":"Hist\u00f3rico"},"content":{"rendered":"<table style=\"border-collapse: collapse; width: 100%;\">\n<tbody>\n<tr>\n<td style=\"width: 91.5519%;\">\n<h3 style=\"text-align: justify;\">Da Psicologia na USP\u00a0\u00e0 cria\u00e7\u00e3o\u00a0do Instituto de Psicologia da USP<\/h3>\n<\/td>\n<td style=\"width: 8.44815%;\"><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<table style=\"border-collapse: collapse; width: 100%;\">\n<tbody>\n<tr>\n<td style=\"width: 43.0384%;\"><\/td>\n<td style=\"width: 56.9616%;\">Instagram: <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/teia_ip\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/www.instagram.com\/teia_ip\/<\/a><br \/>\nFacebook: <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/profile.php?id=61562014513079\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\" data-saferedirecturl=\"https:\/\/www.google.com\/url?q=https:\/\/www.facebook.com\/profile.php?id%3D61562014513079&amp;source=gmail&amp;ust=1720873104092000&amp;usg=AOvVaw0SR4BpqPUjqrfl4pJjBvF5\">https:\/\/www.facebook.com\/<wbr \/>profile.php?id=61562014513079<\/a><br \/>\nSite: <a href=\"https:\/\/memoria.ip.usp.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\" data-saferedirecturl=\"https:\/\/www.google.com\/url?q=https:\/\/memoria.ip.usp.br\/&amp;source=gmail&amp;ust=1720873104092000&amp;usg=AOvVaw17aUlKxuJ4jPqLIx6bnm2F\">https:\/\/memoria.ip.usp.br\/<\/a><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<\/div>\n<div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Instituto de Psicologia foi criado pelo Decreto Estadual 52.326, de 16 de dezembro de 1969, que aprovou a reestrutura\u00e7\u00e3o da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP)), a entrar em vigor a partir de 1970, instituindo novas unidades universit\u00e1rias, principalmente pelo desdobramento da Faculdade de Filosofia, Ci\u00eancias e Letras (FFLCH), atualmente designada Faculdade de Filosofia, Letras e Ci\u00eancias Humanas (FFLCH).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Durante o ano de 1969, o Conselho Universit\u00e1rio discutiu amplamente o projeto da reforma universit\u00e1ria que seria implantada com a cria\u00e7\u00e3o das novas unidades b\u00e1sicas da USP. No caso da Psicologia, a quest\u00e3o n\u00e3o foi pac\u00edfica no seio daquele colegiado, do qual n\u00e3o fazia parte nenhum professor da mat\u00e9ria. V\u00e1rios conselheiros, ignorando a import\u00e2ncia dessa ci\u00eancia e de suas aplica\u00e7\u00f5es, argumentavam que n\u00e3o seria necess\u00e1ria a cria\u00e7\u00e3o de uma unidade universit\u00e1ria exclusivamente para o seu cultivo. Para esses professores, bastava um simples departamento vinculado a algum outro instituto que seria criado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Foi necess\u00e1ria uma verdadeira campanha de esclarecimento na qual se empenhou o professor Arrigo Leonardo Angelini, coordenador do Curso de Psicologia da ent\u00e3o Faculdade de Filosofia, Ci\u00eancias e Letras, que prop\u00f4s a cria\u00e7\u00e3o do Instituto, com o decidido apoio do professor Samuel Pfromm Netto. Mesmo com a resist\u00eancia de v\u00e1rios membros do Conselho Universit\u00e1rio, em memor\u00e1vel sess\u00e3o de nove de maio de 1969, numa apertada elei\u00e7\u00e3o que resultou em 13 votos a favor e 11 contra, foi aprovada a proposta de cria\u00e7\u00e3o do Instituto de Psicologia da USP (IPUSP).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A nova unidade b\u00e1sica ficou composta por quatro departamentos:<br \/>\n1. Psicologia da Aprendizagem, do Desenvolvimento e da Personalidade;<br \/>\n2. Psicologia Cl\u00ednica;<br \/>\n3. Psicologia Experimental;<br \/>\n4. Psicologia Social e do Trabalho.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Assim, em 1970 come\u00e7aram as atividades do IPUSP, tendo como primeiro diretor Arrigo Leonardo Angelini (1970 1974).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Seguiram se Dante Moreira Leite (1974 1976), Arrigo Leonardo Angelini (1976 1980), Maria Jos\u00e9 de Barros Fornari de Aguirre (1980 1984), Arrigo Leonardo Angelini (1984 1988), Zelia Ramozzi Chiarottino (1988 1992), Sylvia Leser de Mello (1992 1996), Lino de Macedo (1996 2000), C\u00e9sar Ades (2000 2004), Maria Helena Souza Patto (2004 2008), Emma Otta (2008-2012), Gerson Tomanari (2012-2016), e atualmente, Marilene Proen\u00e7a Rebello de Souza.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O IPUSP passou a representar um marco significativo no cen\u00e1rio nacional referente ao ensino, \u00e0 pesquisa e \u00e0 presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os \u00e0 comunidade no campo da Psicologia. Seus docentes se destacam pela produ\u00e7\u00e3o cient\u00edfica, tanto no \u00e2mbito nacional como no internacional, pela participa\u00e7\u00e3o em congressos e em outros eventos da especialidade e pelas publica\u00e7\u00f5es que oferecem aos estudiosos da ci\u00eancia psicol\u00f3gica. Com a finalidade de exercer papel importante na forma\u00e7\u00e3o de psic\u00f3logos, o corpo docente promove a participa\u00e7\u00e3o dos alunos em investiga\u00e7\u00f5es supervisionadas em diversas \u00e1reas de pesquisa, de modo a desenvolver a atitude cient\u00edfica e a reflex\u00e3o metodol\u00f3gica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quanto aos cursos de p\u00f3s gradua\u00e7\u00e3o, no mesmo ano da funda\u00e7\u00e3o do Instituto, tiveram in\u00edcio os programas, em n\u00edvel de mestrado, nas \u00e1reas de Psicologia Escolar e de Psicologia Experimental; em 1975, em Psicologia Cl\u00ednica e, em 1976, em Psicologia Social e do Trabalho. O n\u00edvel de doutorado surgiu logo depois, na mesma sequ\u00eancia temporal: Psicologia Escolar e Psicologia Experimental, em 1974; Psicologia Cl\u00ednica, em 1982; e, Psicologia Social, 1989. O programa de p\u00f3s gradua\u00e7\u00e3o em Neuroci\u00eancias e Comportamento come\u00e7ou a funcionar em 1992, nos n\u00edveis de mestrado e doutorado. Todos esses cursos receberam credenciamento e s\u00e3o avaliados trienalmente pela Coordena\u00e7\u00e3o de Aperfei\u00e7oamento de Pessoal do Ensino Superior (Capes), \u00f3rg\u00e3o do Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Servi\u00e7o de Biblioteca e documenta\u00e7\u00e3o do Instituto, que a partir do ano 2000 recebeu o nome de Biblioteca Dante Moreira Leite, \u00e9 refer\u00eancia n\u00e3o somente para outras bibliotecas universit\u00e1rias de Psicologia do pa\u00eds, mas igualmente para institui\u00e7\u00f5es cong\u00eaneres da Am\u00e9rica Latina. Todas as atividades acad\u00eamicas e administrativas do Instituto, al\u00e9m dos servi\u00e7os sociais de atendimento \u00e0 comunidade, est\u00e3o concentradas em seis edif\u00edcios situados \u00e0 Av. Professor Mello Moraes, 1721, na Cidade Universit\u00e1ria do Campus Oeste, em S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os antecedentes hist\u00f3ricos do desenvolvimento da Psicologia no Estado de S\u00e3o Paulo, como tamb\u00e9m em outros Estados do pa\u00eds, devem ser buscados notadamente na atua\u00e7\u00e3o das antigas Escolas Normais, especialmente na primeira metade do s\u00e9culo XX. No curr\u00edculo de tais escolas, destinadas \u00e0 forma\u00e7\u00e3o do professor para o, ent\u00e3o, chamado ensino prim\u00e1rio, j\u00e1 figurava a Psicologia como disciplina aut\u00f4noma. Em algumas escolas normais foram criados os primeiros laborat\u00f3rios de Psicologia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pela extraordin\u00e1ria import\u00e2ncia que teve para o desenvolvimento da Psicologia em nosso meio, destaca se a Escola Normal de S\u00e3o Paulo, conhecida tamb\u00e9m, na \u00e9poca, como Escola Normal da Pra\u00e7a, pela sua localiza\u00e7\u00e3o na Pra\u00e7a da Rep\u00fablica, posteriormente designada Instituto de Educa\u00e7\u00e3o Caetano de Campos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Exerceram a c\u00e1tedra de Psicologia, naquela institui\u00e7\u00e3o, em sucess\u00e3o, os professores Sampaio D\u00f3ria, Manuel Bergstrom Louren\u00e7o Filho e Noemy da Silveira, que ficou mais conhecida posteriormente pelo seu nome de casada: Noemy da Silveira Rudolfer. Em 1912, Clemente Quaglio funda na Escola o Laborat\u00f3rio de Psicologia Experimental, reorganizado e ampliado pelo psic\u00f3logo italiano Ugo Pizzoli, que chegou ao Brasil em 1913, trazendo consider\u00e1vel quantidade de aparelhos cient\u00edficos da tradi\u00e7\u00e3o experimental de Wilhelm Wundt e destinados \u00e0 realiza\u00e7\u00e3o de investiga\u00e7\u00f5es nas \u00e1reas de sensopercep\u00e7\u00e3o e de psicometria de modo geral. Na d\u00e9cada de 1920, o referido laborat\u00f3rio foi reativado por Louren\u00e7o Filho que, com a assist\u00eancia da professora Noemy da Silveira e outros colaboradores, passou a realizar in\u00fameras pesquisas de maior interesse para a educa\u00e7\u00e3o, como a elabora\u00e7\u00e3o e padroniza\u00e7\u00e3o de testes de intelig\u00eancia, de mem\u00f3ria, de aproveitamento escolar, an\u00e1lise psicol\u00f3gica das cartilhas para alfabetiza\u00e7\u00e3o em uso na rede escolar, quest\u00f5es ligadas \u00e0 Psicologia da Crian\u00e7a e do Adolescente e tantas outras.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Assim, foi no campo da Educa\u00e7\u00e3o que inicialmente vicejou a Psicologia, depois aplicada \u00e0s \u00e1reas do Trabalho e da Cl\u00ednica. Nestas \u00e1reas, os primeiros aplicadores dos conhecimentos psicol\u00f3gicos foram, em verdade, professores formados pelas tradicionais Escolas Normais. Esses professores aprimoravam sua forma\u00e7\u00e3o em Psicologia nas pr\u00f3prias institui\u00e7\u00f5es onde exerciam suas atividades.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 1931, come\u00e7aram a funcionar na Escola Normal de S\u00e3o Paulo os cursos, em n\u00edvel superior, destinados ao aperfei\u00e7oamento de professores nas \u00e1reas de Biologia, Psicologia e Sociologia da Educa\u00e7\u00e3o. A professora Noemy da Silveira Rudolfer, sucedendo Louren\u00e7o Filho, assumiu a c\u00e1tedra de Psicologia Educacional.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 1933, a Escola Normal, com as mesmas finalidades, recebeu o nome de Instituto de Educa\u00e7\u00e3o, tendo a professora Noemy assumido tamb\u00e9m a dire\u00e7\u00e3o do laborat\u00f3rio, j\u00e1 com a nova designa\u00e7\u00e3o de Laborat\u00f3rio de Psicologia Educacional.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nessa \u00e9poca, a professora Noemy submeteu se ao concurso para provimento efetivo da c\u00e1tedra de Psicologia Educacional do Instituto de Educa\u00e7\u00e3o, com a monografia intitulada A Evolu\u00e7\u00e3o da Psicologia Educacional por meio de um Hist\u00f3rico da Psicologia Moderna, que, refundida, foi publicada em 1938 com o t\u00edtulo Introdu\u00e7\u00e3o \u00e0 Psicologia Educacional.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 1934, pelo Decreto estadual 6.283, de 25 de janeiro, foi criada a Universidade de S\u00e3o Paulo, com a reuni\u00e3o de algumas escolas preexistentes e pela cria\u00e7\u00e3o de novas unidades b\u00e1sicas, entre estas, a Faculdade de Filosofia, Ci\u00eancias e Letras. Na estrutura da FFLCH foi inclu\u00edda a c\u00e1tedra de Psicologia, que se encarregava das disciplinas complementares dos cursos de Filosofia e Ci\u00eancias Sociais. Para o ensino dessa disciplina foram contratados sucessivamente tr\u00eas professores estrangeiros: Etienne Borne (1934 1935), Jean Maug\u00fc\u00e9 (1935 1944), e Otto Klineberg (1945 1947); a seguir, a professora Annita de Castilho e Marcondes Cabral (1947 1968).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 1968, a c\u00e1tedra de Psicologia passou a chamar se Departamento de Psicologia Social e Experimental. Na incorpora\u00e7\u00e3o do Instituto de Educa\u00e7\u00e3o \u00e0 Faculdade de Filosofia, os professores daquele Instituto foram transferidos para a Se\u00e7\u00e3o de Pedagogia desta Faculdade e entre eles a professora Noemy da Silveira Rudolfer, que passou a reger a c\u00e1tedra de Psicologia Educacional, com a colabora\u00e7\u00e3o de tr\u00eas assistentes, tamb\u00e9m transferidos do Instituto de Educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O acervo do Laborat\u00f3rio de Psicologia Educacional do Instituto foi anexado \u00e0 c\u00e1tedra e, sob a dire\u00e7\u00e3o da professora Noemy, continuou a realizar pesquisas psicol\u00f3gicas de interesse para a educa\u00e7\u00e3o, at\u00e9 sua extin\u00e7\u00e3o na d\u00e9cada de 40. A c\u00e1tedra de Psicologia Educacional encarregava se das seguintes disciplinas do curso de Pedagogia: Introdu\u00e7\u00e3o \u00e0 Psicologia, Psicologia do Desenvolvimento, Psicologia do Adolescente, Psicologia da Aprendizagem, Psicologia da Personalidade, Psicologia do Anormal, Psicologia Diferencial e M\u00e9todos da Psicologia, al\u00e9m de um Curso de Especializa\u00e7\u00e3o, criado pela portaria Ministerial n. 497, de 15.10.1947, com as seguintes disciplinas: Psicologia da Crian\u00e7a e do Adolescente, Psicologia Diferencial, Psicologia do Anormal, Psicologia da Aprendizagem e das Mat\u00e9rias Escolares, Psicologia da Personalidade, al\u00e9m da exig\u00eancia de est\u00e1gios em servi\u00e7os de Psicologia Aplicada e da frequ\u00eancia em semin\u00e1rios de m\u00e9todos de pesquisas psicol\u00f3gicas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo a mesma Portaria Ministerial, a c\u00e1tedra de Psicologia do Curso de Filosofia tamb\u00e9m passou a oferecer um curso de especializa\u00e7\u00e3o com as seguintes disciplinas: Biologia, Fisiologia, Antropologia, Estat\u00edstica e uma disciplina avan\u00e7ada de Psicologia, al\u00e9m de est\u00e1gios obrigat\u00f3rios em servi\u00e7os psicol\u00f3gicos. A aprova\u00e7\u00e3o no Curso de Especializa\u00e7\u00e3o era condi\u00e7\u00e3o para a inscri\u00e7\u00e3o no doutoramento desde que uma tese elaborada pelo candidato, sob a orienta\u00e7\u00e3o do professor catedr\u00e1tico pertinente, fosse aprovada em uma das c\u00e1tedras da FFLCH. Na C\u00e1tedra de Psicologia foi criada, em 1954, uma \u00e1rea de especializa\u00e7\u00e3o em Psicologia Cl\u00ednica com os professores visitantes Durval Bellegarde Marcondes e Anibal Cipriano Silveira dos Santos. Eram principalmente essas as atividades de p\u00f3s gradua\u00e7\u00e3o na, ent\u00e3o, Faculdade de Filosofia, Ci\u00eancias e Letras, anteriormente \u00e0 reforma da Universidade de 1970.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 1953, a professora Annita de Castilho e Marcondes Cabral, contratada para reger a C\u00e1tedra de Psicologia no Curso de Filosofia da FFLCH, prop\u00f4s \u00e0 Congrega\u00e7\u00e3o da Faculdade a cria\u00e7\u00e3o de um curso de gradua\u00e7\u00e3o em Psicologia, o qual foi finalmente criado pelo Decreto Estadual n. 3.862, de 28.5.1957. Com a dura\u00e7\u00e3o de tr\u00eas anos, esse Curso conferia aos que o conclu\u00edam o diploma de Bacharel em Psicologia, pois era de car\u00e1ter predominantemente te\u00f3rico e acad\u00eamico e nenhum direito de natureza profissional outorgava ao diplomado a n\u00e3o ser quem optasse por mais um ano de estudos de disciplinas de natureza pedag\u00f3gica, para a obten\u00e7\u00e3o do diploma de Licenciatura, com direito, ent\u00e3o, ao exerc\u00edcio do magist\u00e9rio secund\u00e1rio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Curso de Psicologia come\u00e7ou a funcionar no ano letivo de 1958, com 18 disciplinas, distribu\u00eddas pelos tr\u00eas anos e ministradas pelos respons\u00e1veis e assistentes das duas c\u00e1tedras de Psicologia existentes na FFLCH, sob a coordena\u00e7\u00e3o do professor Arrigo Leonardo Angelini que, no ano de 1956, fora aprovado no concurso para o provimento efetivo da C\u00e1tedra de Psicologia Educacional, que ele vinha exercendo em car\u00e1ter de interinidade desde 1954, devido \u00e0 aposentadoria da professora Noemy da Silveira Rudolfer. Aos poucos, o Curso de Psicologia foi sendo mais bem estruturado com a inclus\u00e3o de novas disciplinas, nas \u00e1reas da Psicologia Cl\u00ednica, Psicologia Experimental e Psicologia do Trabalho, mediante contratos de v\u00e1rios professores, especialistas nessas \u00e1reas. Al\u00e9m das atividades did\u00e1ticas, foram instalados laborat\u00f3rios e biot\u00e9rios, que possibilitaram o desenvolvimento e apoio \u00e0 pesquisa; a abertura de centros de psicologia e cl\u00ednicas com atendimento \u00e0 comunidade, em que os alunos podiam fazer est\u00e1gios e trabalhos pr\u00e1ticos com supervis\u00e3o dos professores.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As atividades aconteciam em pr\u00e9dios distribu\u00eddos por S\u00e3o Paulo. As aulas de Psicologia Social eram ministradas na rua Cristiano Viana, as de Psicologia Cl\u00ednica na rua Jaguaribe, os laborat\u00f3rios de Psicologia Experimental ficavam no Palacete Street, da alameda Glette e outras aulas ocorriam na rua Maria Ant\u00f4nia. Somente em 1967 toda a estrutura do Curso de Psicologia foi agrupada em um s\u00f3 local: o Bloco 10 da Cidade Universit\u00e1ria, no bairro do Butant\u00e3.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No final da d\u00e9cada de 1950, aqueles que trabalhavam em Psicologia como professores universit\u00e1rios da disciplina, ou os que aplicavam os conhecimentos dessa ci\u00eancia em diversas institui\u00e7\u00f5es profissionais ou em servi\u00e7os de natureza assistencial, al\u00e9m de algumas associa\u00e7\u00f5es de Psicologia existentes na \u00e9poca, julgaram que era chegado o momento de se estabelecer legalmente a profiss\u00e3o de psic\u00f3logo no Pa\u00eds, mediante a forma\u00e7\u00e3o regular em cursos universit\u00e1rios. Desenvolveu-se, ent\u00e3o, uma campanha nesse sentido e durante v\u00e1rios anos tramitaram no Congresso Nacional v\u00e1rios anteprojetos at\u00e9 que, finalmente, em 27 de agosto de 1962 foi sancionada a Lei n. 4.119, que atendeu \u00e0 aspira\u00e7\u00e3o. Por isso, no Brasil, o dia 27 de agosto \u00e9 considerado o \u201cDia do Psic\u00f3logo\u201d. Ainda durante o ano de 1962, o Conselho Federal de Educa\u00e7\u00e3o, mediante o parecer que recebeu o n\u00famero 403, fixou o curr\u00edculo m\u00ednimo e a dura\u00e7\u00e3o, em cinco anos, do curso de gradua\u00e7\u00e3o em Psicologia, destinado \u00e0 forma\u00e7\u00e3o do psic\u00f3logo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Aquele curso de tr\u00eas anos de dura\u00e7\u00e3o, que formava o Bacharel em Psicologia, pela adapta\u00e7\u00e3o \u00e0 nova Lei, passou a formar o Psic\u00f3logo em cinco anos, com a inclus\u00e3o de novas disciplinas de natureza profissional. Foram ent\u00e3o contratados novos professores, principalmente nas \u00e1reas da Psicologia Cl\u00ednica e da Psicologia Experimental e novos ambientes de trabalho, inclusive biot\u00e9rios e laborat\u00f3rios foram instalados. Para a \u00e1rea da cl\u00ednica foram admitidos os psiquiatras C\u00edcero Cristiano de Souza, para a disciplina de Psicopatologia; Durval Bellegarde Marcondes, para a de Psican\u00e1lise; e, Anibal Cipriano Silveira dos Santos, especialista no Teste de Rorschach.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No que se refere \u00e0 \u00e1rea da Psicologia Experimental, j\u00e1 se encontrava no Brasil, desde 1961, o professor Fred Keller da Columbia University de New York, contratado como professor visitante pelo ent\u00e3o Diretor da Faculdade de Filosofia, Paulo Sawaya, professor de Fisiologia, que ofereceu seu pr\u00f3prio laborat\u00f3rio para in\u00edcio das atividades daquele visitante. O trabalho de Fred Keller determinou um grande impulso na \u00e1rea da Psicologia Experimental de base behaviorista e contribuiu decisivamente para a forma\u00e7\u00e3o de v\u00e1rios alunos e assistentes, que posteriormente vieram se tornar professores e pesquisadores em diversas sub\u00e1reas da disciplina, como: Carolina Bori, Walter Hugo de Andrade Cunha, C\u00e9sar Ades, Fernando Leite Ribeiro, Ana Maria Almeida Carvalho, Maria Am\u00e9lia Matos, Dora Fix Ventura, Arno Engelmann, M\u00e1rio Guidi, Rodolfo Azzi, Jo\u00e3o Cl\u00e1udio Todorov e muitos outros.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um evento tamb\u00e9m importante no desenvolvimento da Psicologia na USP foi o movimento que desencadeou em v\u00e1rios pa\u00edses a Reforma Universit\u00e1ria da d\u00e9cada de 1960, em que estudantes reivindicavam uma participa\u00e7\u00e3o mais democr\u00e1tica na estrutura das universidades, tanto organizacional, como de representatividade por parte dos professores, funcion\u00e1rios e estudantes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E assim, a reforma de 1970 extinguiu as c\u00e1tedras e criou os departamentos, extinguiu tamb\u00e9m o cargo de professor catedr\u00e1tico, substituindo o pela categoria de professor titular. Os docentes que trabalhavam em Psicologia na antiga Faculdade de Filosofia foram distribu\u00eddos pelos quatro departamentos do Instituto da seguinte forma: aqueles da \u00e1rea experimental, do antigo Departamento de Psicologia Social e Experimental passaram para o Departamento de Psicologia Experimental, chefiado inicialmente pela professora Maria Jos\u00e9 Mondego de Moraes Barros, transferida da Escola de Educa\u00e7\u00e3o F\u00edsica da pr\u00f3pria USP; os da \u00e1rea social passaram para o Departamento de Psicologia Social e do Trabalho, cuja chefia foi exercida por uma comiss\u00e3o tutelar de professores, uma vez que entre os docentes que integraram inicialmente esse Departamento n\u00e3o havia nenhum na categoria de professor titular, condi\u00e7\u00e3o para o exerc\u00edcio do cargo; os docentes que exerciam suas atividades na C\u00e1tedra de Psicologia Educacional passaram a integrar o Departamento de Psicologia da Aprendizagem, do Desenvolvimento e da Personalidade, sob o chefia da professora Maria Jos\u00e9 de Barros Fornari de Aguirre; e, finalmente, os docentes contratados na \u00e1rea cl\u00ednica passaram a compor o Departamento de Psicologia Cl\u00ednica, chefiado pela professora Odette Louren\u00e7\u00e3o Van Kolck.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com este breve hist\u00f3rico dos antecedentes das atividades de Psicologia em S\u00e3o Paulo, notadamente na pr\u00f3pria USP e, pelo que o Instituto de Psicologia, ao completar 40 anos de exist\u00eancia, representa atualmente no Brasil em termos de ensino, de produ\u00e7\u00e3o cient\u00edfica e de servi\u00e7os \u00e0 comunidade, pode se concluir que foram plenamente justific\u00e1veis os treze votos favor\u00e1veis do Conselho Universit\u00e1rio que, em 1969, permitiram, em boa hora, a cria\u00e7\u00e3o desta unidade b\u00e1sica da USP.<\/p>\n<p>Por Arrigo Leonardo Angelini<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Fontes:<br \/>\n<a href=\"https:\/\/issuu.com\/psicologia_usp\/docs\/livro_ip_40_anos__2011?workerAddress=ec2-54-173-166-178.compute-1.amazonaws.com\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\" data-saferedirecturl=\"https:\/\/www.google.com\/url?q=https:\/\/issuu.com\/psicologia_usp\/docs\/livro_ip_40_anos__2011?workerAddress%3Dec2-54-173-166-178.compute-1.amazonaws.com&amp;source=gmail&amp;ust=1716459484288000&amp;usg=AOvVaw0_Bx0yo7mBrB6MXFde9NC0\">Livro 40 anos do IPUSP<\/a><br \/>\n<a href=\"https:\/\/50anos.ip.usp.br\/folheie-o-livro\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\" data-saferedirecturl=\"https:\/\/www.google.com\/url?q=https:\/\/50anos.ip.usp.br\/folheie-o-livro\/&amp;source=gmail&amp;ust=1716459484288000&amp;usg=AOvVaw13EYpIIihUlvV0rgkjFj7G\">Livro 50 anos do IPUSP<\/a><\/p>\n<div class=\"adL\"><\/div>\n<\/div>\n<div>\n<div>\n<div class=\"textLayer\">\n<div>\n<div><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div>\n<div>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<div><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Da Psicologia na USP\u00a0\u00e0 cria\u00e7\u00e3o\u00a0do Instituto de Psicologia da USP &nbsp; Instagram: https:\/\/www.instagram.com\/teia_ip\/ Facebook: https:\/\/www.facebook.com\/profile.php?id=61562014513079 Site: https:\/\/memoria.ip.usp.br\/ &nbsp; O Instituto de Psicologia foi criado pelo Decreto Estadual 52.326, de 16 de dezembro de 1969, que aprovou a reestrutura\u00e7\u00e3o da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP)), a entrar em vigor a partir de 1970, instituindo novas unidades [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[395],"tags":[],"class_list":["post-11944","page","type-page","status-publish","hentry","category-institucional"],"acf":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ip.usp.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/11944","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ip.usp.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ip.usp.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ip.usp.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ip.usp.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11944"}],"version-history":[{"count":40,"href":"https:\/\/www.ip.usp.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/11944\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":54332,"href":"https:\/\/www.ip.usp.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/11944\/revisions\/54332"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ip.usp.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11944"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ip.usp.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=11944"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ip.usp.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=11944"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}