A praça central do Instituto de Psicologia já está apresentando sinais de desgaste em sua estrutura, mas a dedicação da nossa equipe de manutenção tem feito a diferença. Em especial a ação do servidor Antonio Carlos Corrente, na última quarta-feira (28/01), que se destaca pelo cuidadoso serviço de revitalização. As mesas e bancos de madeira, naturalmente desgastados pela exposição ao tempo, foram lixados, selados e envernizados pelo servidor, resultando em um ambiente renovado, mais bonito e acolhedor para todos.
O trabalho realizado demonstra zelo, dedicação e compromisso com os espaços que compartilhamos diariamente. A revitalização salta aos olhos em contraste com o desgaste que antes marcava o madeirame dos bancos e mesas e se embeleza ainda mais quando iluminado pela luz do sol entre as árvores da praça.
Bico, elétrica
E é na luz que temos outro destaque notório entre nossos servidores. Sidnei Luccas, popularmente conhecido como Bico, tem trocado centenas de lâmpadas por toda a unidade para garantir espaços bem iluminados dentro e fora dos prédios. Foram mais de 90 lâmpadas trocadas só nas últimas semanas. Sua presença constante pelos corredores, muitas vezes carregando escadas e ferramentas em horários de grande movimento, é a garantia de que a rotina acadêmica e administrativa não sofra interrupções por falhas de energia ou iluminação precária.
Decio Fidelis, hidráulica
Por fim, temos também o trabalho do servidor Decio Fidelis da Silva, que se desdobra para dar conta de uma quantidade vasta de materiais hidráulicos: centenas de pias, mictórios, torneiras, ralos, e os 113 vasos sanitários espalhados pelo Instituto, além dos bebedouros, cuja manutenção também é de sua responsabilidade. Trabalho esse que é constante durante todo o ano, considerando que o aumento do uso demanda aumento na manutenção, principalmente em instalações e canos antigos como os nossos. Cada reparo feito pelo Décio, por menor que pareça, sustenta o funcionamento básico e essencial da nossa unidade, equilibrando a urgência dos vazamentos inesperados com o cuidado preventivo que uma rede antiga tanto necessita.
Alexandre Dantas, chefe
A equipe é coordenada por Alexandre Dantas, chefe da manutenção, expediente e protocolo. Para ele, o resultado desse esforço vai além da estética. “Depois que me tornei chefe da manutenção, o local (Bloco E) começou a ser frequentado por alunos, funcionários e docentes com muito mais intensidade. Quando o ambiente é bem cuidado, ele convida as pessoas a ocuparem o espaço”, observa Alexandre.
Registramos então nosso agradecimento ao Antonio Carlos Corrente, Sidnei Luccas, Decio Fidelis da Silva e Alexandre Dantas. O compromisso deles é exemplar, mas o bom estado do nosso patrimônio coletivo não depende apenas desses três pares de mãos; depende do cuidado, do respeito e da consciência de cada usuária e usuário que transita pelo Instituto. Preservar o que é nosso é fortalecer a nossa própria comunidade
Cuidar do que é de todos é também uma forma de fortalecer a convivência e preservar um ambiente agradável para o trabalho, o descanso e os encontros no Instituto.
O trabalho invisível que todos podem ver
O trabalho do Corrente, Bico e Decio é um tipo de trabalho “invisível que todos podem ver”. No cotidiano do Instituto, é fácil notar um banco bem envernizado ou uma sala bem iluminada, mas raramente paramos para refletir sobre o esforço necessário para manter essa estrutura funcionando, especialmente em um período tão atribulado como o início do ano.
É comum no início do ano diversos setores como o acadêmico, o financeiro, a biblioteca e a informática estarem repletos de demandas burocráticas. De matrículas a abertura de sistemas. Ou seja, o instituto pode estar sem aulas, mas o trabalho segue a todo vapor para preparar o terreno para mais um ano letivo. É aqui que a equipe de serviços gerais, ou Manutenção, aproveita o fluxo das férias escolares para colocar a unidade em ordem. É um serviço que demanda muito de poucos.
Durante décadas, a manutenção foi a espinha dorsal que moldou a estrutura da universidade. O quadro era composto por centenas de servidores: jardineiros, eletricistas, pintores, mecânicos, encanadores, zeladores etc. No entanto, com o avanço da terceirização de funções, a USP viu esse quadro de profissionais concursados diminuir drasticamente. Hoje, vivemos uma realidade de “extinção” desse serviço em várias unidades.
No Instituto de Psicologia, o desafio é nítido. Enquanto nossa unidade se expande, como vimos com a recente conclusão da praça central, a necessidade de zelo aumenta na mesma proporção. Contudo, o nosso efetivo para essas demandas apenas diminui: hoje contamos com três servidores para dar conta de toda a complexidade do IPUSP, no passado não tão distante, esse número era mais que o dobro.
E se hoje temos apenas um pintor, um eletricista e um encanador, a dedicação deles é o que permite que o Instituto continue sendo um espaço acolhedor e funcional. Como bem pontuou o chefe Alexandre Dantas, o cuidado com o ambiente reflete diretamente na forma como alunos, funcionários e docentes ocupam a nossa “casa”