{"id":16535,"date":"2016-12-08T10:33:47","date_gmt":"2016-12-08T13:33:47","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ip.usp.br\/site\/?page_id=16535"},"modified":"2024-03-12T11:13:51","modified_gmt":"2024-03-12T14:13:51","slug":"laboratorio-de-etologia-ecologia-e-evolucao-dos-insetos-sociais","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/www.ip.usp.br\/site\/laboratorio-de-etologia-ecologia-e-evolucao-dos-insetos-sociais\/","title":{"rendered":"Laborat\u00f3rio de Etologia, Ecologia e Evolu\u00e7\u00e3o dos Insetos Sociais"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right\">Av. Prof. Mello Moraes 1721, Bloco A<br \/>\nDepartamento de Psicologia Experimental \u2013 PSE<br \/>\nCidade Universit\u00e1ria, S\u00e3o Paulo, SP \u2013 CEP 05508-030<br \/>\nTelefones: 55 11 2648-1241\/3091-1924 |\u00a0<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/pages\/Laborat%C3%B3rio-de-Etologia-Ecologia-e-Evolu%C3%A7%C3%A3o-dos-Insetos-Sociais\/339435559595915\">Facebook<\/a>\u00a0| Coordenadores:\u00a0<a href=\"http:\/\/lattes.cnpq.br\/3295752122449249\">Nicolas Ch\u00e2line<\/a><\/p>\n<hr \/>\n<p>O laborat\u00f3rio desenvolve pesquisas sobre o comportamento de invertebrados sociais, focalizadas atualmente no comportamento de formigas\u00a0(Ponerinae, Ectatominnae e Dorylinae).<\/p>\n<p><strong>P\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o:<\/strong><\/p>\n<p>Orientadores de Mestrado e Doutorado do <a href=\"https:\/\/www.ip.usp.br\/site\/psicologia-experimental-pse\/\">Programa em Psicologia Experimental do IP<\/a> e do <a href=\"http:\/\/comportement.univ-paris13.fr:8080\/comp\/master-dethologie\/master\">Mestrado em Etologia da Universidade Paris 13<\/a>, Paris, Fran\u00e7a<\/p>\n<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-25254 size-medium\" src=\"https:\/\/www.ip.usp.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/insetossociais-300x200.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"200\" srcset=\"https:\/\/www.ip.usp.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/insetossociais-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.ip.usp.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/insetossociais-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.ip.usp.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/insetossociais-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/www.ip.usp.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/insetossociais-600x400.jpg 600w, https:\/\/www.ip.usp.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/insetossociais-272x182.jpg 272w, https:\/\/www.ip.usp.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/insetossociais.jpg 2048w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p><strong>Linhas de pesquisa<\/strong><\/p>\n<p><strong>Psicoetologia dos Insetos Sociais: Efeitos dos estados internos motivacionais e emocionais sobre as habilidades cognitivas, tomada de decis\u00f5es e modula\u00e7\u00e3o do comportamento individual e coletivo.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong><br \/>\n<\/strong>A exist\u00eancia de emo\u00e7\u00f5es b\u00e1sicas em vertebrados n\u00e3o humanos e seu efeito sobre as decis\u00f5es comportamentais s\u00e3o atualmente bem aceitos por pesquisadores do comportamento animal. No entanto, em insetos a quest\u00e3o \u00e9 mais controversa. Evid\u00eancias de efeitos de estados internos sobre as tomadas de decis\u00e3o foram descritas em abelhas de v\u00e1rias esp\u00e9cies e outros poucos g\u00eaneros, como Drosophila. Insetos sociais s\u00e3o modelos adequados para testar esses paradigmas, j\u00e1 que a vida social apresenta altas demandas cognitivas e de flexibilidade comportamental. Por\u00e9m, no momento, testes controlados nunca foram feitos em formigas. Assim, atrav\u00e9s de uma abordagem Psicoetol\u00f3gica e integrativa, investigaremos como os estados internos dos indiv\u00edduos, como motiva\u00e7\u00e3o e emo\u00e7\u00f5es prim\u00e1rias, associados \u00e0s habilidades cognitivas, experi\u00eancia e percep\u00e7\u00e3o do ambiente ir\u00e3o influenciar as tomadas de decis\u00f5es e as intera\u00e7\u00f5es dentro e entre os grupos sociais e modular a natureza e a express\u00e3o do comportamento em formigas, desde o n\u00edvel individual at\u00e9 o colonial, intra e interespec\u00edfico..<\/p>\n<p><strong>Evolu\u00e7\u00e3o dos sistemas de comunica\u00e7\u00e3o e estudo do comportamento em contextos de reconhecimento social e dos conflitos reprodutivos intra-coloniais<\/strong>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Nessa linha, estudamos os mecanismos de forma\u00e7\u00e3o de hierarquias de domin\u00e2ncia, a import\u00e2ncia de processos de aprendizado no reconhecimento de parceiras de ninhos e os sinais usados durante as tomadas de decis\u00f5es comportamentais. Os m\u00e9todos usados incluem experimentos em situa\u00e7\u00e3o controlada de laborat\u00f3rio, como encontros di\u00e1dicos, observa\u00e7\u00e3o<em>\u00a0ad libitum<\/em>\u00a0de col\u00f4nias inteiras assim que experimentos de campo.<\/p>\n<p><strong><br \/>\nImpacto de infraestruturas lineares e da agricultura nos servi\u00e7os ambientais de \u00e1reas protegidas<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong><br \/>\n<\/strong>As estradas est\u00e3o entre as altera\u00e7\u00f5es da paisagem mais onipresentes em todo o mundo e prosseguem em expans\u00e3o acentuada. Novas estradas previstas at\u00e9 2050 representam acr\u00e9scimo de 60% na malha vi\u00e1ria. Inevitavelmente, remanescentes e \u00e1rea protegidas sofrer\u00e3o o impacto dessa expans\u00e3o. As estradas provocaram uma r\u00e1pida transforma\u00e7\u00e3o da paisagem da Mata Atl\u00e2ntica, tornando-a extremamente fragmentada e suas terras altamente valorizadas, economicamente. Atualmente, a Mata Atl\u00e2ntica \u00e9 caracterizada por remanescentes de cobrem apenas 11 a 16% de sua \u00e1rea original, sendo que mais de 80% dos fragmentos existentes possuem menos de 50 hectares, causando s\u00e9rios riscos \u00e0s popula\u00e7\u00f5es de esp\u00e9cies nativas. A Amaz\u00f4nia segue o modelo similar de desenvolvimento pelo qual passou a Mata Atl\u00e2ntica, com grandes impactos ambientais e conflitos sociais. Uma grande malha de empreendimentos lineares est\u00e1 sendo instalada na Amaz\u00f4nia. Neste cen\u00e1rio, mais de 95% do desmatamento, dos inc\u00eandios e das emiss\u00f5es de carbono atmosf\u00e9ricos na Amaz\u00f4nia brasileira ocorre a menos de 50 quil\u00f4metros de uma estrada, demostrando que estes empreendimentos funcionam efetivamente como vetores de impactos ambientais secund\u00e1rios.O impacto mais vis\u00edvel \u00e9 o atropelamento, mas as a perda de habitat \u00e9 muito maior do que a \u00e1rea coberta por elas, j\u00e1 que \u00e1reas adjacentes tornam-se menos adequadas para muitas esp\u00e9cies animais. Ademais, as estradas restringem o fluxo g\u00eanico entre popula\u00e7\u00f5es, limitando os deslocamentos necess\u00e1rios para manuten\u00e7\u00e3o de uma diversidade gen\u00e9tica saud\u00e1vel. No contexto das esp\u00e9cies vegetais, o amplamente documentado efeito de borda e a FAPES &#8211; Projeto &#8211; 2 de 21 intensidade desse efeito atingem dist\u00e2ncias variadas a depender do tamanho dos remanescentes e fatores ambientais. A agricultura tamb\u00e9m afeta de forma importante o seu entorno e interior de \u00e1reas protegidas, principalmente em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 intensidade do manejo adotado nas \u00e1reas adjacentes aos fragmentos (pr\u00e1ticas de mobiliza\u00e7\u00e3o do solo e uso de insumos) que exerce efeito negativo sobre os processos ecol\u00f3gicos a partir do efeito de borda nos remanescentes florestais. A altera\u00e7\u00e3o da fertilidade do solo nos remanescentes, a depender do seu tamanho e condi\u00e7\u00f5es ambientais, pode alterar a composi\u00e7\u00e3o flor\u00edstica, aumentando as taxas de mortalidade de esp\u00e9cies de plantas nativas, reduzindo a diversidade funcional e possibilitando o estabelecimento de esp\u00e9cies invasoras. Consequentemente, em efeito progressivo, afeta outras esp\u00e9cies, solos e os servi\u00e7os ecossist\u00eamicos associados. A presente proposta visa compreender os efeitos e consequ\u00eancias das estradas e da agricultura no entorno e no interior de \u00e1reas protegidas abrangendo todo o ecossistema, flora, fauna e solos. \u00canfase ser\u00e1 direcionada \u00e0s esp\u00e9cies amea\u00e7adas e cineg\u00e9ticas da flora e fauna, esp\u00e9cies bioindicadoras de impactos ambientais e esp\u00e9cies com habitat original fragmentado, buscando entender os efeitos das perturba\u00e7\u00f5es relacionadas \u00e0s estradas e \u00e0 agricultura nos processos ecossist\u00eamicos, contextualizando ainda sua conseq\u00fc\u00eancia nas fun\u00e7\u00f5es ambientais do solo. A multidisciplinaridade indissoci\u00e1vel e inerente do presente projeto que ser\u00e1 conduzido em rede, ser\u00e1 reunida em um metodologia robusta preconizada pelo Programa de Pesquisa em Biodiversidade (PPBio) consolidando bases s\u00f3lida para produ\u00e7\u00e3o e comparabilidade dos conhecimentos gerados pelo presente projeto. Como resultado, espera-se gera informa\u00e7\u00f5es consistentes como subs\u00eddios para pol\u00edticas p\u00fablicas de uso e ocupa\u00e7\u00e3o dos solos e manejo e a\u00e7\u00f5es de conserva\u00e7\u00e3o da biodiversidade da flora e fauna nas \u00e1reas protegidas harmonizando desenvolvimento econ\u00f4mico e servi\u00e7os ambientais.<\/p>\n<p><strong>Flexibilidade das estrat\u00e9gias de forrageamento em formigas.<\/strong><\/p>\n<p>Nessa linha a flexibilidade individual nas tomadas de decis\u00f5es e a integra\u00e7\u00e3o coletiva do comportamento alimentar s\u00e3o estudadas por meio de experimentos de laborat\u00f3rio e testes em situa\u00e7\u00f5es naturais. Essa linha inclua testes sobre cogni\u00e7\u00e3o espacial.<\/p>\n<p><strong>M\u00e9tricas de socialidade em aranhas sociais. <\/strong><\/p>\n<p>As aranhas do g\u00eanero\u00a0<em>Anelosimus<\/em>\u00a0exibem uma diversidade ampla no n\u00edvel de coopera\u00e7\u00e3o entre os indiv\u00edduos do grupo, sendo assim um excelente modelo para avaliar medidas de socialidade. Atrav\u00e9s de experimentos no laborat\u00f3rio, buscamos avaliar em v\u00e1rios contextos essa flexibilidade (forrageamento, constru\u00e7\u00e3o da teia, cuidado parental) e, mais importante, quantific\u00e1-la a fim de classificar de uma maneira mais adequada os n\u00edveis de coopera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Av. 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