{"id":4872,"date":"2014-07-03T19:07:32","date_gmt":"2014-07-03T19:07:32","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ip.usp.br\/site\/?p=4872"},"modified":"2018-09-13T14:41:18","modified_gmt":"2018-09-13T17:41:18","slug":"v5n1a2","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/www.ip.usp.br\/site\/v5n1a2\/","title":{"rendered":"V5N1A2"},"content":{"rendered":"<p align=\"center\"><strong><br \/>\nHabilidades pr\u00e9-requisitos indicadas para a atua\u00e7\u00e3o do acompanhante terap\u00eautico na perspectiva anal\u00edtico-comportamental <a id=\"a2\" href=\"#a1\"><sup>1<\/sup><\/a><\/strong><\/p>\n<p align=\"left\"><strong><br \/>\nFrancisco Andeson Gon\u00e7alves Carneiro<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"mailto:andeson.cx@hotmail.com\">andeson.cx@hotmail.com<\/a><\/p>\n<p>Universidade Estadual do Piau\u00ed (UESPI)<\/p>\n<hr \/>\n<p align=\"left\"><strong>RESUMO<br \/>\n<\/strong><\/p>\n<p align=\"justify\">De acordo com a An\u00e1lise do Comportamento, o Acompanhamento Terap\u00eautico pode ser definido como uma pr\u00e1tica de interven\u00e7\u00e3o cl\u00ednica em casos de pacientes que apresentam d\u00e9ficits importantes em repert\u00f3rios comportamentais, necessitando de uma interven\u00e7\u00e3o profissional mais intensa, que \u00e9 realizada no ambiente natural do cliente. O objetivo do presente estudo \u00e9 apresentar uma revis\u00e3o de literatura identificando quais habilidades te\u00f3ricas e t\u00e9cnicas s\u00e3o estabelecidas como pr\u00e9-requisitos para a atua\u00e7\u00e3o do acompanhante terap\u00eautico, de acordo com a perspectiva anal\u00edtico-comportamental. Os dados revelaram a exist\u00eancia de habilidades exclusivas (conhecer os princ\u00edpios te\u00f3ricos b\u00e1sicos e as t\u00e9cnicas) e habilidades n\u00e3o exclusivas (entrevista cl\u00ednica, no\u00e7\u00f5es de psicopatologia, psicofarmacologia e rela\u00e7\u00e3o terap\u00eautica) \u00e0 An\u00e1lise do Comportamento. Indicar habilidades pr\u00e9-requisitos como as encontradas neste estudo j\u00e1 \u00e9 um primeiro passo para uma sistematiza\u00e7\u00e3o de uma pr\u00e1tica profissional. Por\u00e9m, outros estudos devem ser realizados para estabelecer aspectos relacionados principalmente \u00e0 forma\u00e7\u00e3o e atua\u00e7\u00e3o do acompanhante terap\u00eautico em An\u00e1lise do Comportamento.<\/p>\n<p align=\"justify\"><strong>Palavras-Chave: <\/strong>acompanhamento terap\u00eautico; an\u00e1lise do comportamento; habilidades pr\u00e9-requisitos.<\/p>\n<hr \/>\n<p align=\"left\"><strong>ABSTRACT<\/strong><\/p>\n<p align=\"justify\">According to Behavior Analysis, Therapeutic Accompaniment has been defined as a clinical intervention practice for patients with significant deficits in behavioral repertoires, needing a more intensive professional intervention which is performed in client&#8217;s natural environment. The objective of the present study is to present a literature review identifying theoretical and technical skills that are established as prerequirement for Therapeutic Companion&#8217;s performance according to behavioral analysis perspective. The data revealed exclusive (knowing basic theoretical principles and techniques) and non-exclusive (clinical interview, notion of psychopathology, psychopharmacology and therapeutic relationship) skills related to Behavior Analysis. Indicating prerequirement skills such as those found in this study is a first step for professional practice systematization. However, others studies should be carry out to establish aspects related to professional formation and performance necessary to cover demands in the area.<\/p>\n<p align=\"justify\"><span lang=\"en-US\" xml:lang=\"en-US\"><strong>Key-Words:<\/strong> therapeutic accompaniment, behavior analysis, prerequirement skills<\/span><span lang=\"en-US\" xml:lang=\"en-US\"><br \/>\n<\/span><\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em An\u00e1lise do Comportamento, pode-se definir Acompanhamento Terap\u00eautico como uma pr\u00e1tica de interven\u00e7\u00e3o cl\u00ednica em casos de pacientes que apresentam d\u00e9ficits importantes em repert\u00f3rios comportamentais, necessitando de medidas interventivas mais intensas, sendo estas realizadas no ambiente natural em que o cliente vive (Guerrelhas, 2007). Portanto, neste sentido, o profissional acompanhante terap\u00eautico, compondo uma equipe multidisciplinar ou como auxiliar de um terapeuta, trabalha no ambiente em que as conting\u00eancias mantenedoras dos comportamentos a serem alteradas operam.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O delineamento desta pr\u00e1tica interventiva sob o foco anal\u00edtico-comportamental passou por transforma\u00e7\u00f5es antes de chegar ao contexto atual. Guerrelhas (2007) aponta que a \u00e9poca em que se come\u00e7ou a despontar o Acompanhamento Terap\u00eautico (por volta do final da d\u00e9cada de 1960), enquanto pr\u00e1tica de interven\u00e7\u00e3o, independente do foco anal\u00edtico-comportamental, coincidiu com o cen\u00e1rio da <em>Modifica\u00e7\u00e3o de Comportamento<\/em>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A pr\u00e1tica de modifica\u00e7\u00e3o de comportamento era realizada, em suas origens, em ambientes institucionais planejados (Zamignani, Banaco, &amp; Wielenska, 2007), tais como hospital psiqui\u00e1trico, com uso de t\u00e9cnicas comportamentais advindas de pesquisas em <em>An\u00e1lise Experimental<\/em><em> do Comportamento<\/em> nos programas terap\u00eauticos (Londero &amp; Pacheco, 2006) pelos chamados, \u00e0 \u00e9poca, de <em>modificadores de comportamento <\/em>(Barcellos &amp; Haydu, 1998; Zamignani &amp; Wielenska, 1999, citados por Guerrelhas, 2007).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A atua\u00e7\u00e3o dos profissionais que trabalhavam com modifica\u00e7\u00e3o de comportamento consistia na aplica\u00e7\u00e3o de t\u00e9cnicas comportamentais de modifica\u00e7\u00e3o de <em>respostas discretas<\/em> consideradas como comportamentos-problema, com enfoque eliminat\u00f3rio, limitando-se, muitas vezes, no uso de tais t\u00e9cnicas para reduzir a frequ\u00eancia de tais comportamentos e\/ou aumentar a frequ\u00eancia de comportamentos desejados (Londero &amp; Pacheco, 2006), o que impossibilitava a generaliza\u00e7\u00e3o dos ganhos cl\u00ednicos obtidos, resultando, \u00e0s vezes, em pr\u00e1ticas superficiais. Devido a esse aspecto de interven\u00e7\u00e3o, na d\u00e9cada de 1980 a atua\u00e7\u00e3o em modifica\u00e7\u00e3o de comportamento foi criticada por outros profissionais que atuavam no campo da sa\u00fade mental (Guedes, 1993 citado por Zamignani &amp; Wielenska, 1999).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ainda com resultados relevantes em sua pr\u00e1tica, a atua\u00e7\u00e3o em modifica\u00e7\u00e3o de comportamento n\u00e3o possibilitava a generaliza\u00e7\u00e3o destes resultados ao contexto natural. Foi necess\u00e1rio ampliar as interven\u00e7\u00f5es cl\u00ednicas ao ambiente natural dos indiv\u00edduos de forma a transformar as rela\u00e7\u00f5es mantidas com o seu ambiente e possibilitar uma intera\u00e7\u00e3o mais satisfat\u00f3ria (Zamignani, Banaco, &amp; Wielenska, 2007), promovendo generaliza\u00e7\u00f5es dos ganhos terap\u00eauticos. Este tipo de interven\u00e7\u00e3o em modifica\u00e7\u00e3o de comportamento em ambiente natural aproximava-se do que hoje denomina-se Acompanhamento Terap\u00eautico (Guerrelhas, 2007; Zamignani, Banaco, &amp; Wielenska, 2007).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na d\u00e9cada de 1990 houve avan\u00e7o nos resultados proporcionados pela An\u00e1lise do Comportamento, em termos de terapia Anal\u00edtico-comportamental e Acompanhamento Terap\u00eautico (Vianna &amp; Sampaio 2003), tais como os obtidos com o uso de t\u00e9cnicas comportamentais no tratamento de transtornos psiqui\u00e1tricos graves (Londero &amp; Pacheco, 2006). E, \u00e9 nesse contexto que se enfatiza o uso da <em>an\u00e1lise funcional<\/em> do comportamento, na qual se avaliam as vari\u00e1veis das quais o comportamento \u00e9 fun\u00e7\u00e3o (Skinner, 1953\/2007).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os pressupostos da An\u00e1lise do Comportamento s\u00e3o muito coerentes com a proposta do Acompanhamento Terap\u00eautico, visto que se destaca a import\u00e2ncia de se atentar \u00e0s conting\u00eancias e, para isso, dar relev\u00e2ncia ao ambiente natural torna-se uma condi\u00e7\u00e3o b\u00e1sica (Guerrelhas 2007). Esta autora destaca que toda interven\u00e7\u00e3o cl\u00ednica baseada nos pressupostos do behaviorismo radical utiliza a an\u00e1lise e o manejo de conting\u00eancias respons\u00e1veis por qualquer padr\u00e3o de comportamento e, portanto, o trabalho no ambiente natural do cliente seria uma consequ\u00eancia natural dessa filosofia (Guerrelhas, 2007, p. 43).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Holland (1978, citado por Guerrelhas, 2007) ressalta que se os pressupostos te\u00f3ricos nos quais a terapia comportamental se baseia est\u00e3o corretos, ent\u00e3o a solu\u00e7\u00e3o para os problemas comportamentais n\u00e3o podem ser restringidos ao <em>setting<\/em> da cl\u00ednica. Para se corrigir tais problemas, torna-se necess\u00e1rio modificar as conting\u00eancias do ambiente natural. Neste sentido, segundo Skinner (1989\/1991), \u00e9 nas conting\u00eancias naturais que os organismos aprendem os repert\u00f3rios comportamentais, sejam eles considerados positivos ou negativos \u00e0 vida. Portanto, na vis\u00e3o do autor, no que se refere \u00e0 interven\u00e7\u00e3o cl\u00ednica, \u201cas consequ\u00eancias refor\u00e7adoras dispon\u00edveis para induzir os clientes a seguir conselhos devem ser descobertas fora da cl\u00ednica\u201d (Skinner, 1989\/1991, p. 111). Neste sentido, intervir sobre o problema significa intervir diretamente sobre a rela\u00e7\u00e3o funcional que o comportamento mant\u00e9m na conting\u00eancia natural.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na rela\u00e7\u00e3o acompanhante terap\u00eautico e terapeuta anal\u00edtico-comportamental \u00e9 necess\u00e1rio fazer breves distin\u00e7\u00f5es das tarefas de ambos, visto que as bases te\u00f3ricas que fundamentam ambas as pr\u00e1ticas lhes s\u00e3o comuns (Zamignani &amp; Wielenska, 1999). Os terapeutas comportamentais comumente realizam tamb\u00e9m trabalhos em ambientes naturais. O que diferiria, ent\u00e3o, tal pr\u00e1tica da realizada pelo acompanhante terap\u00eautico? Zamignani &amp; Wielenska (1999) exp\u00f5em o seguinte:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 120px;\">Ao analista do comportamento\/terapeuta, cabe a tarefa de analisar as conting\u00eancias &#8230;, deve ser capaz de compreender as vari\u00e1veis das quais o comportamento do cliente \u00e9 fun\u00e7\u00e3o e, com base nisto, planejar e decidir (com o cliente e\/ou sua fam\u00edlia) o melhor momento dos procedimentos\/atividades terap\u00eauticas. Ao AT <sup><a id=\"b2\" href=\"#b1\"><sup>2<\/sup><\/a><\/sup> cabe, primeiramente, obter informa\u00e7\u00f5es que auxiliem na elabora\u00e7\u00e3o dessa an\u00e1lise funcional&#8230;. \u00e9 tarefa do AT desenvolver as atividades terap\u00eauticas e procedimentos planejados, seja em situa\u00e7\u00e3o natural, no consult\u00f3rio ou na institui\u00e7\u00e3o, sempre sob supervis\u00e3o constante (Zamignani &amp; Wielenska, 1999, p. 159).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tanto o terapeuta anal\u00edtico-comportamental quanto o acompanhante terap\u00eautico podem atuar em ambientes que se estendem ao do setting cl\u00ednico. O que vai diferenciar a natureza do trabalho entre ambos n\u00e3o \u00e9 o local de atua\u00e7\u00e3o, mas sim as fun\u00e7\u00f5es que cada um exerce dentro da equipe, seja ela formada por diversos profissionais, seja ela formada apenas pelo terapeuta e o at. Guerrelhas (2007) afirma que quando se define o profissional de at, deve ficar claro que a fun\u00e7\u00e3o deste \u00e9 auxiliar ou servir de complemento no trabalho delineado pelo terapeuta ou pela equipe multiprofissional. E o at, como profissional ou estudante, n\u00e3o tem por fun\u00e7\u00e3o analisar o caso e tomar as decis\u00f5es sobre quais procedimentos utilizar na sua interven\u00e7\u00e3o. As a\u00e7\u00f5es do at \u201cs\u00e3o, necessariamente subordinadas \u00e0s decis\u00f5es anteriormente elaboradas pelo profissional ou equipe com o\/a qual trabalha\u201d (Zamignani &amp; Wielenska, 1999, p. 159).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A primeira publica\u00e7\u00e3o sobre a pr\u00e1tica de Acompanhamento Terap\u00eautico de foco anal\u00edtico-comportamental no Brasil data do final da d\u00e9cada de 90, segundo Guerrelhas (2007), sendo esta feita por Zamignani (1997,citado por Guerrelhas, 2007). Deste per\u00edodo at\u00e9 a atualidade t\u00eam crescido as pesquisas de analistas de comportamentos na \u00e1rea, sendo estas apresentadas em eventos cient\u00edficos e publicadas em meios de acesso bibliogr\u00e1fico (Guerrelhas, 2007).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Entretanto, pode-se inferir que ainda h\u00e1 lacuna quanto \u00e0 publica\u00e7\u00e3o da pr\u00e1tica de Acompanhamento Terap\u00eautico na perspectiva anal\u00edtico-comportamental. Guerrelhas (2007) realizou uma pesquisa bibliogr\u00e1fica em que foi poss\u00edvel verificar que as publica\u00e7\u00f5es sobre Acompanhamento Terap\u00eautico em An\u00e1lise do Comportamento aparecem apenas em refer\u00eancias pr\u00f3prias da \u00e1rea de abordagem, como os livros da cole\u00e7\u00e3o <em>Sobre Comportamento e Cogni\u00e7\u00e3o. <\/em>Segundo a autora, os textos, em sua maioria, exp\u00f5em relatos de experi\u00eancias profissionais com atendimentos de pacientes com transtornos psiqui\u00e1tricos graves. Na referida pesquisa, n\u00e3o foram encontrados trabalhos de analistas de comportamento publicados em revistas cient\u00edficas, o que pode indicar, segundo a autora, que o foco de trabalho seja experi\u00eancias cl\u00ednicas e n\u00e3o resultados de pesquisa sobre o assunto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O campo de Acompanhamento Terap\u00eautico ainda apresenta quest\u00f5es abertas, tais como desenvolver estrat\u00e9gias que possibilitem ressaltar esta medida terap\u00eautica diferencial, sua import\u00e2ncia, contribui\u00e7\u00e3o e implica\u00e7\u00e3o nas pr\u00e1ticas vigentes do cuidado em sa\u00fade (Sim\u00f5es &amp; Kirschbaum, 2005). Al\u00e9m disso, contribuir para o delineamento de diretrizes pr\u00f3prias do Acompanhamento Terap\u00eautico voltadas para a forma\u00e7\u00e3o profissional(Thomaz, Silva, Alencar, Dias, &amp; Cavalcante, 2007).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com objetivo de contribuir para a supera\u00e7\u00e3o destas poss\u00edveis lacunas, nesta pesquisa realizou-se uma revis\u00e3o de literatura sobre o que as produ\u00e7\u00f5es cient\u00edficas brasileiras na \u00e1rea da An\u00e1lise do Comportamento t\u00eam sugerido como repert\u00f3rio comportamental de forma\u00e7\u00e3o pr\u00e9-requisito para uma atua\u00e7\u00e3o como acompanhante terap\u00eautico numa abordagem anal\u00edtico-comportamental. Em outras palavras, <em>quais habilidades te\u00f3ricas e t\u00e9cnicas s\u00e3o estabelecidas como pr\u00e9-requisitos para a atua\u00e7\u00e3o do acompanhante terap\u00eautico, de acordo com a perspectiva anal\u00edtico-comportamental?<\/em><\/p>\n<p><strong><br \/>\nM\u00e9todo<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><br \/>\nLevantamento e Sele\u00e7\u00e3o do Material Bibliogr\u00e1fico<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Considera-se, nesta pesquisa, como material bibliogr\u00e1fico: artigo publicado em peri\u00f3dico cient\u00edfico brasileiro, livros, cap\u00edtulos de livros, disserta\u00e7\u00f5es e teses, na \u00e1rea da An\u00e1lise do Comportamento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na busca em peri\u00f3dicos cient\u00edficos eletr\u00f4nicos brasileiros, foi adotado o sistema de busca atrav\u00e9s de combina\u00e7\u00f5es de descritores. As bases de dados eletr\u00f4nicas foram SCIELO, LILACS e BVS-PSI. Os descritores utilizados na busca foram: <em>Acompanhamento Terap\u00eautico e An\u00e1lise do Comportamento<\/em>, <em>Acompanhamento Terap\u00eautico e terapia comportamental<\/em>, <em>acompanhante terap\u00eautico e An\u00e1lise do Comportamento<\/em> e <em>acompanhante terap\u00eautico e terapia comportamental<\/em>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A busca nas tr\u00eas bases de dados gerou como resultado um artigo a partir do descritor <em>Acompanhamento Terap\u00eautico e terapia comportamental<\/em>. Entretanto, foi descartado, pois n\u00e3o abordava a tem\u00e1tica da pesquisa em quest\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Procurou-se refer\u00eancia na \u00e1rea em duas revistas cient\u00edficas brasileira de publica\u00e7\u00f5es de pesquisadores na \u00e1rea da An\u00e1lise do Comportamento: Revista Brasileira de An\u00e1lise do Comportamento \u2013 REBAC e Revista Brasileira de Terapia Cognitiva e Comportamental \u2013 RBTCC, atrav\u00e9s de seus respectivos sites: <a href=\"http:\/\/www.rebac.unb.br\">www.rebac.unb.br<\/a>; <a href=\"http:\/\/www.rbtcc.org.br\">www.rbtcc.org.br<\/a>. Nenhuma produ\u00e7\u00e3o sobre o tema foi encontrada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para disserta\u00e7\u00f5es e teses, a busca deu-se a partir do resumo e palavras-chave das produ\u00e7\u00f5es cient\u00edficas, no banco de disserta\u00e7\u00f5es e teses dos programas brasileiros de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o <em>stricto sensu<\/em> em An\u00e1lise do Comportamento: <em>Psicologia Experimental <\/em>(USP), <em>Psicologia Experimental: An\u00e1lise do Comportamento <\/em>(PUC\/SP), <em>Teoria e Pesquisa do Comportamento<\/em>, (UFPA), <em>Ci\u00eancias do Comportamento<\/em>, (Unb) e <em>An\u00e1lise do Comportamento<\/em>, (UEL). Nenhuma produ\u00e7\u00e3o no tema em estudo foi encontrada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em rela\u00e7\u00e3o a livros, buscou-se refer\u00eancia na cole\u00e7\u00e3o <em>Sobre Comportamento e Cogni\u00e7\u00e3o<\/em>, publicada pela Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Psicoterapia e Medicina Comportamental (ABPMC), que re\u00fane os trabalhos completos apresentados por pesquisadores da \u00e1rea nos encontros anuais desta associa\u00e7\u00e3o. Atrav\u00e9s da busca pelos sum\u00e1rios (dispon\u00edveis on-line em <a href=\"http:\/\/www.esetec.com.br\">www.esetec.com.br<\/a>), foram encontrados dez cap\u00edtulos correspondentes aos n\u00fameros de livros publicados at\u00e9 2009, que abordavam em seu corpo de texto a tem\u00e1tica sobre Acompanhamento Terap\u00eautico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Do total de dez cap\u00edtulos identificados, dois enquadraram-se nos crit\u00e9rios adotados: Zamignani e Wielenska (1999); e Viana e Sampaio (2003), pois falavam especificamente sobre An\u00e1lise do Comportamento e Acompanhamento Terap\u00eautico, combinados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Utilizou-se nesta pesquisa um livro organizado por pesquisadores na \u00e1rea de Acompanhamento Terap\u00eautico e An\u00e1lise do Comportamento: Zamignani, Kovac e Vermes (2007). Esta obra constitui-se como o \u00fanico livro brasileiro, at\u00e9 ent\u00e3o, direcionado, especificamente, \u00e0 \u00e1rea da An\u00e1lise do Comportamento e Acompanhamento Terap\u00eautico. Na apresenta\u00e7\u00e3o desta obra, Zamignani, Kovac e Vermes destacam: \u201cEste livro pretende abarcar muitas particularidades apontadas por Zamignani &amp; Wielenska (1999), e promover a necess\u00e1ria reflex\u00e3o para uma atua\u00e7\u00e3o consistente e solidamente embasada na teoria anal\u00edtico-comportamental\u201d (p.12). Desta forma, a obra apresenta um complemento da refer\u00eancia citada, que foi considerada para an\u00e1lise nesta pesquisa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><br \/>\nDa An\u00e1lise dos Dados e Sistematiza\u00e7\u00e3o do Conhecimento<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para a an\u00e1lise dos dados, utilizou-se como recurso metodol\u00f3gico a <em>leitura anal\u00edtica <\/em>que, segundo Severino (2002), tem por objetivo fornecer uma compreens\u00e3o global do significado do texto e treinar o leitor a uma compreens\u00e3o e interpreta\u00e7\u00e3o cr\u00edtica dos mesmos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ap\u00f3s a an\u00e1lise dos dados encontrados, fez-se uma sistematiza\u00e7\u00e3o de tais, conforme a hierarquia a seguir: a) aspectos te\u00f3ricos relevantes, b) aspectos pr\u00e1ticos relevantes, c) requisitos de atua\u00e7\u00e3o. Estes aspectos foram organizados considerando-se as reincid\u00eancias te\u00f3ricas apresentadas (a mesma ideia apontada por v\u00e1rios autores), e pontos relevantes \u00e0 pesquisa (ideias destacadas como importantes \u00e0 tem\u00e1tica em estudo). Considerou-se, tamb\u00e9m, a ocorr\u00eancia das converg\u00eancias e diverg\u00eancias entre as produ\u00e7\u00f5es cient\u00edficas. Ap\u00f3s a an\u00e1lise dos aspectos do tema considerados nas produ\u00e7\u00f5es cient\u00edficas em estudo, o conhecimento foi sistematizado em categorias.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><br \/>\nResultados e Discuss\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As produ\u00e7\u00f5es cient\u00edficas brasileiras no campo da An\u00e1lise do Comportamento consultadas nesta pesquisa se complementam em rela\u00e7\u00e3o a quais repert\u00f3rios comportamentais de forma\u00e7\u00e3o (habilidades) s\u00e3o pr\u00e9-requisitos a uma atua\u00e7\u00e3o como acompanhante terap\u00eautico (at) numa perspectiva anal\u00edtico-comportamental. Desta forma, decidiu-se apresentar os dados derivados a partir da an\u00e1lise de tais refer\u00eancias em etapas diferentes. As duas primeiras refer\u00eancias, Zamignani e Wielenska (1999) e Viana e Sampaio (2003), compuseram a primeira fase de an\u00e1lise e discuss\u00e3o. Posteriormente, a terceira refer\u00eancia, Zamignani, Kovac e Vermes (2007), foi exposta em termos de resultado e discuss\u00e3o, compondo a segunda fase de an\u00e1lise. Adota-se tal forma de an\u00e1lise, porque Viana e Sampaio (2003) utilizam Zamignani e Wielenska (1999) como refer\u00eancia base em rela\u00e7\u00e3o a habilidades indicadas e Zamignani, Kovac e Vermes (2007) partem tamb\u00e9m desta refer\u00eancia para o delineamento do livro, cujos cap\u00edtulos s\u00e3o analisados nesta pesquisa, que em sua proposta indica um aprofundamento em termos de aplica\u00e7\u00e3o do que fora proposto por Zamignani &amp; Wielenska (1999).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><br \/>\nPrimeira Fase de An\u00e1lise<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quanto \u00e0s duas primeiras refer\u00eancias, o procedimento <em>leitura anal\u00edtica<\/em> (Severino, 2002) possibilitou a organiza\u00e7\u00e3o dos dados nas seguintes categorias: <em>(1) Habilidades pr\u00e9-requisitos exclusivamente relacionadas \u00e0 An\u00e1lise do Comportamento<\/em> e <em>(2) Habilidades pr\u00e9-requisitos n\u00e3o exclusivas \u00e0 An\u00e1lise do Comportamento.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As habilidades pr\u00e9-requisitos foram apresentadas e detalhadas por Zamignani e Wielenska (1999) e apresentadas por Viana e Sampaio (2003) sem descri\u00e7\u00f5es mais espec\u00edficas de tais habilidades. A segunda refer\u00eancia, ao propor as habilidades pr\u00e9-requisitos, cita o trabalho realizado pelos primeiros autores, expondo atrav\u00e9s de cita\u00e7\u00e3o indireta, algumas habilidades j\u00e1 propostas anteriormente por Zamignani e Wielenska (1999); Al\u00e9m disso, Viana e Sampaio (2003) fazem tamb\u00e9m sugest\u00f5es pr\u00f3prias acerca de algumas habilidades indicadas ao at.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As habilidades indicadas por Zamignani e Wielenska (1999) foram apresentadas em forma de t\u00f3picos, os quais foram, em seguida, detalhados. Vianna e Sampaio (2003) apresentaram as habilidades pr\u00e9-requisitos de forma corrida, sem qualquer detalhamento. Neste caso, foram verificadas as principais indica\u00e7\u00f5es no texto separadas por pontua\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Muitas das habilidades foram apresentadas de forma geral pelas refer\u00eancias, sem especifica\u00e7\u00f5es do que de fato \u00e9 preciso conhecer. Por exemplo, quando algu\u00e9m afirma que se deve \u201cter conhecimento de uma determinada \u00e1rea\u201d n\u00e3o ficam especificados quais aspectos desta \u201cdeterminada \u00e1rea\u201d s\u00e3o coerentes com a necessidade que a pr\u00e1tica exige. Desta forma, em termos de qualidade dos conhecimentos pr\u00e9-requisitos, n\u00e3o seria o mais adequado, aqui, enfatizar import\u00e2ncia a qualquer \u00e1rea, visto que o que se destaca na forma de atua\u00e7\u00e3o \u00e9 o reflexo desta sobre o fen\u00f4meno com o qual se trabalha.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Analisar as habilidades pr\u00e9-requisitos uma a uma nas categorias das quais pertencem pode contribuir para um salto qualitativo, em termos de compreens\u00e3o dos repert\u00f3rios comportamentais b\u00e1sicos, para uma atua\u00e7\u00e3o eficaz como acompanhante terap\u00eautico embasado na An\u00e1lise do Comportamento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><br \/>\nCategoria 1 &#8211; Habilidades pr\u00e9-requisitos exclusivamente relacionadas \u00e0 An\u00e1lise do Comportamento<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As habilidades pr\u00e9-requisitos apontadas nas produ\u00e7\u00f5es cient\u00edficas desta etapa de an\u00e1lise, no que se refere a esta categoria, foram apresentadas em termos de teoria e t\u00e9cnica. Em rela\u00e7\u00e3o ao corpo te\u00f3rico, foi destacado como pr\u00e9-requisito conhecer os conceitos da abordagem te\u00f3rica: princ\u00edpios b\u00e1sicos da An\u00e1lise do Comportamento. Os conceitos destacados foram: a) refor\u00e7amento positivo; b) refor\u00e7amento negativo; c) fuga; d) esquiva; e) puni\u00e7\u00e3o; f) refor\u00e7amento cont\u00ednuo; g) refor\u00e7amento intermitente; h) refor\u00e7amento natural; i) refor\u00e7amento arbitr\u00e1rio (Zamignani &amp; Wielenska, 1999; Vianna &amp; Sampaio, 2003).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Foi abordado, tamb\u00e9m, como aspecto te\u00f3rico ser capacitado para \u201cidentificar as rela\u00e7\u00f5es funcionais entre eventos\u201d (Zamignani &amp; Wielenska, 1999, p. 159), o que implica \u201ccomo realizar uma an\u00e1lise funcional\u201d (Vianna &amp; Sampaio, 2003, p. 287). Estes \u00faltimos autores chamaram a aten\u00e7\u00e3o para a precis\u00e3o de se \u201ccompreender uma an\u00e1lise funcional bem feita\u201d (p. 287). Zamignani e Wielenska (1999) afirmam que os conceitos b\u00e1sicos da An\u00e1lise do Comportamento \u201cprecisam estar perfeitamente estabelecidos\u201d (p. 160).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No que se refere ao arcabou\u00e7o t\u00e9cnico n\u00e3o foi citada diretamente nenhuma t\u00e9cnica pelos autores. As indica\u00e7\u00f5es giraram em torno do uso das t\u00e9cnicas de interven\u00e7\u00e3o terap\u00eautica. Salientou-se para a necessidade de capacitar-se de forma a conhecer claramente a racional e a forma de aplica\u00e7\u00e3o das t\u00e9cnicas a serem utilizadas (Zamignani &amp; Wielenska, 1999). Os procedimentos utilizados devem ser compreendidos em termos de qual o motivo, a raz\u00e3o, de utiliz\u00e1-los. Sobre este aspecto, Zamignani e Wielenska (1999) destacam que podem surgir ocasi\u00f5es em que o acompanhante terap\u00eautico precisar\u00e1 explicar tanto ao paciente quanto \u00e0 fam\u00edlia a natureza te\u00f3rica das t\u00e9cnicas, os procedimentos envolvidos, e os benef\u00edcios terap\u00eauticos da utiliza\u00e7\u00e3o dela, a m\u00e9dio e em longo prazo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><br \/>\nCategoria 2 &#8211; Habilidades pr\u00e9-requisitos n\u00e3o exclusivas \u00e0 An\u00e1lise do Comportamento<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As habilidades pr\u00e9-requisitos correspondentes a esta categoria foram expostas numa produ\u00e7\u00e3o cient\u00edfica de \u00e1rea anal\u00edtico-comportamental. De certa forma, os conceitos indicados s\u00e3o coerentes com os princ\u00edpios do campo da terapia anal\u00edtico-comportamental. Tais conceitos foram diferenciados em uma categoria pr\u00f3pria por eles n\u00e3o serem exclusividade do campo da An\u00e1lise do Comportamento, ou seja, n\u00e3o foram desenvolvidos a partir de estudos: da filosofia Behaviorismo Radical, da An\u00e1lise Experimental do Comportamental, da An\u00e1lise Comportamental Aplicada e\/ou advindos diretamente de contribui\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas derivadas destas sub\u00e1reas. Vale ressaltar que os conceitos destacados nesta categoria, apesar de n\u00e3o fazerem parte exclusivamente da An\u00e1lise do Comportamento, s\u00e3o considerados de forma coerente com as pr\u00e1ticas interventivas neste campo necess\u00e1rias para um trabalho eficaz.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na vis\u00e3o de Zamignani e Wielenska (1999) e Vianna e Sampaio (2003), um acompanhante terap\u00eautico que pretenda atuar sob o enfoque anal\u00edtico-comportamental deve estar preparado, ter treino, a (em) fazer observa\u00e7\u00f5es e registros, observar aspectos relevantes do ambiente do cliente, al\u00e9m de saber identific\u00e1-los. Zamignani e Wielenska (1999) afirmam que o at acaba sendo um observador privilegiado, visto que est\u00e1 em contato bem pr\u00f3ximo ao cliente, em fun\u00e7\u00e3o das atividades que realizam juntos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Saber conduzir uma entrevista terap\u00eautica \u00e9 considerado como um pr\u00e9-requisito importante para a atua\u00e7\u00e3o do acompanhante terap\u00eautico (Zamignani &amp; Wielenska, 1999). Este profissional precisa saber interagir com o cliente numa entrevista psicol\u00f3gica. Em casos de pacientes psiqui\u00e1tricos graves, por exemplo, uma boa intera\u00e7\u00e3o verbal estabelecida pelo at, em rela\u00e7\u00e3o ao paciente, facilita a obten\u00e7\u00e3o dos dados fundamentais na elabora\u00e7\u00e3o da interven\u00e7\u00e3o, al\u00e9m disso, contribui para a forma\u00e7\u00e3o do v\u00ednculo entre ambos (Zamignani &amp; Wielenska, 1999).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No que se refere \u00e0 rela\u00e7\u00e3o do acompanhante terap\u00eautico com o paciente, pode-se encontrar que capacitar-se sobre quest\u00f5es que envolvam os processos da forma\u00e7\u00e3o da rela\u00e7\u00e3o terap\u00eautica deve fazer parte do arcabou\u00e7o de conhecimentos do at (Zamignani &amp; Wielenska, 1999; Vianna &amp; Sampaio, 2003). Este deve considerar a qualidade da rela\u00e7\u00e3o terap\u00eautica estabelecida. Atentar para quest\u00f5es como os envolvimentos emocionais das duas partes envolvidas na rela\u00e7\u00e3o, identificando os eventos que giram em torno disso e as consequ\u00eancias resultantes, foi apontado tamb\u00e9m como fundamental, neste t\u00f3pico, pelos autores.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c1reas de natureza mais restritas ao campo da sa\u00fade, de semelhan\u00e7a mais pr\u00f3xima ao campo da Psiquiatria e outras \u00e1reas biom\u00e9dicas apareceram tamb\u00e9m como conhecimentos fundamentais \u00e0 atua\u00e7\u00e3o do acompanhante terap\u00eautico que se prop\u00f5em a atuar com foco anal\u00edtico-comportamental. Algumas habilidades s\u00e3o apontadas como relevantes, tais como ter no\u00e7\u00f5es de psicopatologia e psicofarmacologia (Zamignani &amp; Wielenska, 1999; Vianna &amp; Sampaio, 2003). O at precisa reconhecer os sintomas do transtorno que o paciente apresenta e a mudan\u00e7a do quadro cl\u00ednico. Em casos de uso de f\u00e1rmacos s\u00e3o apontadas algumas medidas. \u00c9 necess\u00e1rio ao at saber quest\u00f5es que envolvem o uso da droga prescrita ao paciente, quais os efeitos ben\u00e9ficos que gera, e os prov\u00e1veis efeitos colaterais consequentes da utiliza\u00e7\u00e3o dela (Zamignani &amp; Wielenska 1999).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Aspectos particulares do acompanhante terap\u00eautico tamb\u00e9m apareceram como pontos a se tornar habilidade pr\u00e9-requisitos. Vianna e Sampaio (2003) ressaltam que o at precisa conhecer suas atribui\u00e7\u00f5es enquanto profissional componente de uma equipe multidisciplinar. No seu ambiente de trabalho, deve ser capaz de agir em conformidade com a ocasi\u00e3o, como sua atua\u00e7\u00e3o junto \u00e0 fam\u00edlia do paciente, visto que o trabalho \u00e9 realizado no ambiente natural, e um deles \u00e9 a pr\u00f3pria resid\u00eancia do paciente (Vianna &amp; Sampaio, 2003).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><br \/>\nSegunda Fase de An\u00e1lise<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nesta etapa de an\u00e1lise, ficou destacada a refer\u00eancia Zamignani, Kovac e Vermes (2007), n\u00e3o por se consider\u00e1-la mais importante em detrimento das demais. Optou-se por tal medida visto que o livro \u00e9 direcionado especificamente ao tema em estudo nesta pesquisa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O livro tem por objetivo apresentar \u201co estado atual da arte\u201d, na \u00e1rea de Acompanhamento Terap\u00eautico e An\u00e1lise do Comportamento (Zamignani, Kovac &amp; Vermes, 2007). Como dito anteriormente, \u00e9 pretens\u00e3o da obra abarcar muita das particularidades apontadas por Zamignani e Wielenska (1999), autores utilizados na primeira fase de an\u00e1lise, e promover a necess\u00e1ria reflex\u00e3o para uma atua\u00e7\u00e3o consistente e solidamente embasada na teoria anal\u00edtico-comportamental. Ela oferece, a partir de cap\u00edtulos escritos por autores diversos, conceitos e aplica\u00e7\u00f5es da An\u00e1lise do Comportamento para uma atua\u00e7\u00e3o como acompanhante terap\u00eautico. Neste sentido, a obra contempla, em si, indica\u00e7\u00f5es e sugest\u00f5es de conhecimentos espec\u00edficos em An\u00e1lise do Comportamento para uma atua\u00e7\u00e3o como acompanhante terap\u00eautico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em rela\u00e7\u00e3o aos aspectos te\u00f3ricos, pode-se observar a import\u00e2ncia de se saber os aspectos hist\u00f3ricos e meios de atua\u00e7\u00e3o do acompanhante terap\u00eautico, a evolu\u00e7\u00e3o dos modelos interventivos, e as semelhan\u00e7as com o trabalho na \u00e1rea da psicoterapia comportamental (Guerrelha, 2007). \u00c9 importante tamb\u00e9m o conhecimento da delimita\u00e7\u00e3o da atua\u00e7\u00e3o como acompanhante terap\u00eautico numa abordagem anal\u00edtico-comportamental em rela\u00e7\u00e3o ao modelo de cl\u00ednica de consult\u00f3rio e atribui\u00e7\u00f5es do terapeuta e do at.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os conceitos b\u00e1sicos em An\u00e1lise do Comportamento s\u00e3o destacados pelos autores, de forma correlacionada ao campo de atua\u00e7\u00e3o, mostrando as propostas de interven\u00e7\u00e3o sob o foco desta ci\u00eancia. Pode-se observar a abordagem de assuntos relacionados \u00e0 possibilidade ou n\u00e3o de uma atua\u00e7\u00e3o fora do ambiente do consult\u00f3rio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo Thomaz &amp; Nico (2007), conhecer processos comportamentais relacionados a comportamento governado por regra, e comportamento modelado pelas conting\u00eancias e os aspectos do controle pelo comportamento verbal \u00e9 importante para uma atua\u00e7\u00e3o na \u00e1rea de acompanhante terap\u00eautico. Ressaltam tais conhecimentos como vantajosos, em termos de possibilidades de interven\u00e7\u00f5es comportamentais em quest\u00f5es referentes \u00e0 rela\u00e7\u00e3o do cliente e terapeuta, e facilitadores quando a terapia e o Acompanhamento Terap\u00eautico est\u00e3o prejudicados pelo d\u00e9ficit em repert\u00f3rios verbais do cliente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tal aspecto torna-se bastante relevante, ao se levar em considera\u00e7\u00e3o que na perspectiva anal\u00edtico-comportamental, comportamento verbal \u00e9 aquele que \u00e9 criado e mantido por uma comunidade verbal (Skinner, 1957\/1979). Neste sentido, o at pode atuar como ambiente verbal para o cliente, de forma a manter correspond\u00eancia entre o comportamento verbal do cliente e o ambiente em que est\u00e1 inserido. Isso possibilita um programa terap\u00eautico, que abarca tanto programa\u00e7\u00e3o de conting\u00eancias para o comportamento ser modelado pelas consequ\u00eancias \u2013 comportamento governado por conting\u00eancias (Catania, 1999), quanto por programa\u00e7\u00e3o de antecedentes verbais \u2013 comportamento governado por regras (Catania, 1999).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pode-se observar atrav\u00e9s da an\u00e1lise a import\u00e2ncia de se conhecer as rela\u00e7\u00f5es funcionais entre os eventos comportamentais e seu ambiente, as t\u00e9cnicas de entrevista cl\u00ednica para coleta de dados, procedimentos de observa\u00e7\u00e3o e registro (Oliveira &amp; Borges, 2007). O conhecimento das etapas de uma interven\u00e7\u00e3o comportamental foi colocado como necess\u00e1rio tamb\u00e9m a uma atua\u00e7\u00e3o no ambiente extraconsult\u00f3rio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Aspectos que envolvem o controle por comportamento verbal (destacando o operante verbal mando) e os comportamentos sociais envoltos neste aspecto foram apontados como uma possibilidade de atua\u00e7\u00e3o para o acompanhante terap\u00eautico, principalmente em casos de clientes com problemas cr\u00f4nicos, com comportamentos autolesivos, restri\u00e7\u00f5es severas e d\u00e9ficits em repert\u00f3rio de intera\u00e7\u00e3o social (Zamignani &amp; Nico, 2007). Neste sentido, um conhecimento sobre comportamento verbal seria necess\u00e1rio a uma atua\u00e7\u00e3o como at, nos casos deste tipo relacionados. Portanto, tal conhecimento possibilita ao at atuar, nestes casos, na modelagem de estrat\u00e9gias de enfrentamento do problema no cliente, apresentando consequ\u00eancias positivas contingentes a respostas compat\u00edveis a tais estrat\u00e9gias (Zamignani &amp; Nico, 2007).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 aprendizagem de repert\u00f3rios comportamentais novos, foi indicado como um conhecimento pr\u00f3prio da atua\u00e7\u00e3o em ambiente extraconsult\u00f3rio, e logo, tarefa pr\u00f3pria do at, quest\u00f5es referentes \u00e0 variabilidade comportamental (Zamignani &amp; Jonas, 2007). O at precisa ter conhecimento de como possibilitar a modelagem de comportamentos novos necess\u00e1rios ao avan\u00e7o no tratamento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Algumas quest\u00f5es que envolvem a proposta de Zamignani e Wielenska (1999) j\u00e1 foram abordadas at\u00e9 aqui, no que se refere aos aspectos te\u00f3ricos e suas poss\u00edveis rela\u00e7\u00f5es com as interven\u00e7\u00f5es no campo pr\u00e1tico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em rela\u00e7\u00e3o ao campo pr\u00e1tico (da t\u00e9cnica) propriamente dito, os autores em an\u00e1lise, nesta etapa, colocam o seguinte acerca de sua obra:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-left: 120px;\">Outros aspectos do curr\u00edculo m\u00ednimo proposto por Zamignani e Wielenska (1999) constituem-se em uma s\u00e9rie de habilidades b\u00e1sicas que deveriam ser desenvolvidas como pr\u00e9-requisitos para a pr\u00e1tica em ambiente extraconsult\u00f3rio. Essas habilidades e aspectos pr\u00e1ticos considerados fundamentais para o adequado desenvolvimento do trabalho cl\u00ednico em ambiente extraconsult\u00f3rio s\u00e3o apresentados e discutidos na Se\u00e7\u00e3o II deste livro \u2013 <em>Aspectos pr\u00e1ticos envolvidos no trabalho extraconsult\u00f3rio<\/em> (Zamignani, Kovac &amp; Vermes, 2007, p. 14).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na vis\u00e3o dos autores, a segunda se\u00e7\u00e3o do livro representa em si a proposta de Zamignani e Wielenska (1999), em rela\u00e7\u00e3o a pr\u00e9-requisitos para uma atua\u00e7\u00e3o como acompanhante terap\u00eautico anal\u00edtico-comportamental, que fora analisada, anteriormente, na primeira fase de an\u00e1lise. Por\u00e9m, \u00e9 importante ressaltar que o que foi discutido at\u00e9 aqui sobre os aspectos te\u00f3ricos n\u00e3o foge dos crit\u00e9rios pr\u00e9-requisitos de habilidades ou conhecimentos, visto que o conhecimento dos princ\u00edpios te\u00f3ricos (conceitos b\u00e1sicos) da An\u00e1lise do Comportamento foi indicado como necess\u00e1rio \u00e0 atua\u00e7\u00e3o tanto por Zamignani e Wielenska (1999) quanto por Vianna e Sampaio (2003).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No campo dos aspectos pr\u00e1ticos envolvidos no atendimento extraconsult\u00f3rio, foram encontradas como relevantes \u00e0 atua\u00e7\u00e3o do acompanhante terap\u00eautico na perspectiva anal\u00edtico-comportamental quest\u00f5es relacionadas \u00e0 \u00e9tica profissional <a id=\"c2\" href=\"#c1\"><sup>3<\/sup><\/a>. Algumas quest\u00f5es pr\u00f3prias do regimento \u00e9tico do psic\u00f3logo, segundo Martone (2007), podem se relacionar com o trabalho do acompanhante terap\u00eautico. O at precisa atentar a situa\u00e7\u00f5es que envolvam dilemas \u00e9ticos como casos de exposi\u00e7\u00e3o do cliente, visto que o trabalho do at geralmente \u00e9 realizado em ambientes de f\u00e1cil acesso de outras pessoas, poss\u00edveis interven\u00e7\u00f5es da fam\u00edlia, autonomia do cliente e perda da rela\u00e7\u00e3o de profissionalismo, o que implicaria na falta de excel\u00eancia nos procedimentos te\u00f3rico-t\u00e9cnicos da interven\u00e7\u00e3o (Martone, 2007).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quanto a t\u00e9cnicas comportamentais na proposta de uma atua\u00e7\u00e3o em ambiente extraconsult\u00f3rio, na refer\u00eancia em an\u00e1lise, foram encontradas como habilidades a serem adquiridas, as seguintes: a) modelagem; b) modela\u00e7\u00e3o; c) esvanecimento; d) refor\u00e7amento diferencial de outros comportamentos ou DRO; e, e) exposi\u00e7\u00e3o e dessensibilizar\u00e3o sistem\u00e1tica Del Prette e Garcia (2007). Para o uso de tais t\u00e9cnicas, as autoras apontaram a <em>an\u00e1lise funcional<\/em> como importante ferramenta para a decis\u00e3o de qual t\u00e9cnica ser\u00e1 selecionada como mais apropriada na interven\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quest\u00f5es voltadas \u00e0 rela\u00e7\u00e3o terap\u00eautica tamb\u00e9m foram destacadas como importante pelos autores discutidos nesta etapa de an\u00e1lise, assim como os da primeira. O at deve prezar por uma boa rela\u00e7\u00e3o terap\u00eautica, a fim de saber lidar com algumas quest\u00f5es particulares pr\u00f3prias do ambiente extraconsult\u00f3rio e do cliente que solicita o trabalho (Vermes, Zamignani e Kovac, 2007). Neste sentido, o at deve atuar como uma audi\u00eancia n\u00e3o punitiva. A intera\u00e7\u00e3o terapeuta-cliente deve ser tamb\u00e9m n\u00e3o aversiva, por\u00e9m, \u00e9 importante que haja limites, desde que sejam respeitados o tempo e as condi\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias para que esses limites sejam estabelecidos gradualmente e de maneira delicada e acolhedora (Vermes, Zamignani &amp; Kovac, 2007).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ainda sobre este aspecto, \u00e9 indicado que o at atue como um agente n\u00e3o punitivo, de forma a propiciar ao cliente intera\u00e7\u00f5es que possibilite a ele aprender um amplo repert\u00f3rio social, que deve ser refor\u00e7ado. Isso leva o cliente a tornar-se mais independente e saber lidar at\u00e9 mesmo com quest\u00f5es aversivas (Vermes, Zamignani &amp; Kovac, 2007).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tais quest\u00f5es exigem muita habilidade do acompanhante terap\u00eautico. Neste sentido, Vermes, Zamignani &amp; Kovac (2007) chamam a aten\u00e7\u00e3o \u00e0 necessidade imprescind\u00edvel de o at buscar literatura referente \u00e0 forma\u00e7\u00e3o na \u00e1rea, al\u00e9m da necessidade de supervis\u00e3o. Tal indica\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m \u00e9 compartilhada por Zamignani e Wielenska (1999) e Vianna e Sampaio (2003) quando destacam a supervis\u00e3o como recurso de resolver quest\u00f5es como envolvimento de respostas emocionais entre o at e o cliente, envolvimento em contextos que n\u00e3o agradam tanto o at, quanto o cliente e sua fam\u00edlia, entre outros aspectos. A solu\u00e7\u00e3o de tais quest\u00f5es depender\u00e1 do tipo de rela\u00e7\u00e3o terap\u00eautica criada entre o at e o cliente (Vermes, Zamignani &amp; Kovac, 2007).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Outra quest\u00e3o que exigir\u00e1 do acompanhante terap\u00eautico habilidades pr\u00e9-requisitos s\u00e3o as interven\u00e7\u00f5es no ambiente familiar do cliente (Marcos &amp; Almeida, 2007). Na primeira fase de an\u00e1lise, ambas as refer\u00eancias, Zamignani e Wielenska (1999) e Vianna e Sampaio (2003), apontaram como pr\u00e9-requisito saber lidar com quest\u00f5es que envolvam uma atua\u00e7\u00e3o junto \u00e0 fam\u00edlia do paciente. Corroborando com tal ideia, Marcos e Almeida (2007) apontam que a fam\u00edlia pode contribuir bastante com as estrat\u00e9gias interventivas, \u00e0s vezes sendo fundamental. Entretanto, em alguns casos ela pode atuar como uma barreira, dificultando o andamento do processo terap\u00eautico (Zamignani &amp; Wielenska, 1999; Marco &amp; Almeida, 2007). Isso decorre, muitas vezes, por equ\u00edvocos da fam\u00edlia sobre o que de fato consiste o trabalho do acompanhante terap\u00eautico. Desta forma, o at precisa utilizar-se de medidas que esclare\u00e7am \u00e0 fam\u00edlia os procedimento e t\u00e9cnicas utilizadas e, se poss\u00edvel, solicitar participa\u00e7\u00f5es familiares, quando for o caso, a fim de evitar ideias equivocadas (Marcos &amp; Almeida, 2007).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tem sido consenso entre autores na \u00e1rea que o acompanhante terap\u00eautico atua fazendo parte de uma equipe multidisciplinar (Zamignani &amp; Wielenska, 1999; Vianna &amp; Sampaio, 2003, Sim\u00f5es e Kirschbaum, 2005; Londero &amp; Pacheco, 2006). Acerca de tal aspecto que envolve o trabalho do acompanhante terap\u00eautico, deve ficar claro aos demais profissionais e ao at quais os limites de sua pr\u00e1tica dentro de uma equipe multidisciplinar (Baumgarth &amp; Kovac, 2007). Neste sentido, o at precisa saber qual o seu real papel dentro da equipe, as atividades diferenciais que deve realizar em rela\u00e7\u00e3o aos demais profissionais (Vianna &amp; Sampaio, 1999; Baumgarth &amp; Kovac, 2007).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De uma forma geral, as habilidades pr\u00e9-requisitos, ou os conhecimentos a serem adquiridos, para uma atua\u00e7\u00e3o como acompanhante terap\u00eautico na perspectiva anal\u00edtico-comportamental abordadas pelos autores analisados (que comp\u00f5em os cap\u00edtulos do livro em destaque) nesta etapa apresentaram ideias convergentes aos dos autores da primeira etapa. Pode-se inferir que isso ocorreu, como j\u00e1 fora discutido em outro momento nesta pesquisa, pelo fato de as refer\u00eancias compartilharem de autorias iguais, ou pelas cita\u00e7\u00f5es indiretas ocorridas, principalmente na primeira fase de an\u00e1lise.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sob tal aspecto acima descrito, poder-se-ia levar questionamentos se isso de fato n\u00e3o interfere na validade das habilidades e conhecimentos sugeridos como pr\u00e9-requisitos. Entretanto, se levarmos em considera\u00e7\u00e3o que as refer\u00eancias constituem-se de documentos distintos em termo de acesso \u00e0s pessoas que buscam apropriar-se de conhecimento da \u00e1rea, isso n\u00e3o implicaria em problema, pelo contr\u00e1rio, refor\u00e7aria mais ainda a possibilidade de uma pr\u00e1tica n\u00e3o divergente na atua\u00e7\u00e3o como acompanhante terap\u00eautico. A probabilidade de diverg\u00eancias no campo de atua\u00e7\u00e3o como acompanhante terap\u00eautico pode diminuir, se cada vez mais quem atua e pesquisa na \u00e1rea de Acompanhamento Terap\u00eautico buscar reafirmar atrav\u00e9s de pesquisas e\/ou aplica\u00e7\u00f5es pr\u00e1ticas os trabalhos j\u00e1 realizados, de formar a caracterizar a atua\u00e7\u00e3o e aperfei\u00e7oar os princ\u00edpios te\u00f3rico-metodol\u00f3gicos da \u00e1rea de Acompanhamento Terap\u00eautico, independente de corrente te\u00f3rica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na obra organizada por Zamignani, Kovac e Vermes (2007), foram apresentadas possibilidades de atua\u00e7\u00e3o no campo de Acompanhamento Terap\u00eautico e An\u00e1lise do Comportamento, a partir de aplica\u00e7\u00e3o a casos cl\u00ednicos. Acredita-se que tal fato complementa as possibilidades de quem busca atuar como acompanhante terap\u00eautico na perspectiva anal\u00edtico-comportamental, e permite encontrar novos recursos interventivos que possam indicar as habilidades necess\u00e1rias a uma atua\u00e7\u00e3o eficaz. Desta forma, torna-se relevante citar tais possibilidades.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um campo de possibilidades de atua\u00e7\u00e3o destacado foi o trabalho com repert\u00f3rios pr\u00f3-estudo que consiste em desenvolver repert\u00f3rios necess\u00e1rios ao meio acad\u00eamico, estrat\u00e9gias de estudo, e programa\u00e7\u00e3o do ensino (Pergher &amp; Velasco, 2007).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Outra via de atua\u00e7\u00e3o refere-se ao campo das interven\u00e7\u00f5es na rela\u00e7\u00e3o respondente-operante em caso de depend\u00eancia qu\u00edmica. O papel do condicionamento respondente nas interven\u00e7\u00f5es em casos como toler\u00e2ncia e abstin\u00eancia de drogas pode ser considerado no trabalho como acompanhante terap\u00eautico nestes contextos (Benvenuti, 2007).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O trabalho do acompanhante terap\u00eautico pode ser eficaz no campo de interven\u00e7\u00e3o com pessoas que apresentam o quadro cl\u00ednico de transtorno obsessivo-compulsivo. O at pode ser um agente decisivo em interven\u00e7\u00f5es nesta \u00e1rea (Starling &amp; Ireno, 2007).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Outra possibilidade para a atua\u00e7\u00e3o do at refere-se a casos de cliente que apresentava queixas m\u00faltiplas (Ingberman &amp; Franco, 2007). Em um estudo de caso, apresentado por estas referidas autoras, atrav\u00e9s do Acompanhamento Terap\u00eautico foi poss\u00edvel desenvolver repert\u00f3rios comportamentais que diminu\u00edssem o sofrimento em um cliente com queixas m\u00faltiplas, al\u00e9m de possibilitar refor\u00e7adores similares aos que dispunha no passado e acesso a novos. A atua\u00e7\u00e3o do at foi fundamental, visto que as interven\u00e7\u00f5es precisaram ocorrer em ambientes espec\u00edficos, que n\u00e3o o da cl\u00ednica (Ingberman &amp; Franco 2007).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As publica\u00e7\u00f5es de analistas de comportamento no Brasil sobre Acompanhamento Terap\u00eautico ainda podem ser consideradas escassas. Tal fato foi verificado nesta pesquisa. Muito disso talvez seja pelo fato deste tipo de interven\u00e7\u00e3o cl\u00ednica no campo anal\u00edtico-comportamental ser ainda recente (Guerrelhas, 2007).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Novas possibilidades de atua\u00e7\u00e3o ao acompanhante terap\u00eautico podem suscitar o levantamento de quais habilidades ser\u00e3o necess\u00e1rias a uma atua\u00e7\u00e3o eficaz. As visualizadas nos casos cl\u00ednicos citados nesta \u00faltima etapa da segunda fase de an\u00e1lise foram coerentes com as j\u00e1 citadas nesta pesquisa, no campo dos princ\u00edpios b\u00e1sicos da An\u00e1lise do Comportamento e \u00e1reas afins.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><br \/>\nConsidera\u00e7\u00f5es Finais<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma das \u00e1reas que t\u00eam desenvolvido pesquisas neste campo de atua\u00e7\u00e3o, conforme se discutiu nesta pesquisa, tem sido a An\u00e1lise do Comportamento. O modelo filos\u00f3fico desta teoria tem se aproximado da proposta do Acompanhamento Terap\u00eautico (Guerrelhas, 2007). Pesquisadores brasileiros que atuam na perspectiva anal\u00edtico-comportamental t\u00eam sugerido n\u00edveis de conhecimento para uma atua\u00e7\u00e3o eficaz como acompanhante terap\u00eautico (Zamignani &amp; Wielenska, 1999; Vianna &amp; Sampaio, 2003; Zamignani, Kovac &amp; Vermes, 2007).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As indica\u00e7\u00f5es de habilidades pr\u00e9-requisitos discutidas nesta pesquisa podem servir como primeiro passo para quem quer iniciar uma atividade como acompanhante terap\u00eautico, numa perspectiva anal\u00edtico-comportamental. Como se pode observar na an\u00e1lise dos dados, as sugest\u00f5es englobam tanto aspectos pr\u00f3prios da An\u00e1lise do Comportamento, quanto de conhecimento que s\u00e3o comuns a outras \u00e1reas envolvidas, como a Psiquiatria. Entretanto, a partir das an\u00e1lises, acredita-se que n\u00e3o seria adequado afirmar que j\u00e1 se tem uma proposta de forma\u00e7\u00e3o te\u00f3rica s\u00f3lida para o acompanhante terap\u00eautico. Apenas indica\u00e7\u00f5es de habilidades pr\u00e9-requisitos n\u00e3o significam, em si, o desenvolvimento de repert\u00f3rios comportamentais necess\u00e1rios para abarcar todas as demandas existentes. Por\u00e9m, de certa forma, a partir dos dados encontrados neste estudo pode-se dizer que a An\u00e1lise do Comportamento contribui com indica\u00e7\u00f5es de habilidades que devem ser contempladas quando se pensar numa proposta de forma\u00e7\u00e3o de acompanhante terap\u00eautico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De maneira geral, a pr\u00e1tica de Acompanhamento Terap\u00eautico, apesar de um percurso hist\u00f3rico relevante, ainda \u00e9 muito incipiente, conforme se observou na literatura consultada. S\u00e3o necess\u00e1rias mais pesquisas que fundamentem principalmente aspectos de forma\u00e7\u00e3o e atua\u00e7\u00e3o do acompanhante terap\u00eautico. As interven\u00e7\u00f5es anal\u00edtico-comportamentais em ambientes extraconsult\u00f3rio est\u00e3o caminhando neste sentido, com passos significativos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Refer\u00eancias<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Balvedi, C. (2003). Acompanhante terap\u00eautico \u2013 a terapia no ambiente do paciente . In: Brand\u00e3o, M. Z. da S. et al. (Org.). <em>Sobre comportamento e cogni\u00e7\u00e3o<\/em>: <em>A hist\u00f3ria e os avan\u00e7os, a sele\u00e7\u00e3o por consequ\u00eancias em a\u00e7\u00e3o,<\/em> Vol. 11. Santo Andr\u00e9: ESETec.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Baumgarth, G. &amp; Kovac, R. (2007).O trabalho com a equipe multidisciplinar. In: Zamignani, D. R; Kovac, R. &amp; Vermes, J. S. <em>A Cl\u00ednica de Portas Abertas <\/em>(pp.247-265)<strong>.<\/strong> Santo Andr\u00e9: ESETec.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Benvenuti, M. F. (2007).Uso de drogas, reca\u00edda e o papel do condicionamento respondente: possibilidades do trabalho do psic\u00f3logo em ambiente natural. In: Zamignani, D. R; Kovac, R. &amp; Vermes, J. S. <em>A Cl\u00ednica de Portas Abertas <\/em>(pp. 307-327)<strong>.<\/strong> Santo Andr\u00e9: ESETec.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Catania, A. C. (1999). <em>Aprendizagem<\/em> (Trad: Deisy das G. de Souza et al.). Porto Alegre: Artmed.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Del Prette, G. &amp; Garcia, R (2007). T\u00e9cnicas comportamentais: Possibilidades e vantagens no atendimento extraconsult\u00f3rio. In: Zamignani, D. R; Kovac, R. &amp; Vermes, J. S. <em>A Cl\u00ednica de Portas Abertas <\/em>(pp. 183-198)<strong>.<\/strong> Santo Andr\u00e9: ESETec.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Guerrelhas, F. (2007). Quem \u00e9 o acompanhante terap\u00eautico: hist\u00f3ria e caracteriza\u00e7\u00e3o, In: Zamignani, D. R; Kovac, R. &amp; Vermes, J. S. <em>A Cl\u00ednica de Portas Abertas <\/em>(pp. 33-46)<strong>.<\/strong> Santo Andr\u00e9: ESETec.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ingberman, Y. K. &amp; Franco, A. P. (2007). Estudo de um Caso com queixas m\u00faltiplas atendido em ambiente extraconsult\u00f3rio: O caso A. In: Zamignani, D. R; Kovac, R. &amp; Vermes, J. S. <em>A Cl\u00ednica de Portas Abertas<\/em> (pp. 345-361)<strong>.<\/strong> Santo Andr\u00e9: ESETec.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Londero, I. &amp; Pacheco, J. T. B. (2006). Por que encaminhar ao acompanhamento terap\u00eautico? Uma discuss\u00e3o considerando a perspectiva de psic\u00f3logos e psiquiatras<strong>. <\/strong><em>Psicologia em Estudo<\/em>, Maring\u00e1, 11(2), 259-267..<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Marcos, M. A. &amp; Almeida, T. A. C. de. (2007).A interven\u00e7\u00e3o do Acompanhante Terap\u00eautico no Ambiente Familiar: Considera\u00e7\u00f5es a partir de um estudo de caso. In: Zamignani, D. R; Kovac, R. &amp; Vermes, J. S. <em>A Cl\u00ednica de Portas Abertas<\/em> (pp. 229-245)<strong>.<\/strong> Santo Andr\u00e9: ESETec.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Martone, R. C. (2007). A terapia comportamental para al\u00e9m do consult\u00f3rio: algumas reflex\u00f5es sobre \u00e9tica e comportamento \u00e9tico. In: Zamignani, D. R; Kovac, R. &amp; Vermes, J. S. <em>A Cl\u00ednica de Portas Abertas<\/em> (pp. 169-181)<strong>.<\/strong> Santo Andr\u00e9: ESETec.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Thomaz, C. R. da C. &amp; Nico, Y.C.(2007). Quando o verbal \u00e9 insuficiente: Possibilidades e limites da atua\u00e7\u00e3o cl\u00ednica dentro e fora do consult\u00f3rio.In: Zamignani, D. R; Kovac, R. &amp; Vermes, J. 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S\u00e3o Paulo: Cortez.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sim\u00f5es, C. H. D. &amp; Kirschbaum, D. I. R. (2005). Produ\u00e7\u00e3o cient\u00edfica sobre o acompanhamento terap\u00eautico no Brasil de 1960 a 2003: uma an\u00e1lise cr\u00edtica.\u00a0<em>Revista Ga\u00facha de Enfermagem<\/em>, Porto Alegre, 26(3), 392-402.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Skinner, B. F.(1991).\u00a0<em>Quest\u00f5es recentes na an\u00e1lise comportamental. <\/em>Campinas, SP: Papirus.\u00a0<span style=\"text-align: justify;\">(Obra original publicada em 1989)<\/span><span style=\"text-align: justify;\">.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">_______. (2007). <em>Ci\u00eancia e Comportamento Humano<\/em> (Trad: J. C. Todorov &amp; R. Azzi). S\u00e3o Paulo: Martins Fontes (Obra original publicada em 1953).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">______. (1979).<em> O Comportamento Verbal<\/em> (Trad: M. da P. Villa-Lobos). S\u00e3o Paulo: Cultrix <span style=\"text-align: justify;\">(Obra original publicada em 1957)<\/span>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Starling, R. R. &amp; Ireno, E. de M. (2007). Acompanhamento terap\u00eautico e transtorno obsessivo-compulsivo: estudo de caso. In: Zamignani, D. R; Kovac, R. &amp; Vermes, J. S. <em>A Cl\u00ednica de Portas Abertas <\/em>(pp. 329-343)<strong>.<\/strong> Santo Andr\u00e9: ESETec.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Thomaz, C. R. da C.;Silva, D. R. S. da; Alencar, E. T. da S.; Dias, E. da S. &amp; Cavalcante, L. S. B. (2007). Algumas possibilidades de investiga\u00e7\u00e3o sobre a pr\u00e1tica de acompanhamento terap\u00eautico: relatos de pesquisas. In: Zamignani, D. R; Kovac, R. &amp; Vermes, J. S. <em>A Cl\u00ednica de Portas Abertas <\/em>(pp. 365-381)<strong>.<\/strong> Santo Andr\u00e9: ESETec.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Vermes, J. S., Zamignani, D. R. &amp; Kovac, R. (2007). A Rela\u00e7\u00e3o Terap\u00eautica no atendimento cl\u00ednico em ambiente extraconsult\u00f3rio. In: Zamignani, D. R; Kovac, R. &amp; Vermes, J. S. <em>A Cl\u00ednica de Portas Abertas<\/em> (pp. 201-228)<strong>.<\/strong> Santo Andr\u00e9: ESETec.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Vianna, A. M &amp; Sampaio, T. P. de A. (2003). Acompanhamento Terap\u00eautico &#8211; da teoria \u00e0 pr\u00e1tica. In: Brand\u00e3o, M. Z. da S. et al. (Org.). <em>Sobre comportamento e cogni\u00e7\u00e3o: A hist\u00f3ria e os avan\u00e7os, a sele\u00e7\u00e3o por consequ\u00eancias em a\u00e7\u00e3o<\/em>, Vol. 11. Santo Andr\u00e9: ESETec.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Zamignani, D. R.; Banaco, R. A. &amp; Wielenska. (2007). O mundo como setting cl\u00ednico do analista do comportamento. In: Zamignani, D. R; Kovac, R. &amp; Vermes, J. S. <em>A Cl\u00ednica de Portas Abertas<\/em> (pp. 21-29)<strong>.<\/strong> Santo Andr\u00e9: ESETec.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Zamignani, D. R. &amp; Jonas, A. L. (2007). Variando para aprender e aprendendo a variar: variabilidade comportamental e modelagem na cl\u00ednica. In: Zamignani, D. R; Kovac, R. &amp; Vermes, J. S. <em>A Cl\u00ednica de Portas Abertas<\/em> (pp. 135-165)<strong>.<\/strong> Santo Andr\u00e9: ESETec.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Zamignani, D. R.; Kovac, R. &amp; Vermes, J. S.(2007) Apresenta\u00e7\u00e3o. In: Zamignani, D. R; Kovac, R. &amp; Vermes, J. S. <em>A Cl\u00ednica de Portas Abertas<\/em> (pp. 11-19)<strong>.<\/strong> Santo Andr\u00e9: ESETec.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Zamignani, D. R.; Nico, Y. C. (2007).Respostas verbais de mando na terapia e comportamentos sociais an\u00e1logos: uma tentativa de interpreta\u00e7\u00e3o de respostas agressivas e autolesivas. In: Zamignani, D. R; Kovac, R. &amp; Vermes, J. S. <em>A Cl\u00ednica de Portas Abertas<\/em> (pp. 101-133)<strong>.<\/strong> Santo Andr\u00e9: ESETec.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Zamignani, D. R. &amp; Wielenska, R. C. (1999). Redefinindo o papel do acompanhante terap\u00eautico. In: Kerbauy, R. R., &amp; Wielenska, R. C. (Org.). <em>Sobre comportamento e cogni\u00e7\u00e3o: Psicologia comportamental e cognitiva: da reflex\u00e3o te\u00f3rica \u00e0 diversidade da aplica\u00e7\u00e3o<\/em>, Vol. 4. Santo Andr\u00e9: ESETec.<\/p>\n<hr id=\"mce-hr-marker\" \/>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a id=\"a1\" href=\"#a2\"><sup>1<\/sup><\/a> Nesta pesquisa, agrade\u00e7o imensamente as contribui\u00e7\u00f5es da Prof.\u00aa Hadassa Louren\u00e7o Pinheiro Santiago, da Universidade Estadual do Piau\u00ed (UESPI), que se prontificou a revisar e dar sugest\u00f5es na escrita do texto em um momento important\u00edssimo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a id=\"b1\" href=\"#b2\"><sup>2<\/sup><\/a> O autor desta cita\u00e7\u00e3o utiliza a sigla AT, em mai\u00fascula em refer\u00eancia ao profissional que atua no campo Acompanhamento Terap\u00eautico. Nesta pesquisa, utiliza-se esta sigla para se referir ao campo, e a sigla at, em min\u00fascula, quando se refere ao profissional.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a id=\"c1\" href=\"#c2\"><sup>3<\/sup><\/a> Este aspecto foi tratado por Zamignani e Wielenska (1999) como uma quest\u00e3o \u00e0 parte do t\u00f3pico que se remete a pr\u00e9-requisitos de habilidades. Na leitura desta refer\u00eancia, estes autores n\u00e3o fizeram qualquer men\u00e7\u00e3o a necessidade disso como um conhecimento ou habilidade.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Habilidades pr\u00e9-requisitos indicadas para a atua\u00e7\u00e3o do acompanhante terap\u00eautico na perspectiva anal\u00edtico-comportamental 1 Francisco Andeson Gon\u00e7alves Carneiro andeson.cx@hotmail.com Universidade Estadual do Piau\u00ed (UESPI) RESUMO De acordo com a An\u00e1lise do Comportamento, o Acompanhamento Terap\u00eautico pode ser definido como uma pr\u00e1tica de interven\u00e7\u00e3o cl\u00ednica em casos de pacientes que apresentam d\u00e9ficits importantes em repert\u00f3rios comportamentais, necessitando [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":12,"comment_status":"open","ping_status":"open","template":"","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[13,279],"tags":[],"class_list":["post-4872","page","type-page","status-publish","hentry","category-publicacoes","category-revista-transformacoes"],"acf":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ip.usp.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/4872","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ip.usp.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ip.usp.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ip.usp.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ip.usp.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4872"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www.ip.usp.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/4872\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":24656,"href":"https:\/\/www.ip.usp.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/4872\/revisions\/24656"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ip.usp.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4872"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ip.usp.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4872"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ip.usp.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4872"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}