{"id":16709,"date":"2016-12-09T09:46:49","date_gmt":"2016-12-09T12:46:49","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ip.usp.br\/site\/?page_id=16709"},"modified":"2025-06-10T15:05:14","modified_gmt":"2025-06-10T18:05:14","slug":"laboratorio-de-psicologia-anomalistica-e-processos-psicossociais-inter-psi","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/www.ip.usp.br\/site\/laboratorio-de-psicologia-anomalistica-e-processos-psicossociais-inter-psi\/","title":{"rendered":"Laborat\u00f3rio de Psicologia Anomal\u00edstica e Processos Psicossociais (INTER PSI)"},"content":{"rendered":"<table style=\"border-collapse: collapse;width: 100%\">\n<tbody>\n<tr>\n<td style=\"width: 50%\"><img decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-52189\" src=\"https:\/\/www.ip.usp.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Captura-de-tela-2025-06-10-145240-300x112.png\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"112\" srcset=\"https:\/\/www.ip.usp.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Captura-de-tela-2025-06-10-145240-300x112.png 300w, https:\/\/www.ip.usp.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Captura-de-tela-2025-06-10-145240.png 412w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/td>\n<td style=\"width: 50%;text-align: right;vertical-align: bottom\">\n<h5>Av. Prof. Mello Moraes, 1721, Bloco\u00a0A<\/h5>\n<h5>Cidade Universit\u00e1ria, S\u00e3o Paulo, SP \u2013 CEP:\u00a005508-030<\/h5>\n<h5><a href=\"mailto:interpsi.ip@usp.br\">interpsi.ip@usp.br<\/a> | Site oficial: <a href=\"https:\/\/interpsi.org\/\">https:\/\/interpsi.org\/<\/a><\/h5>\n<\/td>\n<td style=\"width: 50%\"><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<hr \/>\n<h5 style=\"text-align: justify;line-height: 1.6\">O objetivo geral do Inter Psi &#8211; Laborat\u00f3rio de Psicologia Anomal\u00edstica e Processos Psicossociais \u00e9 realizar estudos e pesquisas interdisciplinares no ponto de intersec\u00e7\u00e3o entre a Psicologia Social e a Psicologia Anomal\u00edstica, ou seja a avalia\u00e7\u00e3o psicossocial de experi\u00eancias humanas alegadamente an\u00f4malas. Considera-se uma experi\u00eancia alegadamente an\u00f4mala aquela que apontaria para um processo de intera\u00e7\u00e3o entre os indiv\u00edduos, e entre esses e o meio, caracterizado por sua aparente inexplicabilidade dentro dos quadros te\u00f3ricos do mainstream cient\u00edfico. &#8220;Experi\u00eancias an\u00f4malas ou &#8216;paranormais&#8217; s\u00e3o definidas, ainda, como experi\u00eancias incomuns, irregulares, ou que, apesar de poderem ser vivenciadas por uma parcela substancial da popula\u00e7\u00e3o, s\u00e3o interpretadas como desviantes da experi\u00eancia ordin\u00e1ria ou das explica\u00e7\u00f5es geralmente aceitas para a compreens\u00e3o da realidade&#8221; (Carde\u00f1a, Lynn &amp; Krippner, 2000).<\/h5>\n<h5 style=\"text-align: justify;line-height: 1.6\">Dentre as experi\u00eancias listadas como an\u00f4malas destacam-se as experi\u00eancias fora-do-corpo, as experi\u00eancias pr\u00f3ximas da morte, as experi\u00eancias alucinat\u00f3rias, as experi\u00eancias sinest\u00e9sicas, as experi\u00eancias de sonhos l\u00facidos, as experi\u00eancias de percep\u00e7\u00e3o extra-sensorial, as experi\u00eancias extra-motoras e as experi\u00eancias m\u00edsticas ou espirituais. Tais experi\u00eancias s\u00e3o objeto de estudo da chamada Psicologia Anomal\u00edstica, cujas ra\u00edzes hist\u00f3ricas remontam aos princ\u00edpios da Psicologia.<\/h5>\n<h5 style=\"text-align: justify;line-height: 1.6\">O Inter Psi &#8211; Laborat\u00f3rio de Psicologia Anomal\u00edstica e Processos Psicossociais tem como interesse priorit\u00e1rio a avalia\u00e7\u00e3o das experi\u00eancias alegadamente an\u00f4malas e de suas repercuss\u00f5es individuais e grupais a partir do uso das ferramentas conceituais e metodol\u00f3gicas da Psicologia Social, investigando:<\/h5>\n<h5 style=\"text-align: justify;line-height: 1.6\">1. os aspectos ou vari\u00e1veis psicossociais tais como cren\u00e7as, valores, atitudes e atribui\u00e7\u00e3o de causalidade relacionados \u00e0s experi\u00eancias an\u00f4malas. O interesse se centra n\u00e3o nas poss\u00edveis causas ontol\u00f3gicas das experi\u00eancias, mas em sua repercuss\u00e3o psicossocial, nos quais os aspectos apontados (cren\u00e7as, valores, atitudes e atribui\u00e7\u00e3o de causalidade) se tornam fundamentais na tentativa de compreens\u00e3o das experi\u00eancias alegadamente an\u00f4malas na rela\u00e7\u00e3o indiv\u00edduo-grupo. Aqui as perguntas poderiam ser: como as experi\u00eancias alegadamente an\u00f4malas se relacionam com as cren\u00e7as paranormais?; como compreender psicologicamente as cren\u00e7as paranormais?; como tais cren\u00e7as se tornam compartilhadas?; os valores e atitudes de um indiv\u00edduo poderiam ter alguma rela\u00e7\u00e3o com tais experi\u00eancias e cren\u00e7as?<\/h5>\n<h5 style=\"text-align: justify;line-height: 1.6\">2. a import\u00e2ncia que as experi\u00eancias an\u00f4malas assumem em determinados contextos culturais, notadamente o religioso. Reconhecendo, com estudiosos das religi\u00f5es, que as experi\u00eancias alegadamente an\u00f4malas poderiam estar na origem de manifesta\u00e7\u00f5es interpretadas como religiosas (ou sobrenaturais) em determinados contextos culturais, o objetivo aqui \u00e9 o de investigar, desde o ponto de vista da Psicologia Social, a import\u00e2ncia que as experi\u00eancias alegadamente an\u00f4malas assumem na origem e manuten\u00e7\u00e3o de cren\u00e7as religiosas para indiv\u00edduos e grupos. Como uma experi\u00eancia alegadamente an\u00f4mala \u00e9 interpretada? Como ela assume uma interpreta\u00e7\u00e3o religiosa? Qual a rela\u00e7\u00e3o entre tais experi\u00eancias e a institucionaliza\u00e7\u00e3o de cren\u00e7as religiosas?<\/h5>\n<h5 style=\"text-align: justify;line-height: 1.6\">3. a utiliza\u00e7\u00e3o de argumentos favor\u00e1veis e desfavor\u00e1veis \u00e0 da exist\u00eancia de uma anomalia real por tr\u00e1s das experi\u00eancias an\u00f4malas por parte de representantes de diferentes agrupamentos sociais e sua repercuss\u00e3o \u00e0 Psicologia. O que se pretende \u00e9 uma cr\u00edtica desses argumentos n\u00e3o em seu fundamento ontol\u00f3gico, de modo que o laborat\u00f3rio n\u00e3o se ocupar\u00e1 da avalia\u00e7\u00e3o das &#8220;evid\u00eancias favor\u00e1veis&#8221; ou &#8220;desfavor\u00e1veis&#8221; em si, mas de seu uso grupal, seu car\u00e1ter psicossocial. Buscar-se-\u00e1 encontrar as agendas epistemol\u00f3gicas subjacentes a cada uma das posturas assumidas no embate p\u00fablico acerca dessas alega\u00e7\u00f5es. Trata-se, aqui, muito mais do que encontrar as &#8220;verdadeiras ou falsas evid\u00eancias&#8221;, encontrar os contextos dos discursos e suas repercuss\u00f5es cient\u00edficas e sociais. A que tipo de demandas esses discursos atendem? Quais s\u00e3o os interesses grupais (religiosos?; acad\u00eamicos?&#8230;) que permeariam tal disputa? Quem s\u00e3o os agentes (m\u00edsticos?; cientistas? charlat\u00e3es?&#8230;) desses argumentos e a que tipo de compromisso respondem? Como tais argumentos t\u00eam sido usados por psic\u00f3logos?<\/h5>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Av. 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