Departamento de Psicologia da Aprendizagem do Desenvolvimento e da Personalidade
Linhas de Pesquisa: Saúde e Desenvolvimento Humano. Psicologia Escolar/Educacional. Psicopatologia e contextos sócio-educativo-culturais. Psicologia do Ensino e da Aprendizagem. Tratamento e Prevenção Psicológica.Psicologia do Desenvolvimento Humano.
Telefone: 55 11-3091-4355/4185 | mckupfer@usp.br | Lattes | Google Acadêmico

Licenciada, Bacharel e Psicóloga pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas (1973 e 1974), Mestre, Doutora e Livre-Docente em Psicologia Experimental pela Universidade de São Paulo (1978, 1982 e 2003, respectivamente). Pós-Doutorado no Reed College – USA (1993-1994) e na Universidad de Sevilla – Espanha (1999). Foi docente na Clínica do Comportamento (Campinas), na Faculdade de Psicologia da PUC-São Paulo e na Faculdade de Ciências Médicas da UNICAMP (Departamento de Farmacologia). Atualmente é Professora Associada 3 na Universidade de São Paulo (Instituto de Psicologia – Departamento de Psicologia Experimental), onde exerceu cargo de Coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Psicologia – área de concentração Psicologia Experimental (1994-1997) e de Chefe do Departamento (2004-2008). É orientadora nos Programas de Pós-Graduação em Psicologia Experimental (PSE) e em Neurociências e Comportamento (NeC), e Pesquisadora do CNPq. Coordena o Laboratório de Análise Biocomportamental da USP onde desenvolve pesquisa básica utilizando prioritariamente animais como sujeitos. Suas principais linhas de investigação sobre o comportamento abrangem os temas ?desamparo aprendido? e ?variabilidade operante?, inserindo-se nas grandes áreas denominadas Controle Aversivo e Análise Biocomportamental

Indicadores clínicos de risco para o desenvolvimento infantil

Atuo no campo das articulações entre psicanálise e educação, com ênfase na área da educação especial voltada para crianças com distúrbios globais de desenvolvimento. Atualmente, desenvolvo uma pesquisa que está buscando consolidar os instrumentos IRDI – Indicadores de risco para o desenvolvimento infantil – e a AP3 – Avaliação psicanalítica de crianças aos três anos – para uso por profissionais em instituições públicas. Os dois instrumentos foram construídos para apontar riscos na constituição psíquica de crianças, sendo o primeiro para ser utilizado por pediatras com crianças de zero a 18 meses, e o segundo para ser utilizado por psicólogos de orientação psicanalítica com crianças de três anos. Atuo também como professora e orientadora do Programa de Pós-Graduação em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano em duas linhas de pesquisa: 1) Psicologia Escolar e Educacional, e 2) Saúde e Instituições. Sou editora da revista Estilos da Clínica, do IPUSP, editada com o LEPSI e com a colaboração da Associação Lugar de Vida. Sou co-coordenadora do Laboratório de Estudos e Pesquisas Psicanalíticas e Educacionais sobre a Infância (LEPSI FE/IP-USP), que realiza atividades acadêmicas com o objetivo de ampliar a construção de conhecimento no campo das conexões da psicanálise com a educação, bem como no campo dos estudos da Infância e da Infância com problemas. Co-coordeno o GT Psicanálise, Infância e Educação da ANPEPP. Co-Coordeno o Grupo de Pesquisa do CNPq do Lepsi. Sou pesquisadora Nível 1-D do CNPq.

Disciplinas

Graduação

PSA3818 A Psicanálise nas Práticas de Tratamento e de Inserção Escolar de Crianças com DGD
PSA1506 Sujeito, Educação e Sociedade
PSA2411 Prática de Pesquisa em Psicologia I
PSA2515 Prática de Pesquisa em Psicologia II
4701784 Trabalho de Pesquisa em Psicologia I
4701885 Trabalho de Pesquisa em Psicologia II
4702893 Estágio Supervisionado I
4702994 Estágio Supervisionado II

Pós-Graduação

PSA5887 A Aquisição da Escrita como Ferramenta de Tratamento de Crianças com Distúrbios Globais de Desenvolvimento
PSA5895 Psicanálise e Educação: Estado da Arte e Novos Desdobramentos
PSA5759 Psicanálise e Educação: Limites e Alcance de Uma Integração

Grupos de pesquisa

Membro do NAP (Núcleo de Apoio à Pesquisa da Universidade de São Paulo), criado em março de 2011 com o título geral:  Origens desenvolvimentistas da saúde e da doença, e coordenado pela profa. Sandra Grisi, da Faculdade de Medicina da USP. Participação com o projeto de pesquisa “Metodologia IRDI: uma uma intervenção com educadores de creches a partir da psicanálise”.

Laboratório

Lugar de vida

1. Oferecer atendimento terapêutico e educacional integrados para crianças e jovens adolescentes com problemas de desenvolvimento.

2. Criar condições para uma possível inserção dessas crianças e jovens na rede escolar e na sociedade.

3. Oferecer atendimento psicológico e ou tratamento psicoterapêutico para os pais.

4. Conduzir pesquisas nas áreas de diagnóstico, tratamento, aprendizagem e dispositivos institucionais para o atendimento de crianças com Transtornos Globais do Desenvolvimento.

5. Constituir-se em um núcleo multiplicador na formação de estudantes e profissionais das áreas de Saúde Mental e Educação, por meio da oferta de cursos, consultorias, estágios, supervisões, palestras, seminários, grupo de estudos, visitas monitoradas e eventos.

Projetos

O projeto parte da análise da conjuntura contemporânea na qual um número cada vez maior de crianças de zero a três anos de idade está  frequentando instituições de educação infantil ao mesmo em que os estudos demonstram a grande importância desta época da vida para a formação do indivíduo. Sabe-se também que os cuidados dirigidos às crianças na primeira infância podem diminuir significativamente a incidência de transtornos mentais tanto na infância como na idade adulta. Considerando, portanto, que os profissionais de educação infantil estão ao lado dos familiares nos cuidados e na educação das crianças pequenas, assumindo também uma função formativa, entende-se que esses profissionais precisam estar preparados para acompanhar o desenvolvimento psíquico das crianças sob seus cuidados, de modo a contribuir para a promoção, desde a primeira infância, de saúde mental. Nas medida em que são poucos os instrumentos utilizados atualmente para esse fim, o presente projeto terá como objetivo  avaliar o uso  do instrumento IRDI no acompanhamento do desenvolvimento psíquico de crianças  em instituições de educação infantil.. O instrumento IRDI – Indicadores  Clínicos de Risco para o Desenvolvimento Infantil – foi validado anteriormente como um instrumento de avaliação e de acompanhamento, por pediatras, do desenvolvimento psíquico de crianças de zero a dezoito meses.  Será um estudo de coorte longitudinal prospectivo constituído por dois grupos de crianças matriculadas nas creches da Secretaria Municipal de Educação de São Paulo, constituindo duas subamostras de crianças do berçário 1 da Região do Butantã. Os dois grupos serão comparados em relação à frequência de surgimento aos três anos de crianças apresentando risco psíquico para o desenvolvimento apontado pelo uso de um segundo instrumento, a  AP3 – Avaliação Psicanalítica aos três anos. O instrumento IRDI terá seu valor de auxiliar na promoção de saúde mental validado caso a frequência de surgimento de risco psíquico no grupo IRDI seja significativamente inferior ao do grupo não-IRDI.

Publicações selecionadas

KUPFER, M. C. M. ; BASTOS, Marize Bartolozzi ; RODRIGUES COSTA, B. H. ; DE CESARIS, D. M. ; CARDOSO, F. F. ; ORNELLAS, M. I. ; CROCHIK, N. ; PALHARES, O. . A produção brasileira no campo das articulações entre psicanálise e educação a partir de 1980. Estilos da Clínica (USP. Impresso), v. 15, p. 285-306, 2011.
KUPFER, M. C. M. ; JERUSALINSKY, Alfredo ; BERNARDINO, Leda Fischer ; WANDERLEY, Daniele de Brito ; ROCHA, P ; MOLINA, Silvia Eugenia ; SALLES, Lea ; STELLIN, Regina Maria Ramos ; PESARO, Maria Eugênia ; LERNER, Rogério . Predictive value of clinical risk indicators in child development: final results of a study based on psychoanalytical theory. Revista Latinoamericana de Psicopatologia Fundamental, v. 13, p. 31-52, 2010.
KUPFER, M. C. M. ; INAFUKU, Cristina Keiko ; FARIA, C. A. . O tratamento institucional do Outro na psicose infantil. Arquivos Brasileiros de Psicologia, v. 59, p. 156-166, 2008.
KUPFER, M. C. M. . A subversão psicanalítica do debate indivíduo/cultura: conseqüências possíveis para a Psicologia. In: Maria Helena Souza Patto; João Augusto Frayze Pereira. (Org.). Pensamento cruel. Filosofia e Ciências Humanas: há lugar para a Psicologia?. São Paulo: Casa do Psicólogo, 2006.
KUPFER, M. C. M. Freud e a Educação: o mestre do impossível.. São Paulo: Scipione, 1988. v. 1. 104 p.
KUPFER, M. C. M. ; VOLTOLINI, Rinaldo . Uso de Indicadores Clínicos em Pesquisas de Orientação Psicanalítica: Um debate conceitual. Psicologia. Teoria e Pesquisa, Brasília, DF, v. 21, n. 3, p. 359-364, 2005.
KUPFER, M. C. M. . Modalités de la transmission paternelle dans les familles modernes, études des implications possibles dans la cure des enfants. Cahiers de L’infantile Le Lien Fraternel, Paris, França, v. 1, n. n.2, p. 119-132, 2004.
KUPFER, M. C. M. ; BERNARDINO, Leda Maria Fischer . Image du corps et hyperactivité: reflexions sur le depistage precoce. In: Colloque International Interdisciplinaire. (Org.). Contributions Cliniques. 1 ed. Paris: Université Rennes II’, 2008, v. 1, p. 68-80
KUPFER, M. C. M. . Autismo: uma estrutura decidida? Uma contribuição dos estudos sobre bebês para a clínica do autismo. O que os bebês provocam nos psicanalistas. São Paulo: Escuta/FAPESP, 2008, v. , p. 41-48.
KUPFER, M. C. M. . Educação para o Futuro. Psicanálise e Educação.. São Paulo: Escuta, 2000. v. 1. 155 p.